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A Melhor Amiga da Barbie

A culpa - também é - das estrelas.

21.06.14 | Ana Gomes

O Pedro já me tinha avisado que o filme era forte e me ia por a chorar. Eu não duvidei. 

 

Ontem consegui orientar o meu tempo para ir ver o filme. Tempo e bilhete, já que salas esgotadas têm sido um fenómeno nos últimos dias, e ainda bem. É que há vários motivos para o ir ver e a beleza da história é só um deles. A banda sonora também.

 

Sem spoilers nem demasiadas informações sobre o argumento posso dizer que sim.. chorei. Não do principio ao fim ( como muita gente!! ) mas chorei e senti várias coisas. Não consegui deixar as reflexões "para depois" e dei por mim a pensar muito a sério sobre a vida enquanto assistia à vida daquelas "outras pessoas". 

 

 

Primeiro o confronto com a doença, ora... é claro que todos sabemos que vamos morrer, mas ter uma doença degenerativa, sentir o corpo em agonia, só pode ser sufocante. E mais sufocante será sentir que por muito que gostem de nós seremos sempre - de alguma forma - uma limitação para o quotidiano. Mas isso não é o bonito deste filme. O bonito é o amor. Dos pais pelos filhos. Da relação de dois jovens, tão pura, tão verdadeira. Não se espantem se quiserem ser amados assim, se quiserem que alguém goste de vocês daquela maneira, "como nos filmes", mas de uma forma tão simples e pura como é o amor daqueles dois. 

No geral os filmes sobre doenças terminais concentram-se numa particularidade : os últimos desejos dos doentes. Este filme não é excepção, isso é uma das temáticas abordadas já que existem associações que funcionam apenas para concretizar estas últimas vontades. O que não é comum é que estas vontades tenham motivações tão interessantes como : um livro. No caso a procura de explicações sobre personagens de um livro. 

Convenhamos que esta nuance tão "poética" mexeu comigo porque compreendo perfeitamente a vontade de querer conhecer um autor, de querer compreender o porquê de um final, o que existiu para além disso. No filme isso não é bonito. E até isso... o torna verdadeiro! 

 

 

É um tremor de terra de emoções e é perfeito para quem precisa de um abanão. A ver! 

Aqui fica o trailer : 

 

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