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A Melhor Amiga da Barbie

18
Ago16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 7

Ana Gomes

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Hoje chego a esta última parte dos Cadernos de Viagem! 

Sim.. como sabem já estou em Portugal e ainda meio confusa ( um mês e meio fora e uma vida tão diferente têm uma recuperação particular ). 

 

Nos últimos dias de férias praticamente não tirámos fotos : a verdade é que choveu copiosamente TODOS os dias. Ainda tentámos alugar um carro mas não devemos ter sido os únicos a ter essa ideia, já que os carros mais "simples" estavam esgotados e só existiam opções caríssimas disponiveis. 

 

Ficámos pelo lobby do hotel ou pelo restaurante em cima do mar a trabalhar. Os dois computadores ligados, a internet a bombar e lá começámos a regressar à vida real. Num dos dias ainda alugámos uma mota e arriscámos ir até Krabi. Apanhámos uma celebração local e por isso 90% do comércio estava encerrado. Ao Nang pareceu-me muito mais giro do que Krabi Town, o que me deixou satisfeita com a escolha que fizemos! Fizemos duas paragens em dois templos diferentes : Tiger Temple ( maravilhoso ) e o Wat Kaew que fica mesmo no topo de Krabi Town. Quando estávamos a regressar percebemos que ia começar a chover muito e decidimos parar num Tesco enorme que há no caminho para nos abastecermos de DVDS ( vimos TANTOS filmes durante a viagem! ) e para não apanharmos uma molha tremenda de mota. 

 

Caso tenham à vontade a conduzir vale mesmo a pena alugar mota para ir de Ao Nang para Krabi Town ou vice-versa. Um táxi custa 500 bahts por trajecto, a mota custa 200 bahts por dia! 

 

No último dia em Ao Nang, e apesar da chuva ininterrupta, decidi ir ao mar. Confesso que estava mesmo desanimadas nos últimos dias. Aqueles mergulhos souberam-me pela vida! Éramos os únicos na praia, apesar das esplanadas dos restaurantes estarem cheios, e eu parecia uma criança feliz aos pulos no mar. Valeu mesmo a pena : o mar é terapêutico! Fui beber a minha última água de coco e fazer a mala que no dia seguinte tínhamos voo às 7 da manhã. 

 

Passámos o último dia da viagem em Banguecoque. Reservámos mais uma noite na guest house onde tínhamos ficado anteriormente ( A&A na Rambuttri ) e onde tínhamos deixado a restante bagagem. Aproveitámos para ir a alguns centros comerciais mais virados para a eletrónica e percebemos que contrariamente ao que achávamos as compras não valem a pena. Há produtos em que os preços são ainda mais caros! Ainda assim decidi arranjar o monitor do meu IPAD que se tinha partido há mais de um ano. 30€ e duas horas depois estava como novo! 

 

Fizémos também a nossa ultima Thai Massage ( maravilhosa ) e estava tão cansada que nem consegui jantar. Em contrapartida bebi o melhor chá de gengibre da minha vida! Picante e reconfortante. No dia seguinte esperava-me mais um voo bem cedo e muiiiiiitas horas de voo. 

 

Amei esta viagem. Venho com uma energia boa, inspirada e feliz com a decisão. Acima de tudo estou grata por ter podido fazer esta viagem!

 

Gastei bastante dinheiro : mas importa entender que foram quase 2 meses, a dormir sempre em hoteis ( e nunca em camaratas ) e a fazer TODAS as refeições fora de casa. Praticamente não fiz compras : trouxe uns souvenirs, umas camisas, uns brincos, alguns produtos de beleza, e dois vestidos. 

Um bom conselho que podem levar é este: não vale a pena levar muita roupa! Há lavandarias em todo o lado e é mesmo muito barato lavar a roupa! Poderia ter levado metade das coisas que levei. Claro que também há a questão de querermos variar a roupa que usamos mas sinceramente uns acessórios podem bem resolver o problema ;) 

Os voos não foram baratos : fomos pela Emirates, fizemos apenas uma escala pequena entre os voos ( tirando os que fizemos para a Indónésia - fomos pela Air Asia e em dias diferentes ). Fizemos várias viagens dentro de ambos os países ( na Indónesia sempre de Táxi, Barco, Mota ou Uber - uma aplicação ainda mais polémica por lá do que por cá acreditem ) e na Tailândia barco ou avião ( novamente pela Air Asia ). 

