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A Melhor Amiga da Barbie

04
Out18

O regresso à escola da VI - e os essenciais da malinha dela.

Ana Gomes

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O regresso da Vitória à escola foi completamente diferente daquilo que eu podia prever. 

Depois de um mês inteiro em que estivemos juntas sempre, e em que ela mostrava estar muito dependente de mim ( sempre a deixei em qualquer lado sem problema, e durante essa fase ela não ficava bem em lado nenhum ). Eu andava mesmo com um nervoso miudinho porque não me dava jeito que ela não ficasse bem. 

Convenhamos : eu precisava que ela voltasse para a escola para eu tentar voltar a trabalhar... mas não sou de ferro e não me iria sentir bem se a deixasse a chorar. 

 

A Vitória resolveu-me o problema. No primeiro dia em que ficou na escola nem olhou para trás. Ela queria era os amigos, as educadoras ( de quem deveria ter mesmo muitas saudades ) e aquela azáfama de brinquedos misturada com a rotina ( e as crianças, caso não saibam, adoram rotinas já que lhes transmitem segurança ). 

 

Na escolinha dela não há fardas nem bibes ( apesar de eu adorar ver os miudos de bibe ). Preparei a mochila da escola com ela, eu a arrumar e ela a desarrumar... obviamente! Mas foi uma forma de nos prepararmos ( de me preparar... óbvio ) para a separação. Uma muda de roupa, uma xuxa, as fraldas - usamos as Mummi - são livres de químicos e por isso amigas do ambiente e dos bebés, as indispensáveis Waterwipes e ainda lhe escondo umas bolachas na mochila. A escola não permite que levemos comida de casa, mas por vezes quando saio com ela vou directa para qualquer lado e tenho ali um reforço ;) As nossas preferidas ( sim... porque eu também as como ) são as da Ella's Kitchen de Banana e Baunilha, sem açucar... como poderão adivinhar. 

 

E lá foi ela... toda crescida e independente. Sem lágrimas! Bom... sem lágrimas quando a deixamos... não se pode dizer o mesmo quando a queremos arrancar de lá para casa. Há por aí mães de babies com estas manhas? 

20
Fev17

O primeiro conflito.

Ana Gomes

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Hoje de manhã fui tentar encontrar a creche/berçário que fica perto da nova casa.

 

O meu sonho é que a Vitória ande numa escola com pedagogia Waldorf mas em nada me chocava que frequentasse uma escola "normal" nos primeiros tempo de vida. 

 

É óbvio que o preço das mensalidade é algo a ter em conta... mas para mim a proximidade da comunidade e poder brincar e crescer com os meninos que vivem perto também pesava na balança. 

 

Posto isto hoje de manhã, depois de ter ido à obra, decidi ir à escola. E tive o meu primeiro grande conflito... de onde saí triste, sem ter sequer tentado argumentar e com receio de represálias. 

 

Enquanto esperava olhei para o menu da semana. E quando fui recebida perguntei se seria possível levar as refeições da menina para a escola. Responderam-me : Não... come o que há para comer. 

Insisti : Mas se eu optar por uma alimentação alternativa? Posso trazer a comidinha dela? Se não quiser que ela coma carne por exemplo. 

Resposta : Não. As crianças comem todas o mesmo. E precisam de proteína. 

Eu disse : Precisamente, precisam de proteína... eu só não queria que ela comesse carne. 

Levei com um olhar fulminante, um atestado de estupidez e a nota de que o problema das crianças eram este tipo de pais. 

 

Vim embora mesmo triste. Eu não acho errado que as crianças comam carne. Eu não disse isso em momento algum. Eu preferia que a minha filha bebesse leitinho vegetal, comesse cereais sem açúcar e pudesse ter uma alimentação preparada por mim - e sim, sem carne - mas que pudesse brincar com os outros meninos e fazer parte do mesmo sistema. 

Eu sempre soube que a alimentação poderia ser uma filosofia de vida mas... nunca pensei que pudesse ser tão "exclusiva" no real sentido da exclusão. 

 

Eu nunca me senti diferente por ter uma alimentação diferente. 

