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A Melhor Amiga da Barbie

12
Jul17

Um Mês de Cada Vez - Powered by Mitosyl.

Ana Gomes

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  ( texto escrito a 18 de Junho 2017 ). 

 

Já perdi a conta à quantidade de vezes que comecei a escrever este texto. 

Fui sempre interrompida por um pensamento, por uma memória ou por uma prioridade chamada Vitória. 

 

Caramba... já passou um mês! A minha pequenita já tem um mês. E não há clichês suficientes para descrever todos os momentos. É uma verdade universal : o tempo passa a correr. Principalmente este primeiro mês que é uma espécie de bolha transparente onde há muito medo, muito amor, muita ansiedade e muito mimo. 

 

Nunca pensei que escrever sobre este período fosse assim tão complicado. De repente toda a noção de tempo, rotina ou urgência se transforma. E a realidade é que, como muita gente me disse, já nem me lembro do tempo que passei internada ou em repouso absoluto : ou seja, lembro-me se usar algum tempo a pensar nisso. O que senti naquela altura é apenas uma memória. Assim sendo:  aproveito para dar força a todas as pessoas que possam estar nessa situação... o famoso "cérebro de grávida" parece que se agrava com o nascimento de uma criança e esquecemo-nos de IMENSA coisa.

 

Mas... vamos lá! Depois de todo o turbilhão que foi o dia do parto os dias atropelaram-se. No hospital fui lutando contra o desconforto do pós-operatório de uma cesariana e aprendendo a tomar conta da minha bebé. Sabe o que dizem do instinto? É em parte muito verdade e acaba por funcionar para quase tudo. Penso que tinha mudado duas fraldas a vida toda e fazê-lo parece a coisa mais inata do mundo, fralda nova pronta, compressas com àgua, creme muda-fraldas e em 2 minutos a rotina está completa. O colo, o carinho, o aconchego... vamos aprendendo as duas o que funciona melhor connosco. O mais engraçado? Olhar para ela e realizar que aquele ser começou por ser um pontinho a piscar numa ecografia e que tinha evoluído desta forma... mais... tinha cabido assim dentro da minha barriga. Tudo isto pode soar ridículo mas a realização deste momento é pura magia.

 

Pelo meio houve a visita do Papa, um Benfica Campeão e o Salvador Sobral a vencer a Eurovisão. Saí do hospital "fresca e fofa" e a Amar pelos Dois eheh. Depois de uma viagem de carro bastante dolorosa ( muitas lombas e ressaltos que em nada combinam com uma cicatriz fresquinha ) cheguei a casa dos meus pais. Na bagagem trazia mais duas coisas : a minha menina e uma catrefada de hormonas prontas para me levarem para um canto e se transformarem em lágrimas de "terror". 

A ajuda nestes primeiros tempos é fulcral! Não ter de me preocupar com as minhas refeições ou com a lida da casa foi meio caminho andado para tentar recuperar parte da minha vida. 

E sublinho: todos os dias uma nova aprendizagem. 

Dizem que o primeiro mês é o mais complicado. Não posso assegurar isso. Penso que entrámos rapidamente num bom entendimento. Os primeiros tempos foram duros : a Vitória não aumentava de peso e as constantes visitas à neonatologia foram muito stressantes e cansativas, cada nova visita representava uma nova estratégia de alimentação e rotinas. E na balança não se registavam aumentos. Até que as coisas acabaram por funcionar. Cada grama era uma batalha ganha e temos ganho boas e deliciosas batalhas nas últimas semanas :) 

 

A gravidez também me ensinou que nem sempre a nossa vontade ou aquilo que temos idealizado se concretiza. Aconteceu isso com o parto e com a amamentação. Neste momento cumpre-se um plano de aleitamento materno e suplemento. Uma pequena derrota para mim... mas que se esquece quando vemos que tudo está bem e que ela está a crescer. Sei que até hoje não desisti de dar maminha muito por culpa da enfermeira Célia que me acompanhou nas aulas de preparação para o parto. Utilizo muitas das coisas que aprendi lá, e uma troca de mensagens na primeira semana ajudou-me muito a não desmotivar. E numa das idas à neonatologia para pesar a pequerrucha acabei por ir pedir ajuda à enfermeira Lurdes ( que foi incansável no meu primeiro internamento ) e que me ajudou também nesta "luta" pela amamentação. O curso pré-parto também me ajudou a lidar com naturalidade com várias coisas que aconteceram na maternidade. 