 

Escolhemos 90% dos alojamentos pela aplicação AGODA. Sempre usei o Booking... mas falaram-me da AGODA e de facto tinha sempre melhores preços e mais opções! Fica a dica. 

 

Houve outras duas aplicações que foram fundamentais : O maps.me - que é um mapa que é descarregado online e funciona sempre offline com uma precisão incrivel : nunca nos falhou ( apesar de consumir IMENSA bateria ). E claro... o Spotify Premium com horas infinitas de música mesmo quando não tinha bateria ). 

 

Quando me perguntam se gostei mais da Tailândia ou de Bali : não consigo responder. ADOREI estar nos dois sitios. Na minha opinião a Tailândia ( e só estive em Bangecoque e em Krabi ) é mais metropole, tem um consumo desenfreado, uma cultura louca e praias paradisiacas. Já Bali tem uma doçura que cola, uma convivência bonita com vários inputs comerciais e está completamente direccionada para o surf! Também existem praias de postal ( as famosas Gilli ou Nusa Lembongan ) e valem sem dúvida a visita. 

 

Se tiverem dúvidas não hesitem! É óptimo poder partilhar a minha viagem convosco! 

 

Não tenho planos de viagens para breve. Mas tenho uma série de destinos debaixo de olho ;) 

E vocês?

 

*Estes cadernos de viagem foram escritos com o apoio da American Tourister.

 

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11
Ago16

Pad Thai - prato favorito na Tailândia - e uma receita para experimentar.

Ana Gomes

Se comer saudável na Indónesia era uma tarefa muito simples o mesmo não se aplica na Tailândia.

Mãe, tenho imensas saudades das tuas sopas!

 

 

Por aqui tudo tem molho. Peço um chá frio e vem com leite condensado (apesar de pedir sem açúcar) e até uma "simples" omelete vem a nadar em molho agri-doce. Valha-nos a fruta e o marisco - que mesmo assim tenho receio de comer. Opções vegetarianas há muitas (ia escrever aos molhos mas seria redundante). Em caso de dúvida tenho optado por comer Pad Thai. Nunca falha! E sinceramente já comi versões bem saudáveis, em que os legumes se sobrepunham à massa (que é de arroz YEY ) e em que o molho era quase nenhum!

E é SEMPRE isso que como quando não quero pensar muito na refeição: Pad Thai! Começo inclusivamente a perceber que vai ser uma refeição que irá deixar saudades. A pensar nisso, e numa possibilidade de replicar a receita em Lisboa, lembrei-me de uma partilha da Marta - Martilicious - e fui-lhe pedir a receita empresta! 

Como podem perceber pela descrição ela ADORA picante. Eu... não! Mas podemos sempre gerir os condimentos, certo? 

 

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( esta imagem foi retirada do Google e é meramente ilustrativa. )  

 

 

Para os Noodles:
Massa Soba 
Óleo para wok
1 ovo biológico 
Camarões cozidos 
Couve branca (ou chinesa)
Cogumelos brancos 
Courgete 
Cenoura 
Cebolinho 
Pimento vermelho
Coentros frescos 
Cajus torrados e sultanas 
Para temperar: molho Tamari, molho Pad Thai e Sweet Chili 
Cozi a massa segundo as instruções na embalagem. 
No wok deitar 1 colher de sopa de óleo, depois de quente deitar o ovo, mexer bem e deitar todos os legumes finamente picados. Mexer sempre bem e quando começarem a ficar tenros adicionar o tempero, os camarões, os cajus e sultanas, os Noodles e envolver bem. Servir com coentros e molho de Sweet Chili por cima para extra picante (que eu adoro). 
Bom apetite!

