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A Melhor Amiga da Barbie

23
Mai17

O Mundo da Maternidade - 1.

Ana Gomes

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Aaaaah o mundo da maternidade. 

Aquele período que tiras para estar em casa a recuperar e a tomar do bebé, aquele momento em que vais ter tempo para organizar uma série de coisas pendentes. 

 

Aaaaaah o mundo da maternidade.

Aquele período que tiras para estar em casa a recuperar e a tomar conta do bebé, e até recuperas muita rápido... mas não tens tempo para coisa nenhuma e achas que se não tivesses pessoas a ajudar não conseguias sair da cama nem mudar o pijama sujo de leite. Coisas organizadas? ZERO! Cabeça? Em modo papa. 

 

A meio da noite lembro-me de coisas que tenho de tratar com urgência - e a urgência fica para outra altura. 

Dou todos os dias graças aos meus pais e ao Tiago pela ajuda e pelo apoio. E lá se vão levando as coisas :) 

A regra numero um tem sido não me por totalmente de parte, aproveitar que esta miúda até dorme bem para tomar uns banhos relaxantes e arranjar-me o suficiente para não dar cabo da auto-estima! Mal tenho ligado o computador e tenho a sensação que tudo fica a meio... e há sempre quem diga "dorme enquanto ela dorme" e lamento informar que isso nem é possível. Duas horas de intervalo parecem 10 minutos na minha "vida anterior". 

 

Para evitar que saia de casa os meus pais têm-se revezado nas idas à farmácia e eu tenho feito as compras não urgentes online. 

 

Depois do parto encomendei uma cinta para me ajudar a suportar as costas por causa da costura, um aspirador nasal para a Vi e mais alguns produtos da Medela para mim. 

Já conhecia a marca e já me tinham oferecido alguns produtos mas considero mesmo ULTRA importante para optimizar a maternidade. Mamilos de silicone, os absorventes para o soutien, o próprio soutien já para não falar da bomba ( tenho a super poderosa Swing Maxi Duo ) que tem sido determinante para conseguir levar avante o plano da amamentação ( falo-vos disso noutro post ). Fiz estas encomendas na Sweet Care que é uma loja online portuguesa de produtos de cosmética e bem-estar. As encomendas chegam num prazo de 24h depois de serem validadas o que dá imenso jeito! :) 

 

Num universo completamente diferente descobri a Rebento, uma loja online que tem imensos produtos de ecopuericultura, ou seja, dentro da filosofia com que mais me identifico. Já a tinha mencionado no Instagram e no Facebook e de lá comprámos para a Vi uma toalha de banho de bambu ( que é um avental que vestimos e que nos permite maior segurança ), uma chucha sem pega e o swadlle da Ergobaby. Já tínhamos comprado a banheira Shantala noutro sitio mas também se vende lá e o mesmo com o nosso carrinho : o GreenTom. 

Todas as dicas e partilhas são bem-vindas:) 

É que isto é literalmente sempre a aprender! 

 

 

 

19
Mai17

Vamos falar do parto?

Ana Gomes

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Sou mãe há exactamente uma semana. 

E passei praticamente 9 meses a pensar e a ter certezas absolutas sobre o parto e certas coisas da maternidade. 

Bom... na verdade eu não tinha a certeza do que iria acontecer ( claro ) mas tinha a certeza da minha vontade e de como a queria levar a bom porto. 

 

Antes de continuarem a ler o texto... gostava de deixar o meu conselho a mães grávidas e que estejam próximas da data do parto: não continuem a ler. A nossa história acaba bem ( estamos aqui as duas para a contar ) mas confesso que um dos meus maiores factores de ansiedade perante o dia "D" se prendeu com a partilha de experiências espontâneas que várias pessoas tiveram comigo : a cabeça começa a entrar em loop, pensamos: "eu não sei se aguento passar por isto" e por aí fora. Mais vale não ler, não ouvir, não saber e ser guiado pela equipa médica e pelo nosso instinto. E acreditem : o que na altura vos parecer horrível depois... esquece-se mesmo! 

