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A Melhor Amiga da Barbie

27
Set17

A primeira sopa. :)

Ana Gomes

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As crianças crescem a uma velocidade assustadora! 

De repente... a minha bebé começou a comer. O pediatra sugeriu sopa e fruta apenas ao almoço e até aos 6 meses e eu fiquei satisfeita com a ideia. Na minha cabeça também preferia que começasse pela sopa não fosse depois habituar-se ao docinho da Papa e não querer outra coisa. 

 

Estava um pouco nervosa com esta nova etapa e preferi adiar uns dias já que fui um fim-de-semana para fora. Mas mal voltei passei no Celeiro para comprar os legumes biológicos e lá me dediquei a esta nova etapa - que a meu ver também começa nas compras - decidi usar para a primeira sopa a seguinte combinação : 

Batata Doce, Abóbora Hokkaido, Cebola e Cenoura. Descasquei os legumes, coloquei água : já se sabe... sem sal e com azeite apenas depois de cozinhado e deixei a Cuisine Companion fazer o resto enquanto lhe dava banho. É uma ajuda preciosa já que me permite cumprir aquele papel de mãe : o multitasking! Não há sopa queimada, não há várias coisas para lavar, fica tudo prontinho no mesmo recipiente : cozinhado e passado. 

 

Estava com muito receio desta nova fase e como em tudo com esta bebé deliciosa correu às mil maravilhas. Adora a sopinha :) Mas também... modéstia à parte... estava mesmo boa! <3 

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20
Set17

Um Mês de cada vez - Powered by Mitosyl - 3.

Ana Gomes

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Há alturas em que escrever sobre a maternidade é um desafio. Falta-me a inspiração - apesar de não me faltarem coisas para dizer - e porquê? Porque de repente parece que caí num poço de clichês. 

Na realidade tudo o que nos dizem acaba por se confirmar. E aquilo que sentimos é visto de uma forma muito peculiar por quem nos rodeia : ou lhes é indiferente - porque não experienciaram nada do género e por isso não se conseguem relacionar, ou então desvalorizam porque "já sei". 

 

Ainda que cada bebé seja um bebé isto da maternidade é um processo evolutivo que acontece na mulher. E que de facto pode ter as maiores variáveis de acordo com as possibilidades de cada um. Ups... fui longe demais? Talvez. Mas acho mesmo que as possibilidade que temos ou a forma como as conseguimos gerir influencia um pouco a experiência. Não falo de Amor ou de sentimento - nunca entraria por aí. Mas o apoio familiar, a possibilidade de ter alguém a tratar das coisas ou ficarmos completamente ocupados com as tarefas domésticas e maternais influenciam o nosso nível de cansaço e a possibilidade que temos - ou não - de viver para além do pequenino ser. Eu acho que vivo num meio termo : não tenho ninguém a tomar conta dela e tenho uma pessoa que me ajuda em casa duas vezes por semana. Ainda assim sinto-me muito cansada, principalmente no espectro emocional. Já consegui compreender que é também uma questão de hábito. 

 

A Vi é uma doçura. Com a chegada dos 3 meses as cólicas deixaram de dar sinal de vida o que facilitou IMENSO todo o processo. Ela dorme bem - acorda no máximo duas vezes por noite - e acorda muito bem disposta. Entretém-se bem sozinha e adora estar na cama dela e no muda-fraldas ( go figure... ) . Tenho sido um pouco rigorosa na forma como trato dela : claro que já entrou num centro comercial... e já perdi a conta à quantidade de vezes que entrou no IKEA mas evito ao máximo que seja muito estimulada : televisão nem vê-la - literalmente. E sempre que apanho o Pai a tentar distrai-la com a caixinha mágica mudo-a de posição. Sendo uma bebé calma e bem disposta - que adora a ouvir música e ficar a olhar para a roupa a baloiçar na corda do estendal, nem sempre é fácil trabalhar com ela em casa. É natural : se não lhe estou a dar leite, mudar a fralda ou um miminho... estou a lavar biberons, separar a roupa, orientar almoço ou jantar e a tentar arrumar alguma caixa. A hora do banho é sagrada : tento que entre as 19h e as 21h esteja despachadinha, depois adormece cedo e lá fico eu a lutar contra o sono e a tentar responder a emails. 

