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A Melhor Amiga da Barbie

13
Ago18

As nossas primeiras férias.

Ana Gomes

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Não entendo grande coisas de bebés ( verdade seja dita ), não sei se efectivamente ficam com maus hábitos, com os vícios trocados, se nunca vão sair da cama dos pais ou se... vão para sempre querer andar colados ao colo. 

Também não sei se já aprendem regras, se as estão a desafiar ou se guardam memórias desde tão pequeninos. 

Não faço a mais pequena ideia : sem ironias... juro que não sei.

 

A Vitória está na escola desde os 4 meses. E essa foi a única forma de eu conseguir voltar a conseguir trabalhar alguma coisa, num panorama de pouco apoio familiar por perto e uma vida a recibos verdes que não deve parar - nem pode - parar. E não parou, até ela nascer e poucas horas depois de ter nascido. Claro que as coisas abrandaram, o meu ritmo, predisposição e até o meu tempo ( sim... as mesmas 24h que toda a gente tem ) passaram a significar outra coisa. Mas lá fui tentando equilibrar as coisas. O meu tempo útil para trabalhar continua a não ser grande coisa, mas é inequivocamente maior estando ela na escola ( mesmo que às 16h já esteja a suar com medo de não chegar às 16h30 para levá-la de novo para casa ). Em Agosto a escola fecha, ou melhor, parte do mês fecha... mas há um período em que perante uma justificação da entidade patronal a criança pode ser transferida para uma espécie de  nova estrutura onde acolhem os miúdos no mesmo horário. A minha patroa é muito simpática e até a estava a ver a escrever uma carta para a escola a pedir para poupar esta pobre mãe, e a implorar para que a pequena Vitória por lá ficasse mais uma temporada para que a vida continuasse a acontecer. Mas não escrevi. Decidi engolir em seco e ficar com a fera 24/7, as duas... SOZINHAS. 

 

No último dia do berçário só queria chorar, inventar qualquer coisa, escrever um apelo, dizer "estou muito arrependida... fiquem com ela mais umas semanas... depois juro que cumpro o meu papel"... mas não o fiz. Fui buscar a Vitória.... respirei fundo e disse "vamos lá então". 

 

Confesso que estou de rastos, mas tão de rastos que esta semana já aconteceu que ela adormecesse as 19h e eu... com ela. Nota importante para todos: a Vitória ODEIA dormir. Ao menor sinal de organização para o sono ( seja a sesta ou o derradeiro sono nocturno ) transforma-se num pequeno Hulk endiabrado e cheio de força. Grita, esperneia, chora, foge... enfim! Aconteceu duas vezes ter sucumbido ao sono bem cedo e se num dia adormeci com ela, no outro aproveitei para fazer um jantar decente e enfiar-me no sofá a ver Friends como se não existissem responsabilidades ou roupa para lavar. 

 

Muitos de vocês estão possivelmente chocados com a minha falta de sentido maternal. Mas desafio-vos a ficar ininterruptamente - e sozinhos - com um bebé que ainda não fala, não anda e tem - aparentemente - os dentes todos a rebentar. Eu até tentei ( juro que não sei o que me passou pela cabeça ) sentá-la no sofá e por um filme ( escolhi o Bee Movie por achar que poderia aprender a respeitar o ambiente ), o nosso momento enroladas no sofá com uma taça de espelta tufada com mel durou o genérico do filme. 

 

Ah... mas tenho tentado dar-lhe tudo aquilo que uma adolescente adoraria nas férias, pequenos almoços no sofá, mergulhos na praia, passeios em centros comerciais e lojas de brinquedos ( onde ambas lidamos com a frustração de ver tantas coisas lindas e vir para casa de mãos a abanar ), sessões conjuntas de culinária (comigo a tentar descascar cenoura e ela a tentar trepar pelas minhas pernas ), até convidámos outro miúdo que está a passar as férias com a avó ali na rua para vir brincar connosco ( e fora de brincadeiras foi a melhor decisão possível : estavam os dois entretidos a disputar brinquedos e eu consegui ler uns apontamentos das aulas em pé, sempre atrás deles, sendo que pelo meio ainda tirei fotos para a posteridade ). Sinceramente tenho tentado dar-lhe o tempo e a liberdade que não temos nos dias em que os meus horários condicionam - de certa forma - o tempo dela. Até sonhei que haveria um ou outro dia em que ficaríamos as duas na cama até - na loucura - às 10h, mas às 7h o galo dela canta e a cama ( a dela, mas até a minha ) são o sitio mais enfadonho do mundo. 

 

Também tentei ao máximo marcar almoços, cafés e actividades sociais interessantíssimas ( para mim ) e didácticas para ela : há lá coisa melhor do que aprender a socializar? 

 

 

Amo-a. 

Amo-a daquela maneira parva. Que tanto me dá para chorar de nervos por não conseguir fazer nada vida, como me dá para enfiar o nariz naqueles caracóis loiros - quando dorme - e ficar a cheirar aquela temperatura doce de um bebé feliz e cansado. 

 

A mãe também está cansada. Mas a mãe também está feliz. 

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