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A Melhor Amiga da Barbie

26
Dez17

Um mês de Cada Vez - Crónica MITOSYL - Esta perfeição e uma mensagem para todas as mães.

Ana Gomes

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>Acabei de adormecer a Vitória. 

Adormeceu a sorrir comigo a fazer-lhe festinhas na cabeça. 

A minha filha é perfeita e não a podia ter sonhado melhor do que ela é. 

 

A primeira vez que estive longe dela desde que nasceu deixei um caderno no meu quarto com isto mesmo escrito "Amo-te Meu Amor. Não te podia ter sonhado mais perfeita". Eu... que sempre tive medo da vida e nunca do seu oposto... temi que no momento em que me afastasse dela algo me pudesse acontecer e não lhe pudesse dizer aquilo que precisava que ela soubesse sempre. Fui o caminho todo a tremer e enviei uma mensagem a uma das melhores amigas e fiz-lhe prometer que se me acontecesse alguma coisa ela faria a Vitória sentir isto mesmo: que eu não a podia ter sonhado mais perfeita. 

 

Há dias... momentos únicos, deliciosos que fazem o coração transbordar. Um sentimento que é maior que Amor. Que nos deixa com a barriga gelada, o corpo a ferver e uma vontade absurda de engolir o nosso bebé tal é a complexidade daquela felicidade louca. 

Há dias... momentos difíceis, duros. Em que o cansaço toma conta de nós. São muitos meses sem dormir uma noite inteira, sem saber pensar primeiro em nós, com um choro que nos entra pela ouvido e um desespero que acampa em nós e nos faz quase gritar que não sabemos mais o que fazer ou pensar. O que se passa? Porque não paras de chorar? O que foi? 

 

A maternidade é dos processos mais complexos pelo qual a vida nos faz passar. É avassalador porque nos esmaga e ao mesmo tempo gigante porque nos mostra que somos capazes de muito mais: física e emocionalmente. Os bebés precisam de colo... mas acreditem que as mães também! 

 

E não me canso de dizer que não há clichés suficientes para descrever isto tudo. Hoje sentei-me a pensar que há coisas que gostaria de ter sabido. Palavras que gostava que me tivessem dito. E decidi escrevê-las para quem precisar de as ler... e acima de tudo para não me esquecer disto. 

 

- Aproveita a gravidez. Namora a barriga, o teu corpo, namora também o bebé que cresce dentro de ti e aprecia cada momento e a magia que te está a acontecer. 

 

- Cria memórias: momentos felizes onde planeaste e sonhaste uma vida com o teu bebé. Deixa que te mimem, aceita todos os carinhos, cedências, palavras de conforto e acima de tudo toda a ajuda.

 

- Não sejas demasiado dura contigo própria. A gravidez é uma fase muito particular na tua vida. Nem tudo é culpa das hormonas mas acredita, há muitas coisas que são. Se as lágrimas caírem... logo retocas a maquilhagem. 

 

- Não ponhas a tua vida em stand by pela gravidez. Podem ser necessárias adaptações... podes ter algumas privações... mas procura um estilo de vida com o qual te sintas bem. O bebé é muito importante mas o teu bem estar é mais de meio caminho andando para que tudo possa fluir naturalmente. 

 

- Confia na Mãe Natureza. Se sentes que tens de abrandar ou parar faz isso mesmo. Há dias em que tudo o que vais querer é ficar em casa. Fica :) É o teu ninho e tudo faz sentido.

 

- Quando o teu bebé nascer confia no teu instinto. No final saberás sempre o que é melhor para ele. Ainda que toda a gente te possa dar um conselho ou tenha uma opinião a dar... tu saberás o que fazer.

 

- Não cries demasiadas expectativas ou verdades absolutas. Todas as experiências são novas e diferentes. Todos os dias são diferentes e as rotinas demoram a estabelecer-se. Nunca digas nunca... nem sempre. Aprende a ser flexível e a gerir cada dia - ou cada hora - como merece ser gerida.

 

- Aprende a dizer não. Diz não às visitas que não queres receber, diz que não fazes, que não consegues, que precisas de outro apoio ou de uma ajuda extra. Um par de mãos nunca é demais quando um novo ser vem ao mundo. E nem sempre tem de ser para o agarrar. Pode pura e simplesmente ser para nos dar mais tempo para aquele namoro bom. 

 

- Respeita-te. As tuas vontades, os teus ritmos, as tuas necessidades. Demora tempo no banho, marca uma massagem, aprende a gerir a vida também contigo. Uma mãe feliz é um bebé feliz. 