 

Mas voltando a nós! A Vi estava encaixadinha para sair há bastante tempo, aliás, isso valeu-nos um internamento e várias semanas de repouso absoluto. Mas a última ecografia mostrava um bebé pequenino e que teimava em não engordar na barriguinha. Decidimos que, se a menina não nascesse até dia 11 de Maio, o parto seria provocado no dia 12. 

 

E assim foi. Fomos cedinho para a maternidade, malas no carro, coração aos pulos e umas lágrimas nos olhos. Fiz o caminho do Bairro Alto para a Expo junto ao rio e fui toda melodramática a imaginar que aquela seria a última vez que veria o mundo assim... sozinha. 

 

O parto foi induzido por uma enfermeira que durante TODO o processo me explicou tudo o que ia acontecer. Foi mesmo super atenciosa e detalhada ao longo do dia, explicou-me tudo o que iria sentir, o que se estava a passar e como me podia "defender". Foi também esta enfermeira que percebeu que a menina Vitória tinha recuado em relação ao dia anterior quando fui observada, conclusão: um trabalho de parto que se previa relativamente rápido...não iria ser. 

 

Abreviando a história e as várias horas que passei entre toques e CTG houve dois momentos em que as coisas se complicaram. E sim.. a meio da tarde já tinha pedido a deliciosa epidural, depois de ter rebolado muito na bola de pilates e de me ter contorcido um bocadinho na cama. Lembro-me de dizer ao Tiago que - no que a mim me dizia respeito - a Vitória seria filha única. Mas também sou obrigada a dizer que não me lembro em absoluto da dor que senti. A minha Mãe também já estava connosco quando as coisas se começaram a complicar : o primeiro desaceleramento cardíaco. Puseram-me a oxigénio e ajudaram-me a controlar a situação.

 

Sabem o que senti neste momento? Zero medo. Senti uma tristeza e um peso no coração por saber que a minha Mãe estava a assistir a tudo isto. Fiz-lhe sinal para sair do quarto e só pensava que nenhuma Mãe merecia assistir a isto. Foi neste momento que fiquei realmente nervosa e assustada.

Passado uma hora o cenário repetiu-se e a minha Obstetra - Dra. Ana Cristina Marques - explicou-me que não podíamos correr riscos e que teríamos de avançar para uma cesariana. 

A minha cabeça dizia Não! Já chegámos até aqui, fizemos tudo o que tinha de ser feito, eu não quero uma cesariana. Mas não precisei de verbalizar nada, durante vários meses eu manifestei a minha vontade de ter um parto normal, a Dra. sempre disse que esse era o caminho que iríamos levar, ajudou-me e esteve ao meu lado durante toda a tarde. Eu tinha de acreditar que aquela decisão era fundamentada ( como se dois momentos de susto não fossem o suficiente ). 

 

Seguimos para o bloco, eu desolada, a minha mãe a dar-me força, toda a equipa a motivar-me. Depois de tudo preparado deixaram o Tiago entrar no bloco e em pouco tempo a Vitória estava connosco. O meu mini bebé perfeitinho. 

Achei - não sei bem porquê - que não iria sair daquela sala de parto. A minha menina nasceu sufocada pelo cordão, a cesariana foi - sei-o agora - a decisão mais acertada. 

É obrigatório agradecer às pessoas que lutaram pelo direito do Pai estar presente na sala de partos durante a cesariana. Poder ter o Tiago ao meu lado, poder desabafar com ele, explicar o que sentia, termos o privilégio de agarrar na nossa menina mal nasceu... é um direito de ambos. Apesar da epidural consegui sentir tudo o que aconteceu e lembro-me de lhe dizer que estava a sentir que a nossa menina ia nascer e uns segundos depois do meu coração ter parado de bater fora do meu corpo ( os segundos das manobras que tiveram de ser feitas por causa do cordão ) a Vi estava entre nós os dois. 

 

A minha mini bebé nasceu no dia 12 de Maio, às 18.20 com 2,600kg e 46 cm. Para infelicidade de 90% da equipa médica não decidi mudar o nome para Francisca - em homenagem ao Papa que tinha acabado de chegar a Fátima. 

