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A Melhor Amiga da Barbie

11
Ago16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 6

Ana Gomes

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Apresento-vos a melhor rua para ficarem hospedados em Banguecoque : Rambuttri

Especialmente se forem jovens, procurarem apenas o essencial e preços económicos. Fica literalmente do outro lado da estrada de Khao San Road e tem uma vibe muito menos "estou de férias pela primeira vez sem os meus pais e quero beber até cair". A rua é bonita, movimentada e com restaurantes bons. Há massagens em todas as esquinas e dois Seven Eleven : está óptimo! 

 

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Os dias que estive em Banguecoque foram óptimos! 

Caso ainda não tenham visitado a cidade pensem num mundo de consumo extremo. Há sempre qualquer coisa para comprar, em qualquer recanto, a todas as horas. Há night markets ( que visitámos ), há mercados durante todo o dia, há Chinatown, há centros comerciais GIGANTES e há aquela que é considerada uma das maiores (senão a maior) feira do mundo : o weekend market Chatuchak.

 

O que se vende nestes sítios? Bom... basicamente SEMPRE a mesma coisa, na devida escala : quanto maior for o "mercado" mais diversidade, oferta e diferença de preços vão encontrar. Gostava de vos dizer : "Comprem em chinatown que é mais barato"... ou "nos centros comerciais é que é" mas esta lógica não existe. Das duas uma: ou está escrito "fixed price" ou então o preço mais barato vai ser determinado pela vossa capacidade de negociar. Não se preocupem: o ideal é nunca pagar mais do que o preço justo. É super provável que eles rejeitem a oferta ou que, depois de terem realizado o negócio, compreendam que o poderiam ter feito por um valor mais baixo. Então a máxima é mesmo esta : pagar um preço que consideramos justo. Afinal de contas quem vende também tem de ganhar dinheiro, certo? 

 

E podem encontrar TUDO. Então no weekend market atrevo-me a dizer que é literalmente tudo : desde objectos de decoração incríveis, passando por roupa, comida, imitações, peças rejeitadas de fábricas, roupas de jovens designers, peças vintage, animais exóticos, animais de estimação... TUDO! O que é mais complicado encontrar é sem dúvida uma banca pela qual tenham passado. Vi umas t-shirts lindas, fui beber um chá frio na "rua" ao lado e quando voltei... já não consegui encontrar a banquinha. Para terem uma ideia há imensos mapas espalhados pelo mercado, pontos de encontro e banquinhas de comida em todas as secções para evitar que as pessoas tenham de sair para comer. Passámos praticamente 7 horas lá dentro e acho que vale mesmo a pena a visita. 

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Ainda no "mundo" dos mercados decidimos fazer aquela incursão óbvia por um Floating Market. Não tínhamos nada programado para esse dia e decidimos apanhar um táxi para lá ( a viagem são cerca de duas horas ). Desilusão total! Toda a gente me tinha dito que seria imperdível mas se voltasse atrás não iria. Primeiro é caríssimo : conseguimos pagar 1500 bahts para duas pessoas mas super negociado, isto são quase 40 euros o que é um absurdo para os preços praticados por aqui. Depois sentimos claramente que tínhamos sido enganados pelo táxista. Dissemos que queríamos almoçar antes de entrar, fomos a uma espécie de restaurante perto da entrada do mercado e quando estávamos a pedir o taxista entrou, falou com a senhora do restaurante e explicaram-nos que não nos podiam servir porque a cozinha tinha acabado de fechar... rematando com "o melhor é comerem no mercado". 

E foi a única opção que tivemos... mesmo quando já estávamos a ponderar nem entrar. Talvez por ser domingo  a nossa viagem de barco mais parecia uma passeio por uma atracção abandonada da eurodisney. Em mau. 

Foi a primeira desilusão por estes lados e deixou-me de pé atrás com todas as atracções turísticas.