Também sei que daqui até que a menina coma falta quase 1 ano... mas fiquei verdadeiramente desolada com a posição de quem está do lado da escola. Eu não exigi que preparassem nada. Pedi se podia levar as refeições quando fosse caso disso. 

Sou uma mal formada. 

 

E assim vai o mundo. 

19
Set13

Rápido Update

Ana Gomes

 

 

 

Um rápido update de situação :

 

Tirando toda a angustia que antecedeu a aula... Nem tudo correu mal. 

 

A verdade é que à medida que o tempo ia passando só pensava :

"estou lixada" Pronto pensava outras coisa, mas ficava mal escrever aqui. 

 

Tentava-me concentrar em alguma coisa. "Estou lixada." 

Tese para ali, Ensaio para aqui. 

 

E um mítico reencontro com o Walter Benjamin. 

No primeiro ano da minha licenciatura "levei" com "A Obra de Arte na Era na Reprodutibilidade Técnica", desta vez trouxe para casa " Paris, Capital do século XIX " .

 

Agora preciso (precisamos) de ideias brilhantes para começar a debitar texto. 

 

Como a aula foi curtíssima, ainda saí a tempo de ir ao teatro. E é nisso que vou estar concentrada a escrever até... ser vencida pelo sono. 

 

ah... e para quem perguntou o curso é uma pós-graduação em Comunicação de Tendências na Faculdade de Letras.

 

Despertador pronto, daqui a pouco estamos na RFM ;) 

 

19
Set13

A Ansiedade e o Regresso às aulas.

Ana Gomes

 

 

 

 

 

Ainda sobre as ansiedades e os medos. 

 

Estou numa paranóia indecente e inexplicável com a minha reentrada no mundo académico.

 

Se paro uns segundos para olhar para as minhas mãos percebo que tremem. Estou desconfortável. Sinto-me com um buraco, ou com um saco cheio - já nem sei! - na barriga. 

 

Estava a voltar do Porto no Alfa para Lisboa e enquanto me entretida no I-Pad encontrei este curso. Na altura tudo parecia fazer sentido. Ainda durante a viagem enviei um e-mail, na esperança que estivesse para começar, já que era uma publicação recente, mas já tinha começado. Nova edição só em Setembro. 

 

Na altura estava numa licença sem vencimento, e queria tirar o máximo partido de todo o tempo, e estava - para todos os efeitos - numa fase mais relaxada e menos ansiosa. 

Não querendo estagnar intelectualmente, e compreendendo as vantagens de estar inserida num contexto rigoroso fora do local de trabalho, fiquei mesmo contente quando percebi que o preço das propinas nem seria um problema, comparativamente a outros cursos que andei a sondar.

 

Resumindo : Eu queria MUITO fazer este curso. 

 

Quando as coisas começaram a ficar menos fáceis, como partilhei convosco num post, quando voltei a uma fase menos pró-activa e disponível emocionalmente... A primeira coisa que me passou pela cabeça foi, não vou conseguir. E na altura o meu Pai, que é uma pessoa muito razoável, e que sempre fez questão que nem eu nem o meu Irmão parássemos de estudar, supreendeu-me ao sugerir que se eu achasse que não era a altura, então para o ano voltava a inscrever-me. E agora reservava mais tempo para mim.

 

Neste momento, e a escassos minutos da primeira aula, sei que o meu Pai tem toda a razão. Não me devia ter pressionado a ir. Não devia, numa altura em que mal posso com as rotinas que tenho, ter acrescentado uma obrigação e uma fonte de stress ao meu calendário. E existe uma guerra fenomenal dentro da minha cabeça.

 

Nos últimos tempos e pensando nisso acabei por me concentrar naquela viagem de comboio em que este curso era mesmo aquilo que eu estava a precisar. E hoje lá fui eu inscrever-me, com a nítida sensação que estava a dar estalos em mim própria. A culpa não é naturalmente do curso, ou da escola, ou dos exames... 

 

Daqui a pouco começa a primeira aula do primeiro semestre. 

E eu, que deveria estar ansiosa por ir conhecer pessoas novas e aprender, estou num terror que nem eu consigo explicar. 

 

Bom... eu vou tentar. Mas se não conseguir, quero ser forte o suficiente para não me culpar. 

 

 

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