Sabem a sensação com que fico? O nascimento de uma criança é uma coisa tão normal - especialmente para estes profissionais de saúde que lidam com vários nascimentos por dia - que fica muita coisa por ensinar e por explicar. Foi nesse momento que aprendi a valorizar - ainda mais - o curso que fiz. 

 

Já em casa ainda não se viveram dois dias iguais. Tentamos criar algumas rotinas, sendo que a mais estável é mesmo a do banho. E ela - que detestava o banho nos primeiros dias - passou a adorar este momento desde que começámos a usar a shantala! Águinha bem temperada, o quarto todo pronto, damos o banhinho tentando que ela aproveite o relaxamento e seguimos para uma sessão de massagens com o Creme de Corpo Mitosyl Tri-Active. Depois vem o leitinho :) Optei pelo banho antes de jantar para depois podermos aproveitar esse momento com mais calma ( e com ela já a descansar ) .  

 

De resto é impressionante como todos os dias se nota alguma evolução e crescimento! E há um misto de alegria e "pena" quando as roupinhas deixam de servir.

 

E querem saber um segredo? Não sei quem precisa mais de colinho. Se ela do meu ou eu do dela. 

 

 

 

Sobre a Mitosyl®: 

Mitosyl® é uma gama especialmente concebida para dar resposta às necessidades do bebé, passo a passo, e é uma marca de confiança dos pais no momento de proteger a pele dos seus bebés.

10
Jul17

Vai ficar tudo bem.

Ana Gomes

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Quando descobri que estava grávida tive um dos maiores momentos de introspecção e de dúvidas da minha vida.

Tentei explicar, com delicadeza, que cuidando com carinho e com amor da nova vida que crescia em mim, vivia simultaneamente um momento de muita incerteza. Eu... que sempre sonhava ter sido mãe não estava a conseguir lidar com a concretização desse sonho do qual já tinha desistido. 

 

Depois vieram os enjoos, veio um corpo em constante mudança, veio o repouso absoluto. Cada dia que passava tudo se tornava um bocadinho mais real. Mas nunca tão real assim... 

 

No dia em que a Vitória nasceu a sala de partos esteve algum tempo em silêncio. Não sei precisar a fracção de tempo : milésimos de segundos talvez... uma eternidade para mim. O meu novo coração de mãe gelou. 

Mas antes disso senti que seria a Vitória que me ia perder. Não tive medo de nada. Absolutamente nada. Pensei na minha mãe e agonizei o sentimento de uma mãe perder uma filha. Depois pedi ao pai da Vitória que me prometesse que seria bom e paciente com ela. 

Correu tudo bem e rapidamente se confirmou o que toda a gente diz : ser mãe é inato. Na verdade, ser mãe é um momento de aprendizagem constante, enquanto a bebé aprende a viver nós aprendemos a lidar com a nova vida. 

 

Falar da maternidade exige a minha maior sinceridade: não é fácil. É verdade que o nosso Eu se transforma, como se o Ser que vivia até então dentro de nós passasse a ter-nos dentro dele. E precisasse indiscriminadamente do nosso calor, do nosso carinho, da nossa atenção, do nosso alimento e da nossa segurança. Este sentimento é avassalador. Se por um lado a nossa vida tem um sentido e um propósito por outro lado exige que saibamos ser altruístas. Ou por outra, que lidemos bem com isso 24 horas por dia. E posso assegurar que nem sempre é fácil, nem sempre é bonito, nem sempre é simples ou descomplicado. Todos os dias sinto que a minha vida está em suspenso até poder voltar a ser vivida. Acredito que volte a ser uma aprendizagem. Nada será como antes : nunca mais. 

