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A Melhor Amiga da Barbie

Os - não - desejos para 2015.

03.01.15 | Ana Gomes

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Tenho a ligeira sensação de que tropecei em 2015 e ainda não estou bem ciente do novo ano. 

 

A minha passagem de ano foi muito próxima do que esperava. Um jantar com a família que estava por perto, a televisão ao fundo e o champanhe nos copos. Quase nem dávamos pela "hora" e foi por isso - estou quase certa de que foi mesmo por isso - que quando brindámos não pedi desejos. Não comi passas - nunca como - mas lembro-me sempre de fechar os olhos e desejar alguma coisa. Não desejei. 

 

A conversa continuou, os copos de champanhe com framboesas frescas também. Depois fomos para o Lux. Tornámos a noite da passagem de ano uma noite igual a qualquer outra. E o amanhecer fez-se com copos de vinho branco bem fresquinho. 

Talvez isso tenha justificado a febre com que acabei o primeiro dia do ano e  só me tenha de facto apercebido da ausência de desejos quando o André me perguntou - já no dia 2 de manhã e em directo na rádio - qual tinha sido o meu pedido às dozes badaladas. Fiquei sem resposta. E depois assumi o óbvio e desejei : Este ano quero ser mais grata. Quero viver mais consciente. É que ser grato passa por isso mesmo : estar consciente da vida, do que sentimos, do que temos o privilégio de presenciar. A gratidão só é possível e sincera quando compreendemos a maravilha da vida. Mesmo nos momentos menos bons. Não achando que só é grato quem bate no fundo sei que são as pessoas que voltam à tona que sabem agradecer essas lufadas de ar fresco. 

 

2015 começa sem planos. Com o meu aniversário daqui a uns dias, o bilhete de avião para a Índia e o Visto carimbado, Londres em Fevereiro e um ponto de interrogação em todos os restantes dias do calendário. 

 

E o que fazer com esses pontos de interrogação? Por corações em todos os dias.

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