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A Melhor Amiga da Barbie

17
Jul18

Recomeços.

Ana Gomes

 

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Não sei como é que isto aconteceu - ou o que aconteceu... 

Há momentos na minha vida em que sinto que me empurram. Que me abanam... mas tudo figurativamente, claro está! 

Eu estava bem na minha vidinha, com bastante trabalho, a entrar nesta rotina - sempre incerta e desafiante - da maternidade... sem conseguir arranjar ninguém para trabalhar aqui em casa ao final do dia ( e estando com os horários cingidos à escola da Vi ) quando.... decidi que ela ia para a natação ( e que teria de ser eu a levá-la, já que era a única hipótese de não continuar a adiar o assunto ) e que... eu ia voltar a estudar. What?! Pois... 

O meu percurso académico é completamente louco ( nota : eu não ligo NADa a títulos... nunca fiz questão de ter nenhuma graduação especifica ). 

Geralmente estes "momento" acontecem depois de me sentir muito esgotada fisicamente. Como se precisasse de um novo estimulo para voltar à carga. Enquanto o estimulo for fazer coisas positivas... não estamos mal :) 

 

E foi assim que esta semana arrancou com estes impulsos pouco ponderados. Vitória na natação e eu de volta à escola ( desta vez num curso online e flexível que de outra forma não me parecia possível ). 

 

Sabe bem abraçar estes novos desafios! :) 

 

 

 

18
Out17

Ouvir o nosso corpo e aprender a gerir os erros.

Ana Gomes

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Domingo passado tomei uma decisão. E decidi partilha-la aqui porque falar destas coisas "em voz alta" faz com que o compromisso seja ligeiramente maior. 

Mas para começo de conversa devo dizer que a palavra compromisso é demasiado forte e não tem sentido na minha forma de encarar as coisas. 

Passo a explicar: não como carne há muitos anos. Mais de metade da minha vida foi vivida sem comer carne e por vontade própria teria sido sempre assim. Nunca tentei impor a minha visão a ninguém, nunca fui chata, moralista, nunca tentei mover multidões. ZERO. E será sempre essa a minha postura. Quando deixei de comer carne não era tão informada como sou agora... e admito que de uma forma completamente inconsciente tomei uma decisão que considero positiva para a minha vida. 

Geralmente não como muito peixe. Mas acaba por ser uma alternativa e nas ultimas semanas andava a comer bastante sushi. Ora... a estrela principal do Sushi é o Salmão e não é preciso muito para saber que 99% é de viveiro e que nos faz mais mal que bem. E a verdade é que me comecei a sentir "intoxicada". Não era vómitos, nem dores de barriga... nada disso. Sentia/me lenta, muito cheia e desconfortável. E pensei : o corpo sabe... e esta a dar-te um sinal meiguinho. 

E foi ai que tomei a decisão de deixar de comprar peixe para ter em casa e de comer apenas em situações excepcionais. 

 

E tenho a certeza que vai correr bem :) Sem fundamentalismos, com consciência e com muito sabor! Não vou ser vegan... nem vou deixar de comer peixe ( apesar de estar certa de que esse seria o melhor caminho ) mas farei daquilo que estava a ser regra ... a excepcao . 

 

Se sentem que gostavam de mudar alguma coisa na vossa vida... comecem por tentar. Sem assumir um compromisso, sem ver as coisas como uma obrigação. E não assumam que cada falha é motivo para desistir. Nada disso. Todos os momentos em que seguirmos as nossas decisões, são momentos positivos para nos. 

 

E não é que hoje descompliquei com um sushi vegetariano ( tinha um almoço de aniversario num sushi ) e correu muito bem! <3

05
Abr16

Quando a vida é infinitamente mais fácil.

Ana Gomes

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A vida é infinitamente mais fácil quando estamos seguros. 

Quando vivemos uma história de amor correspondida, quando as barreiras se quebram, quando sabemos que os nosso estão bem. Relativizar é infinitamente mais fácil. 

É óbvio que nos traz o triplo dos cuidados : querer bem, viver bem, projectar e alimentar uma segurança que - no fim do dia - é sempre gerida por humanos cheios de particularidades e fraquezas. 

Mas o Amor sabe bem. E faz bem! E não temos de falar de um amor romântico. Podemos deixar as coisas no Amor Próprio ou Fraternal. 

 

Viver ao sabor da maré, deixar que a corrente nos leve. RELATIVIZAR. 

 

E no fim : decidir. 

 

Para mim a qualidade de vida continua a ser ter poder de decisão. Ter condições na vida que me permitem decidir sem grandes preocupações. Quero ficar, quero dormir mais um dia aqui, quero dar mergulhos nem que durem 1 minuto. 

 

E poder comprar 2 kilos de maracujás e sujar a t-shirt. Mesmo que seja a ultima lavada que tinha na mala. 

 

 

 

 

05
Ago14

Dos Dias em histórias.

Ana Gomes

 

 

O despertador tocava as 6. Outros dias às 6.20. Dependia sempre do banho.  

 

Honestamente não me lembro a que horas me deitava. Mas deixava sempre tudo pronto. A roupa dobrada na cadeira, os cadernos na mala ( larguei a mochila demasiado cedo ), as canetas e as bugigangas. 