 

( Obrigada Marta! ) 

 

 

11
Ago16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 6

Ana Gomes

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Apresento-vos a melhor rua para ficarem hospedados em Banguecoque : Rambuttri

Especialmente se forem jovens, procurarem apenas o essencial e preços económicos. Fica literalmente do outro lado da estrada de Khao San Road e tem uma vibe muito menos "estou de férias pela primeira vez sem os meus pais e quero beber até cair". A rua é bonita, movimentada e com restaurantes bons. Há massagens em todas as esquinas e dois Seven Eleven : está óptimo! 

 

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Os dias que estive em Banguecoque foram óptimos! 

Caso ainda não tenham visitado a cidade pensem num mundo de consumo extremo. Há sempre qualquer coisa para comprar, em qualquer recanto, a todas as horas. Há night markets ( que visitámos ), há mercados durante todo o dia, há Chinatown, há centros comerciais GIGANTES e há aquela que é considerada uma das maiores (senão a maior) feira do mundo : o weekend market Chatuchak.

 

O que se vende nestes sítios? Bom... basicamente SEMPRE a mesma coisa, na devida escala : quanto maior for o "mercado" mais diversidade, oferta e diferença de preços vão encontrar. Gostava de vos dizer : "Comprem em chinatown que é mais barato"... ou "nos centros comerciais é que é" mas esta lógica não existe. Das duas uma: ou está escrito "fixed price" ou então o preço mais barato vai ser determinado pela vossa capacidade de negociar. Não se preocupem: o ideal é nunca pagar mais do que o preço justo. É super provável que eles rejeitem a oferta ou que, depois de terem realizado o negócio, compreendam que o poderiam ter feito por um valor mais baixo. Então a máxima é mesmo esta : pagar um preço que consideramos justo. Afinal de contas quem vende também tem de ganhar dinheiro, certo? 

 

E podem encontrar TUDO. Então no weekend market atrevo-me a dizer que é literalmente tudo : desde objectos de decoração incríveis, passando por roupa, comida, imitações, peças rejeitadas de fábricas, roupas de jovens designers, peças vintage, animais exóticos, animais de estimação... TUDO! O que é mais complicado encontrar é sem dúvida uma banca pela qual tenham passado. Vi umas t-shirts lindas, fui beber um chá frio na "rua" ao lado e quando voltei... já não consegui encontrar a banquinha. Para terem uma ideia há imensos mapas espalhados pelo mercado, pontos de encontro e banquinhas de comida em todas as secções para evitar que as pessoas tenham de sair para comer. Passámos praticamente 7 horas lá dentro e acho que vale mesmo a pena a visita. 

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Ainda no "mundo" dos mercados decidimos fazer aquela incursão óbvia por um Floating Market. Não tínhamos nada programado para esse dia e decidimos apanhar um táxi para lá ( a viagem são cerca de duas horas ). Desilusão total! Toda a gente me tinha dito que seria imperdível mas se voltasse atrás não iria. Primeiro é caríssimo : conseguimos pagar 1500 bahts para duas pessoas mas super negociado, isto são quase 40 euros o que é um absurdo para os preços praticados por aqui. Depois sentimos claramente que tínhamos sido enganados pelo táxista. Dissemos que queríamos almoçar antes de entrar, fomos a uma espécie de restaurante perto da entrada do mercado e quando estávamos a pedir o taxista entrou, falou com a senhora do restaurante e explicaram-nos que não nos podiam servir porque a cozinha tinha acabado de fechar... rematando com "o melhor é comerem no mercado". 

E foi a única opção que tivemos... mesmo quando já estávamos a ponderar nem entrar. Talvez por ser domingo  a nossa viagem de barco mais parecia uma passeio por uma atracção abandonada da eurodisney. Em mau. 

Foi a primeira desilusão por estes lados e deixou-me de pé atrás com todas as atracções turísticas.