As teorias que temos sobre os filhos e a forma de os educar transforma-se depois de nascerem. Lá se vão por terra as verdades absolutas e as certezas. Tenho sentido isso tanto com coisas simples do dia-a-dia como com coisa mais complexas : eu não me medico... e tive de perder as minhas manias e medicá-la antes das vacinas por não suportar o desconforto que senti na primeira toma.

 

Estou completamente apaixonada pela minha gordinha. Emociono-me muitas vezes ao perceber como está a crescer rápido, como de um momento para o outro começou a interagir connosco, nos dá sorrisos largos e gargalhadas toscas. Como quer absorver tudo e engolir o mundo com os seus olhinhos de azeitona. Fico tempos perdida a olhar para ela a dormir serena ou a tentar agarrar o seu elefante num malabarismo entre mãos, boca e pés. E não gosto de lhe negar colinho... porque continuo a ser eu que me derreto com a minha bolinha quente a respirar nos meus braços. 

 

 

 

 

04
Set17

Não deixar cair a bola.

Ana Gomes

Hoje escrevo o meu primeiro post na minha casa nova. 

 

A Vitória dorme na espreguiçadeira, agarradinha à fralda de pano e encostada a um elefante de quem é muito amiga. 

 

É Setembro, está calor em Lisboa e entra uma brisa fresca pela janela. Ainda cheira tudo a novo : a madeira, a velas com cheirinhos doces, a móveis acabados de montar. Ainda estamos no meio do caos organizado. 

 

Há muitos anos atrás a minha mãe estava provavelmente neste lugar onde estou hoje. Eu dormiria algures. Com toda a certeza ela não estava sentada neste espaço exacto e muito menos escrevia um primeiro post num computador. Presumo que antes de existirmos - eu e o meu irmão - ela pensaria e viveria de uma forma bem diferente. Talvez tenha sentido a vertigem, as duvidas, os medos, as questões infinitas que se colocam e aqueles momentos em que voltamos a viver - na nossa cabeça - a vida antes de termos o coração a bater fora do nosso corpo. 

 

Há um ano atrás eu estava muito longe de imaginar que teria uma bebe deliciosa comigo. Ou que voltaria para a casa onde nasci. Ninguém me iria conseguir convencer que seria capaz de largar os meus metros quadrados no coração da cidade. Ninguém me iria fazer crer que poderia sentir paz com este silêncio, com esta brisa, com a respiração profunda da minha pequenina que dorme tranquila - agarrada à fralda, encostada a um elefante de quem é muito amiga. 

 

Ela também trocou os seus metros quadrados no coração da cidade por uma nova morada. Eles - Mãe e Pai - também começaram outra vida - bem diferente - desde que nós aparecemos por cá. E conseguiram - e conseguem - ser os melhores do mundo. Sempre disponiveis, educadores, complexos e completos. Sem nunca deixar cair a bola. Eu ainda ando nos treinos, há muitos dias em que deixo a bola cair. E quando ela cai - espero - que a Vitória ainda não dê por isso. 

 

A vida é a mesma e ao mesmo tempo a vida é outra. Troquei o coração da cidade pelo coração doce da minha menina. E sei que vou ser feliz. Porque tenho de ser : por ela e por mim - que sou dela. 

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25
Ago17

Um mês de cada vez - Powered by Mitosyl - 2.

Ana Gomes

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A quantidade de emoções que a maternidade nos traz são inqualificáveis.

