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A Melhor Amiga da Barbie

Balneários e Alarmes de Incêndio.

11.11.13 | Ana Gomes

Não gosto de balneários.

 

Nunca gostei.

Lembro-me de ser um sarilho para eu tomar banho e para me vestirem depois das aulas de natação. Parecia que o corpo nunca estava seco. Que a roupa custava a vestir. E eu esperneava de irritação. 

 

Hoje em dia o sentimento não mudou muito. Acresce o facto de ter de me vestir sozinha - capacidade que desenvolvi nos entretantos - e consciência do corpo, coisa que com 4 anos - felizmente - não tinha. Não é propriamente a consciência do corpo das outras pessoas, e nem vou explorar os episódios sórdidos que muito são comentados facebooks e blogs fora...  Exemplos : "auto" depilações e pedicures ali para quem quiser ver. 

 

Mas sejamos razoáveis, adoro tomar banho e há poucas coisas que saibam melhor do que uma chuveirada depois de ginasticar.

 

Toda a logística que isto implica mexe um bocadinho com o meu sistema nervoso, e vou desenvolvendo técnicas para ser cada vez mais rápida. Descalça sapatilhas, tira meia - momento de equilibrismo - enfia os chinelos, tira as calças - nova sessão de equilibrismo - tiro a t-shirt embrulho-me na toalha e vou de roupa interior para o duche com um manancial de champôs, amaciadores e por aí fora... 

 

No regresso tudo se repete, com a nuance de que tento vestir a roupa interior tapadinha com a toalha e encher-me de creme no mesmo registo. 

 

Hoje de manhã, depois de uma entrega total à passadeira do ginásio, lá fui eu para o banho já com os minutos contados para não chegar atrasada ao trabalho. 

E o que é que acontece? Soa o alarme de incêndio. 

 

Eu encharcada, embrulhada na toalha, sem saber se saía dali assim mesmo ou me vestia. As poucas pessoas que estavam no balneário sairam para tentar perceber o que se passava, e eu impávida e pouco serena, decidi que o melhor mesmo era sair dali minimamente composta e poupar todo um centro comercial a um momento épico.

 

Vesti-me como o Flash se vestiria, e quando estava a mandar com as coisas para dentro da mala tentava arquitectar um plano... tipo mandar-me para a piscina caso houvesse mesmo um incêndio. Qualquer coisa menos sair dali embrulhada na toalha. Foi nesse momento que o alarme parou de tocar e afinal não era nada.  

 

Devia ter saído e pronto, se fosse a sério tinha sido parva. Como foi falso alarme fui só...  poupada da vergonha. 

 

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