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A Melhor Amiga da Barbie

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21.09.11 | Ana Gomes



Longe de mim ser purista, ou ser completamente radical nestas coisas.
Tenho uma mente razoavelmente aberta, e não sou cá de acreditar em histórias de amores imaculados e felizes para sempre.

Mas quando me bate à porta, fico sempre de pé atrás porque "rumour says it" e infelizmente a experiência também, que quando nos envolvemos com alguém que está numa relação as coisas acabam por dar para o corpo e para o torto também.

A situação é razoavelmente simples, há um casal de namorados, e o terceiro elemento.
Claro que uma da premissas é o total desconhecimento de um dos pares do casal sobre a existência do terceiro.
O "plot" é o típico, e passa nem mais nem menos por se envolverem, por tomarem cafés, trocarem mensagens às escondidas, provocarem-se, encontrarem-se e consumarem o acto pecaminoso que raspa ali a ideia da traição. E isto nem sempre envolve s.e.x.o.

Depois a pessoa envolvida na relação gosta daquele jogo, mas gosta muito do que tem em casa.
E o terceiro elemento começa-se a habituar aquela sensação porreira de não ter de dar cavaco a ninguém, mas ao mesmo tempo ter uma compensação mais física que emocional, e desfrutar de uns momentos simpáticos em que é tratado nas palminhas com cafézinhos, jantarinhos e convites simpáticos para coisas giras.

E quando é alertado pelas pessoas que o rodeiam, dá sempre a mesma resposta " ah... mas eu sei bem que isto não é nada, nem tenho esperanças nem expectativas, sei bem que isto é o que é ".

Até ao dia em que o casal se une e se torna mais forte que nunca, e o terceiro elemento passa a ser aquilo que nunca deveria ter deixado de ser. Alguém que não faz mais parte daquele jogo.

E depois sofre, e já sofreu antes. Com ciumes, com incompreensões, com querer ter em momentos que não podia ter.

Quando ela me diz... vou-me encontrar com ele.
Eu sei o que vai acontecer a seguir.
Ela também. Apesar de o negar.

Claro que o meu colo, o meu ombro, a minha casa, as caixas de chocolate em forma de coração e os baldes de gelado serão sempre o cliché com que poderei receber as tuas angústias.

( atenção que não falo de culpas e bla bla blas... isso é um assunto completamente paralelo ).






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