E acho que é importante esclarecer que é normal nem tudo ser um mar de rosas. Decidi começar esta crónica precisamente por este sentimento porque começo a entender que é o que mais se fala. Senti isso desde o início - no momento em que soube que estava grávida - e em que dizer que para mim era um facto complicadíssimo encaixar na minha vida foi recebido com muitos "vais-te arrepender do que estás a dizer".

A sensação de ter um bebé, de ter uma vida nos braços é indescritível. A vida a acontecer, os momentos de paixão, a ternura e aquela aura de amor são em tudo maravilhosos e incomparáveis. Mas nos últimos tempos já dei por mim a ter verdadeiros momentos de desespero em que penso: em que é que se transformou a minha vida?

Para já a minha vida é este ser pequenino que sorri na mesma proporção em que chora - o que lá vai equilibrando a balança. A sério... um sorriso de um bebé é o melhor antidepressivo desta vida. Sempre achei estranho as mulheres que se anulavam com a maternidade, mas hoje sei que isso é mais uma consequência do que uma escolha ou um desleixo.

Houve dias - e estou certa de que muito mais estarão por vir - em que me perguntam o que se passa comigo e respondo: nada. Sendo que este nada é o pior que me podia estar a acontecer naquele momento. São dias em que não acontece absolutamente nada. Fico nos mesmos m2 durante horas a fio, muitas vezes de pijama, a sentir a vida a acontecer lá fora. Acabou a liberdade de sair de casa a qualquer momento, de ir ao ginásio a qualquer hora, de decidir por mim, já para não falar em cinema, férias ou viagens. Eu sabia - desde o inicio - que esse iria ser o meu maior obstáculo e confesso que está a ser uma parede difícil de escalar. Por outro lado, dou saltos muito altos quando, por exemplo, vamos as duas no carro e consigo sorrir e sentir uma felicidade tremenda quando percebo que nunca mais estarei sozinha. Um filho é - indiscutivelmente - um ótimo propósito para quem precisa de uma motivação.

 

E convenhamos: a Vitória é uma bebé incrível. Tem-me dado noites maravilhosas (primeiro com um relógio de precisão suíço que acordava de 2h em 2h horas e ultimamente com períodos bem longos que podem ir da meia noite às seis da manhã). Se começou com sorrisos tímidos o evoluir dos dois meses brindou-nos com sorrisos rasgados e uma interacção inacreditável. Gosta de ouvir música - e tenho ouvido mais música clássica do que nunca - mas também temos os nossos momentos de Girl Power com Beyoncé e afins! Continua a amar os seus banhos na Shantala (a banheira que parece um baldinho e imita o ambiente do útero) e os nossos momentos de massagem - uso a gama Tri-Active da Mitosyl no corpo e no rosto. Derrete-se com as longas conversas que o meu pai tem com ela e estica o corpo quando vê a minha mãe (sabe bem quem a acalma sempre com um colinho delicioso). Acho que os avós são a melhor coisa que uma criança pode ter. Para além da paciência que parece infinita são uma ótima forma de dar alguma liberdade aos pais. Aproveitem bem esses avós!!! 

 

Amo vê-la a crescer mas não deixo de ficar de coração apertadito quando vejo a roupa que lhe deixa de servir: é mesmo verdade - é tudo um instante! Repito demasiadas vezes por dia “a Mãe está aqui" sabendo que só a conforta quando realmente apareço e me vê ou sente e caramba... beijo infinitamente aquela cabecinha sempre morninha e as bochechas frescas. Toda a gente garante que estes primeiros meses são os mais complicados ... mas não dá para negar que o amor que se recebe destes seres pequeninos compensa cada momento de desespero. Afinal de contas a maternidade é uma montanha russa, isso ninguém nos escondeu!  

 

 

Sobre a Mitosyl®: 

Mitosyl® é uma gama especialmente concebida para dar resposta às necessidades do bebé, passo a passo, e é uma marca de confiança dos pais no momento de proteger a pele dos seus bebés.

12
Jul17

Um Mês de Cada Vez - Powered by Mitosyl.