 

 

Obrigada Mamã por teres estado sempre do meu lado. Obrigada Ti por uma menina tão perfeitinha - e por não teres desmaiado na sala de parto. 

16
Mai17

A minha ausência está mais do que justificada não é ?

Ana Gomes

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Esta minha ausência está mais do que justificada não é? 

 

Nos minutos que vão "sobrando" tento ver umas mensagens, devolver chamadas, ver uns emails e não perder o fio à meada. Mas claro que tenho noção que vai ficar muita coisa pelo caminho : não importa! É que não importa mesmo nada. 

 

Para já o que vos posso dizer é que a maternidade é tudo aquilo que vos disseram. Isso mesmo... tudo! Maravilhoso, terrível, delicioso, aterrador, apaixonante, complexo. 

 

Nem sei bem o que nos acontece, ou que me aconteceu, que ainda ontem estava a olhar para ela e só pensava: é minha filha... minha... filha. Num misto de espanto e de certeza. 

 

Não há como mentir. Apesar de ser mágico - se pensarmos que vimos esta bebé pela primeira vez como um ponto de luz que piscava num ecrã e que agora é uma pessoa pequenina - é também uma dor constante, uma preocupação e um medo sem fim. E parece que não melhora... só se altera. 

 

Ainda é cedo para poder dar conselhos, dicas ou recomendações. Mas o pouco que aprendi nestes dias é que o mais saudável é não criar expectativas. Aceitar as coisas como elas são e tentar fazer delas o melhor que podem ser. Todos os dias são uma Vitória e no nosso caso é mesmo isso... literalmente! 

 

Obrigada pelo carinho, pelas mensagens, pelo apoio e por toda a energia positiva! 

Obrigada a todos os tios "virtuais", a todas as marcas e a todos os que nos têm enviado as coisas mais giras que fazem desta miúda uma verdadeira princesa! Imaginam a quantidade de fotos que enchem o meu telefone? Ela um dia vai ver isto tudo ;) 

 

 

17
Abr17

Update da Maternidade - 34 Semanas.

Ana Gomes

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Está praticamente a fazer uma semana que tive alta do hospital. 

Vim para casa com as mesmas recomendações: estar deitada, fazer o mínimo de coisas possível ( basicamente tomar banho e ir à casa de banho ), continuar com a medicação que fazia no hospital e beber muita água. 

 

Ponderei um bocadinho antes de escrever este post ( um bocadinho que demorou quase uma semana ) mas sei que de alguma forma há sempre quem queira ter noticias e quem se acabe por relacionar com esta situação. 

 

Primeiro importa referir que apesar de parecer isso.. isto não é propriamente uma queixa! Apesar de estar altamente condicionada sei que há pessoas em situações bem mais complicadas que a minha... mas enfim... também não posso dizer que isto é fácil porque sejamos francos : não é! 

 

A semana que passei internada foi um balanço de desespero e alivio: estava a desesperar por estar fechada, altamente condicionada, com muitas saudades do meu ritmo, das minhas coisas e basicamente da minha vida. Depois ficava sempre incomodada por estar a dar um trabalho extra aos meus pais que foram sempre incansáveis... kms e kms para me visitar todos os dias e vários mimos que tornaram as coisas mais fáceis. Várias passagens pelo celeiro antes de me ir visitar, um banana bread ainda morno que saiu do forno lá de casa para o hospital, água de coco, uma entrega de refeições macrobióticas, revistas, livros. Enfim! Tudo o que me pudesse ajudar a normalizar. O Tiago que ia dividindo o dia entre o escritório e o hospital e a minha família e amigas que se foram organizando para passar por lá. 

Assumo que a minha cara fosse de desespero em alguns momentos... várias vezes ouvi o Tiago a tentar confortar-me e a dizer que só queria poder levar-me para casa. Já nem sei quantas horas passei a olhar pela janela sem fazer mais nada. E chorei claro... não muito, mas algumas vezes.