Se fosse hoje levava o triplo das coisas. Gostava de recuperar aquele modo desajeitado e destemido. Na altura maquilhava-me com lápis branco e preto e com baton do cieiro. O cabelo dava pouco ou nenhum trabalho já que numa tarde em Lisboa tinha trocado - ao engano - os caracóis que me tocavam o meio das costas por um corte muito alternativo pela altura das orelhas. 

 

Quando chegávamos à estação de comboios sorriamos uns para os outros e procurávamos ocupar rapidamente os compartimentos isolados. O Bernardo subia para o apoio das malas e tentava sempre fintar o pica. Não é que ele não tivesse passe... fazia-o por diversão. Ficávamos ali aninhados uns nos outros, principalmente no Inverno em que os casacos serviam de mantas, e diziamos disparates. 

 

Eu gostava de ir ao lado do Timota. Ou do Zé. Com o Titi falava o caminho todo. Sempre foi um sonhador, sofreu demais na altura errada e provou desde cedo que era um Homem bom. Já o Zé era o meu amigo super protector. Tínhamos sido namorados, uma coisa muito a sério quando ainda éramos uns putos, eu completamente apaixonada por ele já tinha chorado um mundo inteiro a achar que não iria sobreviver quando ele me trocou por uma miúda gira... 

 

Mas nos anos em que apanhávamos o comboio de madrugada já éramos os melhores amigos do mundo. Afinal de contas eu tinha sobrevivido... e ele continuava a ser o "rei" do liceu. 

 

Na viagem de vinte minutos que atravessava campos de cultura e as muralhas do castelo de Óbidos iam entrando muitos outros amigos estação atrás de estação. Hoje sei que os cigarros que se fumavam neste espaço de tempo eram um exagero, mesmo se fossem hoje, sê-lo-iam em qualquer idade. 

Por causa destes passarinhos precoces os cafés abriam cedo. Em muitos dias a Joana pedia-me para ficar para trás. Íamos as duas mais devagar e ficávamos noutro café. Pedíamos alguma coisa para comer e tínhamos conversas muito sérias e trocavamos conselhos muito ingénuos com sabor a SG MENTOL. 

 

Depois íamos apressadas e cumplices para as aulas. O almoço era sempre o mesmo - um croissant de canela com queijo, por favor. E depois um café cheio. 

 

Fugíamos dos professores. Claro.

Mas quando estava sozinha, geralmente à espera do André, sentava-me perto da professora Teresa.Por estas horas todas vagas ouvi os Maias muitas vezes. E li-os outras tantas.

 

Tive várias paixonetas naqueles três anos. Convenhamos que me apaixonava com muita facilidade e geralmente sempre pelo inalcançável. E isso não queria necessariamente dizer um rapaz giro e muito desejado. Era quase sempre um rapaz mais velho, mais desengonçado e geralmente do grupo de amigos do namorado de alguma amiga. Os giros eram parvos e eu só os queria para amigos. Naquela altura todas as aulas eram o desejo de algum acontecimento épico no intervalo. Eram trocar papelinhos e mensagens com encontros, eram sms e toques entre telemóveis para traçar um plano. Era ir comer à cantina só porque o Hugo também ia e o "mano" João me tinha avisado. Era perguntar dez vezes se no final do dia iamos ao Parque comer um gelado na esperança que me deixassem no comboio para uma despedida à filme. 

 

Era juntar moedas e mais moedas para uma vez de duas em duas semanas irmos almoçar a uma pizaria. Beber sangria ao almoço e tentar sobreviver a uma tarde de aulas com uns copos a mais. A Catarina que tinha sempre uma postura muito adulta e fumava um cigarro entre as entradas e o prato principal, a Nádia que sempre me compreendeu com os olhos muito abertos. A Paula... a quem perdi o rasto sem querer. E a Xoana, que era Joana com Xis, e a Raquel as minhas companhias de disparate e inveja já que éramos as únicas três miúdas autorizadas no cantinho mais privado e "cool" da escola. 

 

Dividia-me entre grupos de amigos porque nunca fez sentido para mim que as pessoas não se dessem.

 

Naquela altura faltar um dia às aulas era perder coisas muito importantes - nunca matéria... se bem me entendem. 

 

Era ficar escondida nos placares do rés do chão do bloco B para a professora, da aula a que me ia baldar, não me ver. Era chegar quase sempre depois do toque e pedir desculpa com aquele ar de que teria sido impossível chegar mais cedo porque tinha estado a resolver assuntos importantíssimos.

 

Foi por essa altura que fui muito mal habituada. Um namorado tão doce que todos os dias - sem excepção - chegava mais cedo e ia embora mais tarde para me fazer sempre companhia. Me dava gomas e rebuçados em forma de coração e guardava as tampas dos iogurtes com frases para enfeitar os meus cadernos. O mesmo namorado que foi trabalhar duas semanas para poder ir comigo de autocarro para Barcelona depois de lhe ter explicado que afinal não gostava dele assim.  

 

Eu era tão feliz. Tão feliz com coisas tão simples. 

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