Ana Gomes

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  ( texto escrito a 18 de Junho 2017 ). 

 

Já perdi a conta à quantidade de vezes que comecei a escrever este texto. 

Fui sempre interrompida por um pensamento, por uma memória ou por uma prioridade chamada Vitória. 

 

Caramba... já passou um mês! A minha pequenita já tem um mês. E não há clichês suficientes para descrever todos os momentos. É uma verdade universal : o tempo passa a correr. Principalmente este primeiro mês que é uma espécie de bolha transparente onde há muito medo, muito amor, muita ansiedade e muito mimo. 

 

Nunca pensei que escrever sobre este período fosse assim tão complicado. De repente toda a noção de tempo, rotina ou urgência se transforma. E a realidade é que, como muita gente me disse, já nem me lembro do tempo que passei internada ou em repouso absoluto : ou seja, lembro-me se usar algum tempo a pensar nisso. O que senti naquela altura é apenas uma memória. Assim sendo:  aproveito para dar força a todas as pessoas que possam estar nessa situação... o famoso "cérebro de grávida" parece que se agrava com o nascimento de uma criança e esquecemo-nos de IMENSA coisa.

 

Mas... vamos lá! Depois de todo o turbilhão que foi o dia do parto os dias atropelaram-se. No hospital fui lutando contra o desconforto do pós-operatório de uma cesariana e aprendendo a tomar conta da minha bebé. Sabe o que dizem do instinto? É em parte muito verdade e acaba por funcionar para quase tudo. Penso que tinha mudado duas fraldas a vida toda e fazê-lo parece a coisa mais inata do mundo, fralda nova pronta, compressas com àgua, creme muda-fraldas e em 2 minutos a rotina está completa. O colo, o carinho, o aconchego... vamos aprendendo as duas o que funciona melhor connosco. O mais engraçado? Olhar para ela e realizar que aquele ser começou por ser um pontinho a piscar numa ecografia e que tinha evoluído desta forma... mais... tinha cabido assim dentro da minha barriga. Tudo isto pode soar ridículo mas a realização deste momento é pura magia.

 

Pelo meio houve a visita do Papa, um Benfica Campeão e o Salvador Sobral a vencer a Eurovisão. Saí do hospital "fresca e fofa" e a Amar pelos Dois eheh. Depois de uma viagem de carro bastante dolorosa ( muitas lombas e ressaltos que em nada combinam com uma cicatriz fresquinha ) cheguei a casa dos meus pais. Na bagagem trazia mais duas coisas : a minha menina e uma catrefada de hormonas prontas para me levarem para um canto e se transformarem em lágrimas de "terror". 

A ajuda nestes primeiros tempos é fulcral! Não ter de me preocupar com as minhas refeições ou com a lida da casa foi meio caminho andado para tentar recuperar parte da minha vida. 

E sublinho: todos os dias uma nova aprendizagem. 

Dizem que o primeiro mês é o mais complicado. Não posso assegurar isso. Penso que entrámos rapidamente num bom entendimento. Os primeiros tempos foram duros : a Vitória não aumentava de peso e as constantes visitas à neonatologia foram muito stressantes e cansativas, cada nova visita representava uma nova estratégia de alimentação e rotinas. E na balança não se registavam aumentos. Até que as coisas acabaram por funcionar. Cada grama era uma batalha ganha e temos ganho boas e deliciosas batalhas nas últimas semanas :) 

 

A gravidez também me ensinou que nem sempre a nossa vontade ou aquilo que temos idealizado se concretiza. Aconteceu isso com o parto e com a amamentação. Neste momento cumpre-se um plano de aleitamento materno e suplemento. Uma pequena derrota para mim... mas que se esquece quando vemos que tudo está bem e que ela está a crescer. Sei que até hoje não desisti de dar maminha muito por culpa da enfermeira Célia que me acompanhou nas aulas de preparação para o parto. Utilizo muitas das coisas que aprendi lá, e uma troca de mensagens na primeira semana ajudou-me muito a não desmotivar. E numa das idas à neonatologia para pesar a pequerrucha acabei por ir pedir ajuda à enfermeira Lurdes ( que foi incansável no meu primeiro internamento ) e que me ajudou também nesta "luta" pela amamentação. O curso pré-parto também me ajudou a lidar com naturalidade com várias coisas que aconteceram na maternidade. 