Estar internada também foi um alivio porque senti-me muito bem acompanhada. Fazia exames várias vezes por dia, a equipa de enfermagem do hospital da CUF Descobertas foi sempre atenciosa e isso facilita muito as coisas. De certa forma sentimos que se algo tiver de acontecer... aquele é o lugar certo para estar. 

Foi por isso que a alta foi recebida com um misto de receio e de felicidade extrema. Arrumei o quarto sozinha e em 5 minutos e quando me fui despedir da equipa de enfermagem nem me reconheceram. Compreendo : viram-me mais de uma semana de camisa de dormir do hospital é normal que de repente parecesse uma pessoa estranha. 

 

Voltar para casa foi duzentas vezes melhor do que a semana anterior ao internamento. É que de repente tinha vivido uma semana ainda mais condicionada e este cenário parecia mais tolerável. E é! Não faço as refeições no quarto, a minha mãe cozinha divinamente ( e tudo do bom e do melhor ) - para terem uma ideia nos últimos 3 dias que estive internada nem conseguia comer direito a comida do hospital, enjoei o cheiro, o sabor, os horários... - mas garanto-vos que não é pêra doce. Ter o Vulcão por perto o tempo todo ajuda... acreditam que morria de saudades dele no hospital? Sabia que estava a ser super bem tratado mas... achei que se podia sentir abandonado ou confuso. 

Depois há outras dificuldades... pego no computador em esforço - estou fartaaa do computador -, não tenho vontade de ler, não consigo manter uma conversa, já cheguei ao ponto de ficar irritada ao ver uma série porque as personagens saiam para ir jantar e ver um concerto e eu... há 4 semanas que não saia da cama. Pode ser estupido e mimado na vossa óptica mas acreditem : não vale a pena criticar. Só quem está privado é que sabe o que sente. 

Tento encontrar uma metáfora mas o melhor que sei dizer é que a minha vida está em pausa. Depois já sei que entrará num acelaramento sem fim... mas o que se vive é o agora. 

Amanhã há mais exames e novas considerações. A barreira que definimos foram as 36 semanas ( ficam a faltar duas ) e o que me importa neste momento é saber que ela está bem e sem sofrer. O resto... logo se vê. 

E já sei : tenho que ter paciencia. Mas nem acho que esteja a ser muito impaciente. 

 

Apesar de desejar profundamente a pior coisa que se pode querer : que o tempo passe muito rápido. O mais rápido possível. 

05
Abr17

Apetece-me...

Ana Gomes

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Eu sei que o fim compensa o sacrifico. Eu sei que tudo vale a pena. E até tento não pensa nesta pausa gigante em que a minha vida se tornou. Mas agora... 

 

Apetece-me Comer : 

 

Ovos mexidos, estrelados ou escalfados;

Panquecas;

Sumos Verdes;

Fruta Tropical;

Banana Bread;

Arroz Integral;

Tostas com Abacate;

Abacate de Qualquer Forma;

Uma Salada 

 

Apetece-me : 

Abraçar o meu cão;

Apanhar Sol;

Ver o Rio ou o Mar;

Ficar sentada numa esplanada com os meus amigos;

Conseguir escrever;

Curtir os últimos dias da gravidez;

Namorar. 

 

 

 

 

 

 

04
Abr17

A segunda bomba a cair e estamos... internadas!

Ana Gomes

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E ontem caiu a segunda "bomba". 

 

Fui à consulta de rotina, cheia de energia e feliz por sair de casa. 

Mal cheguei à clínica puseram-me a fazer um CTG e estava animada e feliz por ter o Tiago comigo e todo bem disposto. Estávamos inclusivamente a "dançar" porque ele dizia que o barulho da máquina lhe lembrava uma rave. E riamos : felizes.  

Até que ele me disse que o ritmo ficava diferente numa passada constante. E eu pensei imediatamente : merda. Vou ser internada. 

 

5 minutos depois a obstetra entra e diz " Ana... lamento... sabe o que vai acontecer? Não quero que esta bebé nasça já e vamos ter de lhe dar medicação e hidratar... vou mandá-la para o internamento." Esperei que ela saísse e comecei a chorar. 