 

Pela primeira vez senti medo de morrer. Porque pela primeira vez senti que a minha existência poderia ser fulcral para o bem estar de outro ser. Quis-lhe explicar uma coisa que ainda não pode entender: vai ficar tudo bem. 

 

Todos os dias preciso de me deitar com a certeza de que a fiz sentir-se amada. Não só quando me devolve o sorriso mais doce do mundo mas também quando chora desesperadamente e não a sei consolar. Peço-lhe desculpa. Muitas vezes por dia. Especialmente nesses momentos em que quase perco o chão por não a saber tranquilizar. 

 

Meu Amor, tudo o que preciso que saibas é que não te poderia ter sonhado mais perfeita. 

14
Jun17

Maternidade Real - Ainda não estás despachada?

Ana Gomes

 

 

 

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São 6.45 da manhã.

O despertador, vulgo Miss Vi, dá sinal. 

Que nada te falte pequenina, fralda mudada, leitinho, um bocadinho de brincadeira em cima das pernas da mãe.

São 7.30, daqui a minutos toca o outro despertador. A Vitória está sem sono e ponho música a tocar. Ela brinca, eu vou vendo uns episódios das portas dos fundos que me apareceram como sugestão no youtube. É a primeira vez, num mês, que vejo alguma coisa que se pareça com uma série. 

Vitória não tem sono e não se consegue entreter. Levanto-me para ir tomar o pequeno-almoço. Tomo-o com ela deitada na alcofa do carrinho, as duas de mão dada. 

Vitória chora... nada na fralda...terá frio? Vestimos um casaquinho. Ah... como está melhor e mais confortável! 

Voltamos para o quarto para tentar trabalhar um bocadinho, abro um e-mail: Vitória chora. Terá fome? Tem... 

Bom... se calhar era só mimo. Vitória adormece a mamar. Tento fazer o mínimo movimento e pego no telefone já que não vou conseguir responder ao email no computador. 

5 minutos e acorda. Mama um bocadinho mais. Adormece. Ficamos neste embalo 1 hora. Tento fazer cocegas no pé, falar com ela... não está para isso. Lá vem o biberon. Que maravilha! Bebe a dose normal mas quer mais! É tão fácil beber no biberon. Levanto-me e preparo um pouco mais. Bebe sofregamente. 

Mudo a fralda. São 11 da manhã.

Vitória chora. DESESPERADAMENTE. São cólicas mãmã. Ou pelo menos tudo indica que sejam. Ajudo-a a fazer ginástica, embalo-a, dobro as perninhas. Tentativa, erro, tentativa, erro. Acalma. 

É meio dia. Adormeceu no meu colo. 

 

Espera lá... é meio dia! 

Coloco-a de novo na alcofa do berço. Espero 3 minutos para perceber se - efectivamente - adormeceu. 

Vou pé ante pé até à casa de banho. Percebo que o Senhor Vulcão se escapou entre as minhas pernas. Porra - penso mas não digo - não é suposto que ande por este lado da casa. Não posso ralhar, a miúda ainda acorda, e por isso deixo que entre na casa de banho. Bonito cenário : eu enrolada numa toalha, a Vitória no carrinho a dormir e o Vulcão - todos na casa de banho. 

Entro no duche, finalmente um momento de sossego, Vitória chora, Vulcão chora.. abro a porta do poliban, falo com ela, dou-lhe a chucha. Acalmam os dois. Eventualmente acalmamos os três. 

Apresso - ainda mais - o duche. Ponho óleo no corpo para antecipar o tempo que não vou ter para por creme.

Embrulho-me na toalha, empurro de volta o carrinho e vou - agora a correr - a fugir do Vulcão que, ao descobrir o óleo nas minhas pernas, tem como missão lambê-las. 

 

Mensagem no telefone : então ainda não estás despachada? 