Sabem a sensação com que fico? O nascimento de uma criança é uma coisa tão normal - especialmente para estes profissionais de saúde que lidam com vários nascimentos por dia - que fica muita coisa por ensinar e por explicar. Foi nesse momento que aprendi a valorizar - ainda mais - o curso que fiz. 

 

Já em casa ainda não se viveram dois dias iguais. Tentamos criar algumas rotinas, sendo que a mais estável é mesmo a do banho. E ela - que detestava o banho nos primeiros dias - passou a adorar este momento desde que começámos a usar a shantala! Águinha bem temperada, o quarto todo pronto, damos o banhinho tentando que ela aproveite o relaxamento e seguimos para uma sessão de massagens com o Creme de Corpo Mitosyl Tri-Active. Depois vem o leitinho :) Optei pelo banho antes de jantar para depois podermos aproveitar esse momento com mais calma ( e com ela já a descansar ) .  

 

De resto é impressionante como todos os dias se nota alguma evolução e crescimento! E há um misto de alegria e "pena" quando as roupinhas deixam de servir.

 

E querem saber um segredo? Não sei quem precisa mais de colinho. Se ela do meu ou eu do dela. 

 

 

 

Sobre a Mitosyl®: 

Mitosyl® é uma gama especialmente concebida para dar resposta às necessidades do bebé, passo a passo, e é uma marca de confiança dos pais no momento de proteger a pele dos seus bebés.

10
Jul17

Vai ficar tudo bem.

Ana Gomes

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Quando descobri que estava grávida tive um dos maiores momentos de introspecção e de dúvidas da minha vida.

Tentei explicar, com delicadeza, que cuidando com carinho e com amor da nova vida que crescia em mim, vivia simultaneamente um momento de muita incerteza. Eu... que sempre sonhava ter sido mãe não estava a conseguir lidar com a concretização desse sonho do qual já tinha desistido. 

 

Depois vieram os enjoos, veio um corpo em constante mudança, veio o repouso absoluto. Cada dia que passava tudo se tornava um bocadinho mais real. Mas nunca tão real assim... 

 

No dia em que a Vitória nasceu a sala de partos esteve algum tempo em silêncio. Não sei precisar a fracção de tempo : milésimos de segundos talvez... uma eternidade para mim. O meu novo coração de mãe gelou. 

Mas antes disso senti que seria a Vitória que me ia perder. Não tive medo de nada. Absolutamente nada. Pensei na minha mãe e agonizei o sentimento de uma mãe perder uma filha. Depois pedi ao pai da Vitória que me prometesse que seria bom e paciente com ela. 

Correu tudo bem e rapidamente se confirmou o que toda a gente diz : ser mãe é inato. Na verdade, ser mãe é um momento de aprendizagem constante, enquanto a bebé aprende a viver nós aprendemos a lidar com a nova vida. 

 

Falar da maternidade exige a minha maior sinceridade: não é fácil. É verdade que o nosso Eu se transforma, como se o Ser que vivia até então dentro de nós passasse a ter-nos dentro dele. E precisasse indiscriminadamente do nosso calor, do nosso carinho, da nossa atenção, do nosso alimento e da nossa segurança. Este sentimento é avassalador. Se por um lado a nossa vida tem um sentido e um propósito por outro lado exige que saibamos ser altruístas. Ou por outra, que lidemos bem com isso 24 horas por dia. E posso assegurar que nem sempre é fácil, nem sempre é bonito, nem sempre é simples ou descomplicado. Todos os dias sinto que a minha vida está em suspenso até poder voltar a ser vivida. Acredito que volte a ser uma aprendizagem. Nada será como antes : nunca mais. 