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Querem saber o que achei MESMO lindo? O Wat Pho ou Templo do Buda Deitado. Mesmo que não se identifiquem com a filosofia budista vale a visita. O bilhete custa apenas 100 bahts e para além de uma "pequena aldeia" budista podem ver artesãos a trabalhar em estátuas de Buda e uma figura impressionante em tamanho e beleza ( para terem uma ideia é maior que o Cristo Redentor no Brasil ) : um Buda Deitado! image.jpeg

  Para todos os passeios em Banguecoque é preciso muita paciência. O trânsito é caótico, as filas são demoradas e tudo parece longe! Mas acreditem : vale muito a pena. 

 

Como vos tinha contado tinha imensa vontade de conhecer as praias e ilhas paradisiacas da Tailândia. E é uma viagem que quero fazer com mais tempo e com novo orçamento! Como ainda tínhamos algum tempo por aqui ( tivemos de antecipar o regresso à Tailândia porque o visto da Indonésia terminou ) decidimos apanhar o avião para Krabi. Voltamos a Banguecoque no dia 14 ( e apanhamos o voo para Lisboa dia 15 ) assim deixámos toda a bagagem numa sala do hotel ( aqui todos têm essa opção ). Pagamos 20 bahts por dia mas pelo menos viemos esta semana apenas com um saquinho e com a mochila da American Tourister que por ter rodinhas torna o transporte super prático. 

Não temos tido sorte nenhuma com o tempo: é a pior época de chuvas na Tailândia. Mesmo assim tentámos não desistir: no primeiro dia fizemos uma grande caminhada a pé, no segundo dia apanhámos sol na praia e na piscina do hotel ( estamos em ao Nang ) e ontem arriscámos uma tour de barco por quatro ilhas com direito a snorkling e algumas horas em Railay Beach - considerada uma das mais bonitas do mundo. O tour passou por : Koh Poda, Koh Gai (Chicken Island), Koh Tub e Koh Mor; parando então em Railay para uma visita a Phra Nang Cave Beach : um local de culto e devoção muito ligado à sexualidade e fertilidade. 

 

Tudo ok nas duas primeiras paragens... tudo corria bem até começar a cair uma tempestade tão grande que não se via NADA no mar. Na realidade tudo correu bem. Foi um susto fácil de gerir, chegámos a casa tranquilos e encharcados e desde então ainda não parou de chover. Hoje queríamos ter ido até às ilhas Phi Phi mas decidimos não arriscar (e ainda bem). 

Um detalhe engraçado? Numa das ilhas em que parámos estavam a filmar um filme Indiano! Claro que fiquei fascinada com a coincidência! Lembrei-me logo da Diana e da nossa ida ao cinema em Mumbai.  

 

Factos : acho que é preciso uma intervenção urgente no que diz respeito à consciência ambiental. Há muita poluição e muito descuido no que diz respeito ao lixo. 

 

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*Estes cadernos de viagem são escritos com o apoio da American Tourister.

 

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04
Ago16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 5

Ana Gomes

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p class="sapomedia images" style="text-align: left;">Olá da Tailândia! 

É verdade: acordei em Bali e adormeço em Banguecoque. 

A viagem fez-se bem e sem atrasos ( mais curta quase uma hora do que a viagem no sentido contrário ) mas depois estivemos HORAS para passar o controlo de passaporte. Foi a segunda vez que entrei na Tailândia e da ultima vez o processo foi mesmo rápido. 

Acho que isso acabou por nos fazer quebrar a energia.. apanhámos um táxi e lá viemos para a nossa nova morada : bem perto da Khao San Road mas com a distância certa ( da última vez sofremos com a barulheira infernal ). 

 

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Esta última semana em Bali foi um pouco diferente das habituais. Escolhemos ficar em Kuta apenas pelo posicionamento estratégico e por termos encontrado um hotel com um preço bom ( 17€ por noite - no centro de Kuta e a 5 minutos a pé da praia ) . Honestamente - e apesar da maioria das pessoas ser “despejada” em Kuta - não considero que seja o melhor sitio para ficar. Foi para nós durante esta semana porque já tínhamos experimentado vários lugares ao longo do mês e quisemos esgotar os créditos por ali : regressámos a UBUD, fomos dois dias até canggu e passeámos MUITO por Seminyak que tem as lojas mais bonitas que vi na vida. A sério: o design dos restaurantes e lojas é sublime! Muitos dos espaços fizeram-me lembrar aos lojas do SOHO em Manhattan. 

