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A Melhor Amiga da Barbie

16
Ago13

Não os culpem por serem directos. Sexo Sem Compromisso ou Amor Eterno.

Ana Gomes

Existem pessoas que procuram a sua metade. 

Que procuram aquela pessoa que as complete. Sonham com uma vida futura, construir alicerces. 

 

Existem pessoas que acreditam que devem ficar sozinhas. 

Que não procuram, que não são frustradas por isso. Sonham com uma vida completamente independente.

 

Existem pessoas que estão num meio-termo. 

Não procuram outra pessoa, mas acreditam que poderia existir alguém com quem podiam eventualmente partilhar os dias. 

 

 

Cada pessoa escolhe o seu caminho partilhá-lo ou não é uma decisão sua. 

Eu sei ... eu sei... nem sempre é um acto voluntário. Afinal são precisos dois para dançar o tango. 

 

Existem ainda assim pessoas quem jogam num campeonato diferente. 

Chamem-lhe descarados, sem-vergonha, esquisitos ou nojentos. Mas não os chamem de mentirosos porque isso é precisamente aquilo que não são. 

 

Vou usar como exemplo o artista que mais recentemente deu - nos meus ouvidos - provas neste campo.

Falo do MIGUEL.

Não me lembro se estava a comer uma maçã, uma bolacha ou um pacote inteiro de cereais, sei que o que quer que fosse que eu estava a engolir no momento serviu para me engasgar forte e feio. O motivo? 

A letra da música " How many drinks? " ( em português " Quantas bebidas?" ). O artista dedica toda uma música à temática " Quantas bebidas é que precisas que te pague para sairmos daqui juntos? ". Em suma, Miguel canta, que tem dinheiro, está maluco por ver a rapariga a dançar, ela é gira e  ele quer definitivamente enrolar-se com ela...

Mas apesar do jogo de mel, o que ele não quer é trabalhar para aquecer. Por isso minha menina... quantas bebidas são precisas? diz-me de uma vez. Se não quiseres sair daqui comigo diz já que também não perco tempo. Ele afirma, ambos são crescidinhos, sabem bem que aquele jogo é de provocação, por isso.. é para ser ou não é? 

 

Machismo? Prefiro achar que não. Eu diria... Atrevimento e ok... sensatez! 

 

Num outro tema " Quickie" ( em português "rapidinha" ) ele aplica a regra do sexo sem compromisso. Afirma que não quer ser amado, não quer amar, não quer cá mimos, arranhões, mordidelas ou marcas de romance. O que ele quer é aquilo e pronto. Usa mesmo a expressão "quick fix" numa tradução livre "quero um reparo" ou mais concretamente "quero-me aliviar". Se esta linguagem te for familiar... isto é um jogo e vamos jogar. Se isto tudo te fizer confusão então... Adeus! Não fiques ofendida. Mas é só isto. 

 

E agora? É um c*brão? É um grande sacana? 

 

Contínuo a achar que é só sensato. 

 

Mas isto faz-nos a todos muita confusão. 

 

Achamos sempre mais normal que nos façam deuses, tirem de nós o que querem, criem expectativas maravilhosas e depois... Adeuzinho! 

 

 

Eu sou pelos Migueis desta vida. Isto não quer dizer que eu queira um Miguel. Quer apenas dizer que gosto de saber com o que posso contar. E acho que tudo seria mais fácil se fosse assim. O contrário também. Ou seja. Se estamos perdidamente apaixonados, vamos embora assumir isso. Se queremos casar ou fazer daquela a nossa pessoa, para ser eterno enquanto durar. FORÇA! 

 

Não estou a levantar a bandeira do facilitismo. 

Estou a fazer uma vénia à honestidade. 

 

Mas sem me curvar demasiado.

 

12
Ago13

Quando uma relação acaba.

Ana Gomes

 

 

Já tive desgostos de amor daqueles difíceis. 

 

Acho que já me saiu de tudo na rifa. Bom, não quero arriscar, mas também não quero propriamente experimentar mais nada. 

Já saí de relações, e já fui posta a andar. 

Conheço medianamente os dois lados do jogo. 

 

O sofrimento, a angustia, a náusea, a não vontade. As conversas dos outros que mais parece que não nos compreendem. Quando na verdade sabem bem. 

 

Mas há um momento particular que não posso esquecer. Num daqueles dias em que o mundo ia acabar, e sem ter de falar sobre o assunto uma pessoa muito importante - que talvez seja melhor não mencionar aqui, não vá eu receber um telefonema desagradável -  disse-me : 

 

"Olha. Não precisas de falar. Não precisas de dizer nada. Mas se quiseres fala. Agora peço-te só que ouças uma coisa, porque sinto-me na obrigação de te dizer isto. A partir de agora por ti... Segue estes conselhos : 

Não lhe mandes mensagens, não lhe tentes telefonar. Não há cá status no msn ( sim isto existia, agora pode-se adaptar "não há cá status no facebook" ), não há indirectas ou permissões. Não há nada. Se acabou, acabou. Ok não foste tu que escolheste. Mas foi o que aconteceu. Depois com o tempo logo se vê o que há. Mas agora permite-te a uma coisa : A NADA.

 

Eu interiorizei isto. Mordia-me toda. E ele dizia-me " Escreve, tudo o que te apetecer dizer escreve num papel, mas depois deita fora. Não caias na tentação de lhe mostrar, ou de voltar a essas palavras. Chora tudo, mas deita tudo fora."

 

Eu aprendi assim. Atenção. Não se trata de orgulho. É um lugar diferente. Um lugar que nos faz respeitar a decisão de quem quis sair, e que nos faz - a seu tempo - ganhar respeito por nós mesmos, e crescer com essa dor. 

 

Talvez por isso haja uma coisa que me deixe um bocado... azeda. 

 

Quando alguns dos meus amigos terminam uma relação a quantidade de posts no facebook é agonizante. 

 

- Primeiro a revolta;

- Seguida do "estou supeeeer bem vês minha/meu fdp?!";

- Intercalados com "como é que me podem ter feito isto?!";

- E terminando em certos casos com laivos de "Olá qualquer pessoa que interaja com o facto de estar "available" apresenta-me lá os/as teus/tuas amigos/amigas que eu dou-lhe a volta, ( ESTÁS A LER ISTO FDP?!)".

 

Somos todos livres de manifestarmos o que quisermos. E eu sou pela liberdade de expressão, por muito que este post não o faça parecer. 

 

Mas há coisas que ficariam tão melhor em privado. 

E agora podem-me dizer " Se não queres ler, não leias." 

Também é verdade.

 

Mas o que digo não é por querer ou não ler. É pelo respeito que as pessoas perdem por elas próprias quando fazem estas avarias.

 

Por muito injustas, ou estúpidas, execráveis ou sacanas que as pessoas que nos largaram possam ter sido - o que por vezes nem é o caso. 

Temos que nos concentrar numa coisa - na nossa vida enquanto indivíduos - temos que aprender a viver connosco próprios - porque... ninguém para além de nós, é obrigada a viver connosco. 

 

Nem nós obrigados a viver com ninguém. 

 

 

Temos é que ser fortes para lidar com a situação. Estejamos do lado que estivermos. 

 

 

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