 

Pela primeira vez senti medo de morrer. Porque pela primeira vez senti que a minha existência poderia ser fulcral para o bem estar de outro ser. Quis-lhe explicar uma coisa que ainda não pode entender: vai ficar tudo bem. 

 

Todos os dias preciso de me deitar com a certeza de que a fiz sentir-se amada. Não só quando me devolve o sorriso mais doce do mundo mas também quando chora desesperadamente e não a sei consolar. Peço-lhe desculpa. Muitas vezes por dia. Especialmente nesses momentos em que quase perco o chão por não a saber tranquilizar. 

 

Meu Amor, tudo o que preciso que saibas é que não te poderia ter sonhado mais perfeita. 

14
Jun17

Maternidade Real - Ainda não estás despachada?

Ana Gomes

 

 

 

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São 6.45 da manhã.

O despertador, vulgo Miss Vi, dá sinal. 

Que nada te falte pequenina, fralda mudada, leitinho, um bocadinho de brincadeira em cima das pernas da mãe.

São 7.30, daqui a minutos toca o outro despertador. A Vitória está sem sono e ponho música a tocar. Ela brinca, eu vou vendo uns episódios das portas dos fundos que me apareceram como sugestão no youtube. É a primeira vez, num mês, que vejo alguma coisa que se pareça com uma série. 

Vitória não tem sono e não se consegue entreter. Levanto-me para ir tomar o pequeno-almoço. Tomo-o com ela deitada na alcofa do carrinho, as duas de mão dada. 

Vitória chora... nada na fralda...terá frio? Vestimos um casaquinho. Ah... como está melhor e mais confortável! 

Voltamos para o quarto para tentar trabalhar um bocadinho, abro um e-mail: Vitória chora. Terá fome? Tem... 

Bom... se calhar era só mimo. Vitória adormece a mamar. Tento fazer o mínimo movimento e pego no telefone já que não vou conseguir responder ao email no computador. 

5 minutos e acorda. Mama um bocadinho mais. Adormece. Ficamos neste embalo 1 hora. Tento fazer cocegas no pé, falar com ela... não está para isso. Lá vem o biberon. Que maravilha! Bebe a dose normal mas quer mais! É tão fácil beber no biberon. Levanto-me e preparo um pouco mais. Bebe sofregamente. 

Mudo a fralda. São 11 da manhã.

Vitória chora. DESESPERADAMENTE. São cólicas mãmã. Ou pelo menos tudo indica que sejam. Ajudo-a a fazer ginástica, embalo-a, dobro as perninhas. Tentativa, erro, tentativa, erro. Acalma. 

É meio dia. Adormeceu no meu colo. 

 

Espera lá... é meio dia! 

Coloco-a de novo na alcofa do berço. Espero 3 minutos para perceber se - efectivamente - adormeceu. 

Vou pé ante pé até à casa de banho. Percebo que o Senhor Vulcão se escapou entre as minhas pernas. Porra - penso mas não digo - não é suposto que ande por este lado da casa. Não posso ralhar, a miúda ainda acorda, e por isso deixo que entre na casa de banho. Bonito cenário : eu enrolada numa toalha, a Vitória no carrinho a dormir e o Vulcão - todos na casa de banho. 

Entro no duche, finalmente um momento de sossego, Vitória chora, Vulcão chora.. abro a porta do poliban, falo com ela, dou-lhe a chucha. Acalmam os dois. Eventualmente acalmamos os três. 

Apresso - ainda mais - o duche. Ponho óleo no corpo para antecipar o tempo que não vou ter para por creme.

Embrulho-me na toalha, empurro de volta o carrinho e vou - agora a correr - a fugir do Vulcão que, ao descobrir o óleo nas minhas pernas, tem como missão lambê-las. 

 

Mensagem no telefone : então ainda não estás despachada? 