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Querem saber o que achei MESMO lindo? O Wat Pho ou Templo do Buda Deitado. Mesmo que não se identifiquem com a filosofia budista vale a visita. O bilhete custa apenas 100 bahts e para além de uma "pequena aldeia" budista podem ver artesãos a trabalhar em estátuas de Buda e uma figura impressionante em tamanho e beleza ( para terem uma ideia é maior que o Cristo Redentor no Brasil ) : um Buda Deitado! image.jpeg

  Para todos os passeios em Banguecoque é preciso muita paciência. O trânsito é caótico, as filas são demoradas e tudo parece longe! Mas acreditem : vale muito a pena. 

 

Como vos tinha contado tinha imensa vontade de conhecer as praias e ilhas paradisiacas da Tailândia. E é uma viagem que quero fazer com mais tempo e com novo orçamento! Como ainda tínhamos algum tempo por aqui ( tivemos de antecipar o regresso à Tailândia porque o visto da Indonésia terminou ) decidimos apanhar o avião para Krabi. Voltamos a Banguecoque no dia 14 ( e apanhamos o voo para Lisboa dia 15 ) assim deixámos toda a bagagem numa sala do hotel ( aqui todos têm essa opção ). Pagamos 20 bahts por dia mas pelo menos viemos esta semana apenas com um saquinho e com a mochila da American Tourister que por ter rodinhas torna o transporte super prático. 

Não temos tido sorte nenhuma com o tempo: é a pior época de chuvas na Tailândia. Mesmo assim tentámos não desistir: no primeiro dia fizemos uma grande caminhada a pé, no segundo dia apanhámos sol na praia e na piscina do hotel ( estamos em ao Nang ) e ontem arriscámos uma tour de barco por quatro ilhas com direito a snorkling e algumas horas em Railay Beach - considerada uma das mais bonitas do mundo. O tour passou por : Koh Poda, Koh Gai (Chicken Island), Koh Tub e Koh Mor; parando então em Railay para uma visita a Phra Nang Cave Beach : um local de culto e devoção muito ligado à sexualidade e fertilidade. 

 

Tudo ok nas duas primeiras paragens... tudo corria bem até começar a cair uma tempestade tão grande que não se via NADA no mar. Na realidade tudo correu bem. Foi um susto fácil de gerir, chegámos a casa tranquilos e encharcados e desde então ainda não parou de chover. Hoje queríamos ter ido até às ilhas Phi Phi mas decidimos não arriscar (e ainda bem). 

Um detalhe engraçado? Numa das ilhas em que parámos estavam a filmar um filme Indiano! Claro que fiquei fascinada com a coincidência! Lembrei-me logo da Diana e da nossa ida ao cinema em Mumbai.  

 

Factos : acho que é preciso uma intervenção urgente no que diz respeito à consciência ambiental. Há muita poluição e muito descuido no que diz respeito ao lixo. 

 

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*Estes cadernos de viagem são escritos com o apoio da American Tourister.

 

Podem saber mais sobre a marca nas seguintes plataformas : 

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Ou nos hashtags : #AmericanTourister #MyAtStyle 

 

 

 

 

 

 

 

 

04
Ago16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 5

Ana Gomes

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p class="sapomedia images" style="text-align: left;">Olá da Tailândia! 

É verdade: acordei em Bali e adormeço em Banguecoque. 

A viagem fez-se bem e sem atrasos ( mais curta quase uma hora do que a viagem no sentido contrário ) mas depois estivemos HORAS para passar o controlo de passaporte. Foi a segunda vez que entrei na Tailândia e da ultima vez o processo foi mesmo rápido. 

Acho que isso acabou por nos fazer quebrar a energia.. apanhámos um táxi e lá viemos para a nossa nova morada : bem perto da Khao San Road mas com a distância certa ( da última vez sofremos com a barulheira infernal ). 