Passaram-me mil coisas pela cabeça. Não tenho medo que a Vitória nasça, não tenho medo do parto, mas não sei bem explicar o que senti : impotência, frustração, desconforto, aquela coisa egoísta de ficar presa num hospital por tempo indeterminado... não pensar que isto me pudesse acontecer... enfim! Não podia ser mais sincera. Foi um misto de impotência, frustração e desconforto. 

 

Tinha uma janela de hora e meia para passar de um hospital para outro e decidi nem ir a casa. Precisei de ir dizer um até já ao Vulcão. Chorei um bom bocado, ele confuso a lamber-me as lágrimas da cara e eu abraçada a ele - drama! ahaha Agora tenho vontade de rir de todo este cenário mas fiquei mesmo descompensada. 

Entretanto temos uns amigos mesmo maravilhosos que se prontificaram para - mais uma vez - ficar com o nosso Vulcão para não estarmos preocupados com a logística :) Tenho a certeza que ficou optimamente e hoje deve ir para casa dos meus pais. 

 

Por falar neles... já se sabe... são do caraças. Apesar de ter dito que não valia a pena fazer a viagem, porque estava a ser internada de noite e ia passar por uma série de logísticas que me iam impedir de lhes dar atenção e etc, puseram-se cá ainda eu não estava de bata. Com uma mala com tudo o que podia precisar ( e que nem tinha pedido porque o Tiago ia buscar a casa ). Mãe é mãe e não faltava NADA das minhas rotinas de beleza ( desconfio que viu o meu live no facebook da semana passada e trouxe tudo o que faria sentido num hospital ). 

 

O Tiago tem passado aqui bastante tempo, o que sempre ajuda, e a família tem-se desdobrado. A minha cunhada até me fez o favor de passar na RFM para trazer algumas coisas para que possa tentar trabalhar já que estava meia ansiosa com isso também. 

A boa noticia é que aparentemente as contracções desapareceram e já levei a última injecção para a maturação dos pulmões : ou seja... se por acaso as contracções se mantiverem assim durante o dia de hoje posso ter alta nos próximos dias. Uma alta do hospital... volto para casa mas sempre estou no meu espaço :) 

 

Miúda apressada esta! :) Sim... todos te queremos conhecer e saber como és. Mas fazemos todos o esforço de esperar um pouquinho mais... podes aguentar firme bonequinha? :) 

 

 

 

 

28
Mar17

A Alimentação e a Maternidade - 2 - Dra. Iara Rodrigues

Ana Gomes

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A minha segunda consulta com a Dra. Iara Rodrigues correu mesmo muito bem. 

Como vos expliquei neste post senti muita empatia e senti-me mesmo compreendida na primeira consulta e creio que isso foi meio caminho andado para o "sucesso" deste processo. Depois há outra coisa que acho fundamental , falamos a mesma linguagem alimentar, não há criticas pelo facto de não comer carne : há alternativas. 

 

Ate à consulta estava a correr tudo lindamente com a gravidez e com o ganho de peso : no total - e em 29 semanas - tinha ganho apenas 3 kg e aumentado uns cms na zona abdominal e inclusive reduzido na zona da anca. Para além disso a retenção de líquidos - que vive em mim.. - estava equilibrada : ou seja, para quem tem um historial como o meu estava tudo sob controle : nada de tornozelos inchados, ou edemas mais chatos. 

 

Digo "até à consulta" porque tenho perfeita noção que o paradigma mudará significativamente agora que estou deitada mais de 23h por dia! Mas tudo se resolverá :) 

 

Vamos ao que interessa. Com o avançar da gravidez comecei a sentir mais fome, tinha inclusivamente de me levantar depois de jantar para comer mais qualquer coisinha. Tenho dito, por brincadeira, que achava que sabia o que era ter fome ( ou apetite, como quiserem ), mas que na realidade só descobri o que isso era com a gravidez. Então a pessoa acaba de comer e nem meia hora depois sente todo um vazio? E nem é um vazio existencial... é mesmo um vazio no estômago! A solução foi fácil de encontrar, fazer mais um lanche e fazê-lo com alimentos mais substanciais! Comer - por exemplo - uma tosta de salmão, ou uma tosta de atum! Dessa forma iria com menos fome para o jantar e comendo a mesma dose de sempre... tinha menos fome depois! 

