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A Melhor Amiga da Barbie

Meia Noite Em Paris . Woody Allen

08.09.11 | Ana Gomes

Meia-Noite Em Paris é o novo filme de Woody Allen.

Eu sou devota do Senhor. Acho-o um génio. Concordo, ainda assim, com o percurso pouco consistente, com a existência de momentos menos felizes - ou menos geniais - como prefiro dizer.

Várias vezes me arrependi de ir mais fundo ao tentar conhecer um criador, ou a visão do mesmo perante o seu próprio trabalho, mas foi sem medos que há uns meses me debrucei sobre um livro que me abriria um bocadinho mais os olhos para a mente do senhor. E fiz bem. Ele é o que é. Não há cá máscaras. É neurótico, é despretensioso, gosta de coisas que não exijam muito trabalho. Gosto do conforto do espaço dele, tem os seus métodos. É o Woody que sempre imaginei que fosse.

Esta introdução pareceu-me relevante por um motivo. Ultimamente os comentários aos seus filmes não têm sido os mais favoráveis. Penso que este é um bom filme para a reconciliação.

Em todo o caso:
-Quem pensa que vai assistir a uma viagem a Paris com enfoque nos pontos turísticos ou na beleza luminosa da cidade pode desistir da ideia. Não é disso que o filme trata. A vontade de regressar a Paris voltou depois de ver o filme é certo. A de andar a pé à chuva também.  Mas a mensagem, a estética e o propósito vão muito para além de qualquer abordagem turística da cidade.
-O Trailer revela muito pouco da verdadeira essência do filme. Mostra um lado da história, mas o menos interessante. Ou talvez... o menos mágico.
-O Guarda-Roupa é fantástico. E pouco monocromático como de costume.
-A música é, como sempre aliás, muito bonita.
-A pergunta que fica é : Será que não devíamos valorizar a época em que vivemos? Será que não devíamos entender que cada tempo é um tempo e tem a sua verdade e o seu valor?
-O filme tem um humor tão peculiar e tão simples que ficamos naturalmente bem dispostos e simultâneamente pensamos... " mas como é que... ? "



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