 

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Esta última semana em Bali foi um pouco diferente das habituais. Escolhemos ficar em Kuta apenas pelo posicionamento estratégico e por termos encontrado um hotel com um preço bom ( 17€ por noite - no centro de Kuta e a 5 minutos a pé da praia ) . Honestamente - e apesar da maioria das pessoas ser “despejada” em Kuta - não considero que seja o melhor sitio para ficar. Foi para nós durante esta semana porque já tínhamos experimentado vários lugares ao longo do mês e quisemos esgotar os créditos por ali : regressámos a UBUD, fomos dois dias até canggu e passeámos MUITO por Seminyak que tem as lojas mais bonitas que vi na vida. A sério: o design dos restaurantes e lojas é sublime! Muitos dos espaços fizeram-me lembrar aos lojas do SOHO em Manhattan. 

Entretanto tivemos duas experiências MUITO turísticas : fomos beber um copo ao Hard Rock ( onde acabámos por ter uma noite mesmo divertida com um bom concerto ) e fomos comer camarão ao Bubba Gump ( tinha de ter esta experiência uma vez na vida e acabou por ser mesmo em Bali - é um restaurante referência para quem gosta do filme Forest Gump ). 

 

 

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Adivinhem o que também fizemos? CINEMA! Não tinha a mínima esperança de encontrar umas salas de cinema como as que encontrei em Ubud ou em Nusa Lembongan, mas num dos restaurantes vegetarianos que descobri vi uma indicação de outro espaço com cinema… e no dia seguinte lá estavamos: o princípio era o mesmo… consumir alguma coisa do menu e acesso gratuito à sala de cinema! Perfeito:) Desta vez no Divine Earth

Também em Seminyak descobri um café/bar super giro : Sea Circus. Comi a minha última Dragon Bowl ( uma taça de fruta e granola cuja base era Pitaia ou Dragon Fruit ) e o Tiago escolheu um hamburger vegetariano de Tempeh e Feijão que foi o melhor que já provei na vida. 

Fizemos praia todos os dias e algumas massagens ( a sério… vou sentir tanta falta destas massagens nas pernas por 5 euros/hora ). 

 

 

 

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A hora de fazer as malas é dramática. Faz mochila, desfaz mochila: tenta que tudo caiba miraculosamente. A pior ideia que tive foi trazer a mochila no limite das suas capacidades. Toda a gente me disse para não trazer nada porque cá podia comprar tudo barato: de acordo. É verdade. Mas pensei : para quê comprar… se não preciso de nada?! De facto não tenho feito grandes compras ( estou orgulhosa por me conseguir conter ). Mas efectivamente poderia ter trazido menos coisas já que as lavandarias são muito baratas, rápidas e existem quatro por esquina!! E claro que trouxe a mochila da American Tourister cheia de livros, computador e acessórios das máquinas fotográficas mas com espaço para alguns extras (vulgo compras por aqui). 

 

Depois da missão cumprida com sucesso ( e ter praticado o desapego ao deixar meia dúzia de coisas pelo caminho ) embarcámos para a Tailândia. Chegámos a meio da tarde e depois de instalados fomos jantar. Demos um passeio a pé e decidimos que o ideal seria ir espreitar um dos vários night markets. Melhor transporte por estes lados: Tuc-Tuc. 

E o táxista que nos trouxe do aeroporto? Não só não falava Inglês… como berrava connosco em tailandês. Quase me bateu quando lhe tentei mostrar a morada do nosso hotel ( ok… eu tentei umas dez vezes.. mas era uma preocupação legitima ) e só conseguimos começar a comunicar quando deixámos de lhe dar importância e lhe começámos a “responder” em português! Hilariante. Foi um diálogo completamente sem sentido mas a verdade é que ficámos na rua certa ( longe do hotel porque a rua não tem trânsito ). 

 

Agora importa descansar e aproveitar esta cidade louca ao máximo! Sobre a internet : continuo com a pontaria louca... no hotel onde estou há 10 redes de internet ( literalmente ) no meu quarto não nos conseguimos conectar a nenhuma!

 

Nem acredito que já passou um mês. 

 

 

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