E funcionou! 

 

O melhor de tudo é que saí da consulta munida de receitas! Almôndegas de Tofu, pizza saudável, oopsies, brownies de batata doce, chips de couve, imensos smoothies e sumos verdes e o banana bread - que fez imenso sucesso por aqui.  Tenho imensas receitas para testar o que fazem com que a alimentação não tenha de ser nada aborrecida! 

 

É claro que desde que estou deitada e em repouso que alterei um pouco os hábitos alimentares. Estranhamente tenho muito mais fome - talvez por andar menos ocupada - mas tento fazer refeições muito pensadas e com boas doses de proteína para não ficar - ainda mais - molinha :) 

 

Hoje fiz as seguintes refeições : 

 

Pequeno-Almoço : 

 

Banana Bread - 2 fatias

Taça de "café" solúvel com leite de aveia ( batido até fazer espuma )

 

Almoço :

 

Arroz integral, lentilhas, abacate, couve e cenoura salteadas. Temperado com molho de soja e sementes tostadas

 

1 laranja pequena e 3 nozes

 

Lanche : 

 

Batido de Manga com Leite de Arroz Linhaça e Sementes de Cânhamo ( inteiras para mastigar )

4 Galetes de Milho 

 

Ainda não sei ao certo o que vou jantar mas será certamente uma sopa e eventualmente alguma proteína :) 

Tenho bebido sempre uma infusão de Camomila, Funcho e Valeriana para dormir melhor e fazer bem a digestão.

 

Atenção! Se estivesse com a minha vida "normal" e super activa faria outra refeição a meio da manhã e pelo menos 3 lanches :) Como estou deitada tenho-me tentado controlar!  

 

Ah! E caso tenham ficado a babar para a pizza e até tenha sido a imagem que vos trouxe até aqui... deixo-vos uma adaptação da Receita de Pizza Saudável de Couve-Flor da Dra. Iara : 

 

Ingredientes : 

1 Couve Flor

1 Dente de Alho 

1 Colher de Sopa de queijo parmesão light ou 2 colheres de sopa de Aveia em Farinha

1 ovo inteiro batido

1/2 Chávena de Chá de Mozzarela Light

3 Colheres de Sopa de Molho de Tomate ( de preferência Bio ) 

Sal, Oregão e Mangericão a gosto

Na adaptação junto alguns extras como : Beringela Laminada e Cebola Roxa Fatiada Grosseiramente 

 

Como fazer :

Pré-aquecer o forno a 180º

Triturar a Couve-Flor num processador e transferir para um pano para retirar o excesso de àgua. 

De seguida colocar uma taça e juntar o alho, sal, oregãos, queijo parmesão e o ovo batido e misturar muito bem - esta será a massa de pizza. 

Colocar a massa numa forma de pizza e levar ao forno por 20 minutos. 

Retirar do forno e colocar o molho de tomate, a mozzarella e caso queiram colocar alguns extras este é o momento! Levar de novo ao forno para gratinar o queijo e cozinhar os restantes ingredientes. 

 

Retirar do forno, colocar o mangericão e servir imediatamente! :) 

 

 

 

Para informações sobre consultas podem enviar e-mail para info@iararodrigues.com, caso queiram marcar basta ligarem para o 21 011 6410 ou 93 474 8192 

 

Facebook Dra. Iara Rodrigues. 

 

 

27
Mar17

E se ficamos em casa? Que cuidados de beleza dispensamos?

Ana Gomes

 

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Este post pode parecer ridículo mas tenho a certeza que haverá muita gente por aí a identificar-se. 

Podem fazê-lo só secretamente... ninguém julga ninguém por isso ahahah. 

 

Desde que estou "de cama" que tenho pensado um bocado sobre cuidados de beleza. 