Entretanto tivemos duas experiências MUITO turísticas : fomos beber um copo ao Hard Rock ( onde acabámos por ter uma noite mesmo divertida com um bom concerto ) e fomos comer camarão ao Bubba Gump ( tinha de ter esta experiência uma vez na vida e acabou por ser mesmo em Bali - é um restaurante referência para quem gosta do filme Forest Gump ). 

 

 

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Adivinhem o que também fizemos? CINEMA! Não tinha a mínima esperança de encontrar umas salas de cinema como as que encontrei em Ubud ou em Nusa Lembongan, mas num dos restaurantes vegetarianos que descobri vi uma indicação de outro espaço com cinema… e no dia seguinte lá estavamos: o princípio era o mesmo… consumir alguma coisa do menu e acesso gratuito à sala de cinema! Perfeito:) Desta vez no Divine Earth

Também em Seminyak descobri um café/bar super giro : Sea Circus. Comi a minha última Dragon Bowl ( uma taça de fruta e granola cuja base era Pitaia ou Dragon Fruit ) e o Tiago escolheu um hamburger vegetariano de Tempeh e Feijão que foi o melhor que já provei na vida. 

Fizemos praia todos os dias e algumas massagens ( a sério… vou sentir tanta falta destas massagens nas pernas por 5 euros/hora ). 

 

 

 

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A hora de fazer as malas é dramática. Faz mochila, desfaz mochila: tenta que tudo caiba miraculosamente. A pior ideia que tive foi trazer a mochila no limite das suas capacidades. Toda a gente me disse para não trazer nada porque cá podia comprar tudo barato: de acordo. É verdade. Mas pensei : para quê comprar… se não preciso de nada?! De facto não tenho feito grandes compras ( estou orgulhosa por me conseguir conter ). Mas efectivamente poderia ter trazido menos coisas já que as lavandarias são muito baratas, rápidas e existem quatro por esquina!! E claro que trouxe a mochila da American Tourister cheia de livros, computador e acessórios das máquinas fotográficas mas com espaço para alguns extras (vulgo compras por aqui). 

 

Depois da missão cumprida com sucesso ( e ter praticado o desapego ao deixar meia dúzia de coisas pelo caminho ) embarcámos para a Tailândia. Chegámos a meio da tarde e depois de instalados fomos jantar. Demos um passeio a pé e decidimos que o ideal seria ir espreitar um dos vários night markets. Melhor transporte por estes lados: Tuc-Tuc. 

E o táxista que nos trouxe do aeroporto? Não só não falava Inglês… como berrava connosco em tailandês. Quase me bateu quando lhe tentei mostrar a morada do nosso hotel ( ok… eu tentei umas dez vezes.. mas era uma preocupação legitima ) e só conseguimos começar a comunicar quando deixámos de lhe dar importância e lhe começámos a “responder” em português! Hilariante. Foi um diálogo completamente sem sentido mas a verdade é que ficámos na rua certa ( longe do hotel porque a rua não tem trânsito ). 

 

Agora importa descansar e aproveitar esta cidade louca ao máximo! Sobre a internet : continuo com a pontaria louca... no hotel onde estou há 10 redes de internet ( literalmente ) no meu quarto não nos conseguimos conectar a nenhuma!

 

Nem acredito que já passou um mês. 

 

 

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07
Jul16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 1

Ana Gomes

São 22.22. Começar a escrever um texto numa capicua só pode ser bom sinal! 

Bom... mas são 22.22 em Bali. Mais precisamente 15.22 em Portugal ou 21.22 na Tailândia de onde acabei de chegar. 

