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A Melhor Amiga da Barbie

17
Set18

A Balança Pode Ser Uma Inimiga?

Ana Gomes

 

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As instastories permitem-nos ter uma percepção um pouco mais "privada" da vida das pessoas. 

Claro que de uma forma totalmente controlada - e diria até manipulada - por quem dá a cara. 

Mas juro que esse não é o tema do post de hoje, serve apenas como uma ponte para aquilo que gostaria de partilhar convosco hoje. 

Mas cada vez mais as questões do peso e do objectivo "final" é partilhado nestas redes, e com alta exploração na parte dos instastories - já que são uma forma de falar sobre o assunto sem cansar o feed do instagram. Been there... doing that! Acho super motivador para quem partilha, já que assume uma espécie de compromisso publico - não essencial... mas confesso que pode ter resultados interessantes - e por outro lado pode ser inspirador. Já perdi a conta à quantidade de vezes que fui contagiada pela perseverança de outras pessoas. Isso faz se mim uma pessoa influenciável? Talvez.. mas se for influenciada pelas coisas certas... tanto melhor! 

 

Enfim... acho que já me começo a desviar ligeiramente do propósito. Que na realidade era... falar de balanças, imaginem só! Custa-me - quase literalmente - ver que muita gente está fixada nos dígitos ( e nem sempre são os que caem na conta ao final do mês ). Interessa-lhes imenso o que pesam e raramente conseguem desfocar daquele resultado na balança. Tenho uma amiga que se pesa sempre que pode ( o que significa que se pesa várias vezes durante o dia ) e distribui o seu ânimo de acordo com o resultado - o que para mim é complexo e sinal de um distúrbio. Lamentavelmente não é tão raro assim. Aliás... regra geral os objectivos são estabelecidos pela meta de um determinado peso. 

E os meios? Raramente pensamos muito nisso. Caímos na rede dos produtos ultra-processados que nos prometem imensa saciedade e zero "cenas". Zero gorduras, Zero Açucares, quase Zero Calorias e.... ZERO, ZERINHO nutrientes interessantes. O destino final ( e agora vamos todas bater na madeira ) são problemas complexos, do foro mental... para não falar da imensa propensão para outro tipo de carências. " Honey... prefiro isso a pesar 70 kg. " Ok... eu sou obrigada a aceitar o argumento. 

 

A outra questão - a meu ver - associada à balanças e ao tal digito, prende-se com atitudes radicais ( e tiro o meu chapéu a quem é capaz de cometer os maiores compromissos alimentares e físicos ) e exigem uma rigidez e uma alteração GIGANTE nos hábitos. Atenção.... há situações em que isto é necessário e recomendado. Especialmente se falamos de pessoas com problemas de obesidade ou doenças crónicas. Nestes casos ( e em pouco mais do que estes ) reconheço a necessidade do radicalismos e na primeira situação ( obesidade ) até entenderei o recurso à balança. Mas em poucas mais situações do que estas. Até porque quando alteramos radicalmente o nosso estilo de vida com um propósito do género " perder 5kg ", o mais natural é que atingido o objectivo se alcance aquele período de compensação ( parece-vos familiar? ) e o que é que o nosso corpo faz? guarda tudo... não vá ser privado daquilo de que gosta.... 

 

Este texto - para quem o ler na diagonal - pode sugerir que acho que as pessoas não devem alterar os seus hábitos, ou que não devem tentar gerir o seu peso ( para cima ou para baixo ) mas não pode estar mais longe da verdade. A única bandeira vermelha que levanto prende-se com radicalismos, com a ansiedade que uma balança pode trazer e com os meios que usamos para atingir fins. Será sempre mais interessante ter como meta um corpo saudável, que pode - por exemplo - caber na nossa peça de roupa preferida, que nos permita lambuzar-nos uma vez por outra - sem culpa - e descobrir novos alimentos, receitas e práticas que nos façam chegar ao nosso objectivo e fazê-lo permanentemente, respeitando o nosso corpo. E sim... andamos tão desviados de estilos de vida REALMENTE saudáveis que o mais provável é termos de passar por uma fase radical. Mas que seja consciente e com base em alimentos realmente interessantes... e com a finalidade de nos sentirmos melhor e não necessariamente mais leves para a balança. 

 

 

E por favor! Há coisas que são muito pouco sãs. Como ser um exemplo para centenas de pessoas e ter uma relação doente com o corpo - que no final do dia só irá despoletar ainda mais problemas em quem vos tem como exemplo. 

 

 

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