Não estou a falar de cuidados de higiene - quem me tira o meu banho tira-me tudo... e nem que seja pela sanidade mental de trocar de pijama faço por me levantar da cama e por me arranjar minimamente - falo sim de hidratação, depilação, cremes de olhos, cremes de firmeza... maquilhagem... enfim! O que quiserem imaginar! 

 

A verdade é que uma pessoa sai da cama para a cama e vale a pena a rotina de beleza? Eu acho que sim! Podemos transportar a situação para um domingo em que não saem de casa, dois dias de férias que tiraram para organizar coisas... enfim... não preciso que transportem a vossa imaginação para uma baixa chata em que não se podem levantar da cama. 

 

Quando me pus a pensar nisto, lembrei-me daquela velha história do "tenho um date.. lá vou ter de tratar da depilação". Qual é a margem que separa o estarmos "bem" para nós mesmas... de estarmos "bem" para os outros? Porque é que temos de ser desleixadas ou menos cuidadosas só porque vamos passar o dia connosco mesmas?

 

Ok... em primeira análise até admito que não seja o momento para usar um smokey eye, ou carregar a pele com base ou produtos desnecessários : dou de barato.. não acho que seja necessário ou vantajoso. Mas porque não colocar o óleo drenante? Porque não correr todos os pontos do corpo com creme hidratante? E no rosto? Porque é vamos deixar de passar o tónico ou o contorno de olhos e saltamos logo para um cremezinho que nos deixe a pele confortável? 

 

Nah... até ver não me quero deixar levar por cantigas. A pele é um orgão e não deve ser mal tratada! Por isso, mesmo saltando debaixo do edredon para cima do edredon não vou dispensar tudo aquilo a que tenho direito. E sim... no final ainda ponho um BB Cream e uma máscara de pestanas que posso ter que passar pelo espelho durante o dia. ahaha E perfume? sim! Uma colónia fresquinha e leve que isto não tem muito como evaporar e os lábios cheios de hidratante. 

 

A verdade é que as rotinas de beleza que se mantêm evitam que tenhamos de fazer tratamentos de choque à priori. Uma pele que começa a ser desleixada  - a nível de hidratação - terá de ser muito mais trabalhada a todos os níveis - desde o aspecto à firmeza - depois. 

 

O meu conselho é que façam esse esforço extra! Por vocês mesmas :) Afinal de contas nestas alturas tempo é o que não nos falta... até nos pode faltar paciência - estou solidária, mas não nos pode faltar amor próprio nem vontade de estarmos bonitas. 

 

Mesmo que um cão seja a nossa única companhia! 

 

 

24
Mar17

E aconteceu aquilo que mais temia na gravidez...

Ana Gomes

... e não era o Parto. 

Era mesmo ir a uma consulta e mandarem-me para casa descansar. 

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Eu não gosto de estar em casa. Ou melhor : eu não gosto que me obriguem a estar em casa. Aprecio imenso a minha liberdade e a minha possibilidade de decidir o que quero ou não fazer. 

Por momentos ainda pensei : "Ah... boa! Vou organizar o caos todo que tenho para organizar e preparar tudo direitinho para a mudança e para a maternidade. " mas foi no mesmo momento em que ouvi " é para estar deitada, sem pegar em pesos, sem fazer esforços, acabou o ginásio, acabaram-se viagens e grandes passeios... aliás... o ideal é mesmo ficar entre a cama e o sofá." 

 

Eu até entendo a estratégia... a minha vida é tão fixe que a miúda queria nascer. Se me obrigam a ficar fechada em casa num mega aborrecimento ela vai reconsiderar... vai pensar "epá... se é isto que se passa lá fora deixa-me ficar aqui sossegada". 

 

E sim... eu sei que é por um bom motivo. Que é cedo para ela nascer - estamos a entrar nas 31 semanas - que é tudo por um bem maior. 

 

Até lá sopas e descanso. 

 

E sim... SOPAS... que uma pessoa ficar semanas deitada na cama não pode resultar em coisa boa. 

 

 

 

 

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