 

Respiro fundo. Sabem quem acordou? 

 

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29
Mai17

O projecto do quarto da baby :

Ana Gomes

Hoje quero-vos mostrar o quarto da Miss Vi. 

Bom... não é propriamente o quarto onde ela está agora ( improvisámos um ambiente super querido para ela no meu quarto em casa dos meus pais ) mas sim o quarto que irá ter na casa nova.

 

Já vos tinha falado do projecto - desenvolvido pela This Little Room - e que foi todo construido com mobiliário da La Redoute. A ideia nesta fase era já estar tudo montadinho - aliás a entrega dos materiais foi super rápida - mas ........ não temos a casa pronta! Alguém mais desespera com obras? As minhas já são piada na família e no bairro. Claro que estou optimamente em casa dos meus pais mas causa-me imensa ansiedade pensar que a casa não está pronta e que é preciso organizar toda uma mudança com uma bebé muito pequenina. Se bem que.. por este andar já ela vai estar na escola primária quando tudo estiver pronto!!! 

 

Brincadeiras à parte: a obra está finalmente a ser pintada - sendo que ainda faltam janelas, chão, casas de banho e cozinhas. A perspectiva das divisões pintadas é logo animadora e o quarto mais especial é naturalmente o da baby : todas as paredes da casa são brancas menos as do quarto da pequerrucha. 

 

O projecto final será mais ou menos como podem ver nestas imagens :

 

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Estou ansiosa por ver tudo montado e para começar a arrumar as coisinhas dela no quarto! Entretanto - e porque ter tanto tempo entre um projecto e uma obra dá nisto - comecei a magicar outro papel de parede e à partida as nuvens vão sair e vamos optar por um papel mais "fun" que depois vos mostro. Os tons da parede oposta são da Barbot e escolhemos o Rosa Inocência e o Branco Leite e vamos coordenar as cores do novo papel de parede com as que escolhemos para o quarto - tintas e tapetes. 

 

Os links para os produtos escolhidos na página da La Redoute. 

 

 

 

 

Podem saber tudo sobre a concepção do espaço no blog das queridas decoradoras : This Little Room

 

 

 

 

 

16
Mai17

A minha ausência está mais do que justificada não é ?

Ana Gomes

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Esta minha ausência está mais do que justificada não é? 

 

Nos minutos que vão "sobrando" tento ver umas mensagens, devolver chamadas, ver uns emails e não perder o fio à meada. Mas claro que tenho noção que vai ficar muita coisa pelo caminho : não importa! É que não importa mesmo nada. 

 

Para já o que vos posso dizer é que a maternidade é tudo aquilo que vos disseram. Isso mesmo... tudo! Maravilhoso, terrível, delicioso, aterrador, apaixonante, complexo. 

 

Nem sei bem o que nos acontece, ou que me aconteceu, que ainda ontem estava a olhar para ela e só pensava: é minha filha... minha... filha. Num misto de espanto e de certeza. 

 

Não há como mentir. Apesar de ser mágico - se pensarmos que vimos esta bebé pela primeira vez como um ponto de luz que piscava num ecrã e que agora é uma pessoa pequenina - é também uma dor constante, uma preocupação e um medo sem fim. E parece que não melhora... só se altera. 

 

Ainda é cedo para poder dar conselhos, dicas ou recomendações. Mas o pouco que aprendi nestes dias é que o mais saudável é não criar expectativas. Aceitar as coisas como elas são e tentar fazer delas o melhor que podem ser. Todos os dias são uma Vitória e no nosso caso é mesmo isso... literalmente! 

 

Obrigada pelo carinho, pelas mensagens, pelo apoio e por toda a energia positiva! 

Obrigada a todos os tios "virtuais", a todas as marcas e a todos os que nos têm enviado as coisas mais giras que fazem desta miúda uma verdadeira princesa! Imaginam a quantidade de fotos que enchem o meu telefone? Ela um dia vai ver isto tudo ;) 

 

 

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