 

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Importa tentar enquadrar a viagem : há cerca de 2 semanas fui desafiada a embarcar nesta "aventura" pelo Oriente. Sem grande tempo para organizar as coisas em Lisboa coloquei como meta o primeiro aniversário do meu sobrinho e a partir dali consideraria arrancar. E assim foi : Segunda-Feira, depois do aniversário no Domingo, estava na aeroporto de Lisboa com várias horas de voo pela frente. 

O destino final era Bali, mas confesso que nunca sonhei ou idealizei a viagem, por isso tinha - e tenho - zero expectativas. Como estamos em época alta, e decidimos a viagem literalmente em cima da hora, percebemos que poupávamos algum dinheiro se o trajecto fosse feito via Tailândia. Aqui sim... o meu sonho existia! Mas para não dispersar decidimos que ficaríamos apenas um dia. 

Khao San Road era a indicação que levávamos como a rua dos "backpackers" e como encontrei um hotel a um preço razoável e com bom aspecto marquei! Claro que havia uma detalhe maravilhoso : o nosso quarto ficava mesmo em cima da discoteca mais movimentada da rua. Foi um susto - achei que nunca iria conseguir adormecer - mas claro que cansada como estava dormi super bem toda a noite. <

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Trouxe uma mochila muito prática da American Tourister ( na foto ) onde coloquei roupa para dois dias, comprimidos produtos básicos de higiene, computador e uns livros. Foi a mala que andou comigo sempre no avião - como kit de sobreviência -  caso a mochila maior de extraviasse! Isso não aconteceu ( felizmente ) mas ainda nem a abri porque tenho os básicos todos organizados aqui. 

Obviamente que em apenas um dia não aprendi grande coisa sobre Banguecoque : é barato ( só o álcool não é tão barato... pagamos tanto por uma cerveja como por uma refeição ), come-se de TUDO (sim... não é mito que se vendem baratas e aranhas fritas nas ruas), não é limpo: mas pareceu-me bem mais limpo do que Índia, há muita poluição ( no ar... no rio ) e é muito movimentado. Fiquei com a impressão de que a cidade era "pegajosa". Mas sofri HORRORES com o jet lag e com a decisão precipitada de tomar um comprimido para dormir para tentar acertar o fuso horário : passei o dia a adormecer em TODO o lado : TUC-TUC, sofá do restaurante, quando entrei no quarto de hotel para ir buscar o bikini... enfim!

 

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Um mergulho na piscina do hotel ao final do dia, um duche, mais uma soneca e sair para jantar : Pad-Thai! Simples, barato e muito saboroso. Acabei por me render a uma "foot massage" que ajudou MUITO a desinchar as pernas e passei numa "Seven Eleven" - lojas que estão abertas SEMPRE - para umas compras básicas.

A única vantagem de ter dormitado o dia todo? Ter estado super desperta para ver Portugal ganhar. Eram duas da manhã e éramos os únicos Portugueses a ver o jogo contra o País de Gales : foi uma experiência bem gira! Não costumo ligar aos jogos da selecção ( ou sofrer com eles ) o Benfica leva a minha quota parte de emoção desportiva. Mas ver um jogo do nosso país quando estamos fora tem um gosto especial! 

 

Mais 3 horas de sono e já estava de mala pronta para seguir para o aeroporto. Agora sim com destino a Bali. Cheguei à pouco. Eram 7 da tarde e já era noite escura. Um trânsito infernal : duas horas para um percurso de 40 minutos. Chegámos à Villa que tinha reservado e confesso que não foi uma sensação confortável. Às 21h o restaurante já tinha fechado... encontrámos um lugar na berma da estrada onde jantámos por 3,50€! imaginem : 3 pessoas = 3,50€. Comemos 3 pratos de arroz com legumes e ovo, duas àguas e umas entradinhas tipo galetes de arroz. Fomos 3 porque convidámos o senhor que nos trouxe do aeroporto até aqui para jantar : foi super disponivel e simpático! 

 

Agora é hora de descansar : dizem que aqui o dia começa mesmo cedo. Não dúvido. Não se houve agitação na rua, nem na Villa. 

 

Só consigo pensar no mergulho que quero dar quando acordar.

 

 

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