 

Respiro fundo. Sabem quem acordou? 

 

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29
Mai17

O projecto do quarto da baby :

Ana Gomes

Hoje quero-vos mostrar o quarto da Miss Vi. 

Bom... não é propriamente o quarto onde ela está agora ( improvisámos um ambiente super querido para ela no meu quarto em casa dos meus pais ) mas sim o quarto que irá ter na casa nova.

 

Já vos tinha falado do projecto - desenvolvido pela This Little Room - e que foi todo construido com mobiliário da La Redoute. A ideia nesta fase era já estar tudo montadinho - aliás a entrega dos materiais foi super rápida - mas ........ não temos a casa pronta! Alguém mais desespera com obras? As minhas já são piada na família e no bairro. Claro que estou optimamente em casa dos meus pais mas causa-me imensa ansiedade pensar que a casa não está pronta e que é preciso organizar toda uma mudança com uma bebé muito pequenina. Se bem que.. por este andar já ela vai estar na escola primária quando tudo estiver pronto!!! 

 

Brincadeiras à parte: a obra está finalmente a ser pintada - sendo que ainda faltam janelas, chão, casas de banho e cozinhas. A perspectiva das divisões pintadas é logo animadora e o quarto mais especial é naturalmente o da baby : todas as paredes da casa são brancas menos as do quarto da pequerrucha. 

 

O projecto final será mais ou menos como podem ver nestas imagens :

 

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Estou ansiosa por ver tudo montado e para começar a arrumar as coisinhas dela no quarto! Entretanto - e porque ter tanto tempo entre um projecto e uma obra dá nisto - comecei a magicar outro papel de parede e à partida as nuvens vão sair e vamos optar por um papel mais "fun" que depois vos mostro. Os tons da parede oposta são da Barbot e escolhemos o Rosa Inocência e o Branco Leite e vamos coordenar as cores do novo papel de parede com as que escolhemos para o quarto - tintas e tapetes. 

 

Os links para os produtos escolhidos na página da La Redoute. 

 

 

 

 

Podem saber tudo sobre a concepção do espaço no blog das queridas decoradoras : This Little Room

 

 

 

 

 

16
Mai17

A minha ausência está mais do que justificada não é ?

Ana Gomes

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Esta minha ausência está mais do que justificada não é? 

 

Nos minutos que vão "sobrando" tento ver umas mensagens, devolver chamadas, ver uns emails e não perder o fio à meada. Mas claro que tenho noção que vai ficar muita coisa pelo caminho : não importa! É que não importa mesmo nada. 

 

Para já o que vos posso dizer é que a maternidade é tudo aquilo que vos disseram. Isso mesmo... tudo! Maravilhoso, terrível, delicioso, aterrador, apaixonante, complexo. 

 

Nem sei bem o que nos acontece, ou que me aconteceu, que ainda ontem estava a olhar para ela e só pensava: é minha filha... minha... filha. Num misto de espanto e de certeza. 

 

Não há como mentir. Apesar de ser mágico - se pensarmos que vimos esta bebé pela primeira vez como um ponto de luz que piscava num ecrã e que agora é uma pessoa pequenina - é também uma dor constante, uma preocupação e um medo sem fim. E parece que não melhora... só se altera. 

 

Ainda é cedo para poder dar conselhos, dicas ou recomendações. Mas o pouco que aprendi nestes dias é que o mais saudável é não criar expectativas. Aceitar as coisas como elas são e tentar fazer delas o melhor que podem ser. Todos os dias são uma Vitória e no nosso caso é mesmo isso... literalmente! 

 

Obrigada pelo carinho, pelas mensagens, pelo apoio e por toda a energia positiva! 

Obrigada a todos os tios "virtuais", a todas as marcas e a todos os que nos têm enviado as coisas mais giras que fazem desta miúda uma verdadeira princesa! Imaginam a quantidade de fotos que enchem o meu telefone? Ela um dia vai ver isto tudo ;) 

 

 

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