 

- Respira fundo. Se a amamentação não corre bem, se o bebé acaba a dormir na cama contigo... se hoje tens de lhe dar fruta do boião. Mesmo que tenhas jurado a ti mesma que nada disto iria acontecer. 

 

- Aproveita todos os momentos. Vive o vosso crescimento. Quando nasce um bebé nasce uma mãe e vais descobrir que és uma pessoa ainda mais incrível! 

05
Dez17

Um Mês de Cada Vez - Crónica MITOSYL 5 e 6 Meses.

Ana Gomes

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E num voo passámos os 5 e os 6 meses. A minha bebé já tem meio ano ( uau ) e é um poço de simpatia. 

 

Sou uma mãe ultra babada porque adoro esta característica da Vitória : ri muito, presta muita atenção às pessoas e tem uns olhinhos doces que nos derretem em mil beijos e abracinhos. 

 

Estamos - aos poucos - a tentar encontrar o melhor equilíbrio entre as necessidades de todos. Já sabem que sou aquela chata que acha que todos precisamos dos nossos ritmos e dos nossos tempos. A Vi é a nossa prioridade - o conforto e o bem-estar dela sempre em primeiro lugar - mas... eu também tenho de trabalhar, tenho de encontrar um tempinho para as minhas coisas e não devo - nem posso - sentir-me mal por ter essa necessidade. 

Faço uma ginástica diária para coordenar horários e compromissos e quando é mesmo necessário desmarcar... desmarca-se. Certo?  Claro que esta é a atitude lógica e é o passo que costumo dar... mas às vezes bamboleio até parar aquele sentimento esquisito aqui dentro que me diz : está tudo certo, e mesmo que as pessoas não compreendam, ou que seja mesmo chato desmarcar alguma coisa em cima da hora... esta é a atitude correcta. 

 

Será justo partilhar que os meus principais receios foram resolvidos sem dramas : a Vi adora comer e ... adora a escola. Entrego-a de olhos fechados porque todos os dias vejo o carinho com que tratam todos os bebés, as actividades... os momentos de mimo. Por brincadeira até costumamos dizer que a estragaram na escola porque agora exige atenção! A Gena, a Rita e a Bela são 3 pessoas incriveis que arrancam sorrisos malandros à minha boneca. Adora brincar, entretém-se com tudo , gosta de conversa e nem queiram saber como reage a certas musicas! Dança e ri às gargalhadas - numa descoordenação tão doce que nos faz dançar e rir com ela. Já se tenta sentar e nem vos passa pela cabeça a quantidade de vezes que por estar mais irritada ou por enfiar as mãos na boca ouço ou dou por mim a dizer : são dentes. Mas não há sinais deles! E tenho dificuldade em eleger o melhor momento do nosso dia mas vou arriscar dizer que é o banho, onde se delicia com os patinhos na água... depois uma massagem e muitas gargalhadas - usamos o Tri-Active da Mitosyl - e finalmente um pijama quentinho, o leite e miminho no colo. 

 

Ver a Vitória a brincar traz-me muitas vezes à terra. É capaz de ficar maravilhada com objectos tão comuns como a xuxa com que anda todos os dias. E eu ponho-me a pensar que nós - os mais crescidos - estamos sempre à procura de novos estimulos e novos "objectos". E o sorriso com que acorda todos os dias? É uma felicidade ver-nos, receber um dia novo, começar a brincar, o colinho... os beijinhos! Quantos de nós acordamos assim? Sorridentes e gratos por ver que à nossa volta tudo continua a acontecer? 

 

Nestes meses tenho tido os meus altos e baixos. Há momentos em que o fluir natural das coisas atrapalha os planos que tinha para mim, as coisas que preciso de fazer. Muitas vezes os horários são uma condicionante e sinto a frustração. Apesar de me sentir mais adaptada ( ou direi... conformada? ) há dias em que preciso de um STOP. De respirar fundo. Há uma semana cheguei a casa - depois de um dia normal - e tudo o que queria era deitar-me no sofá e não pensar em nada. Claro que a Vitória chorava porque queria brincar, ou reclamava porque tinha fome, havia o banho, a massagem, o miminho... e eu a ficar cada vez menos disponivel... ela cada vez mais ansiosa. Uma pequena bola de neve. A dada altura já era eu que precisava de chorar e adivinhem? Não tinha tempo. É nestes momentos que é importante ter uma rede, um porto seguro que nos permita dizer "pega nela 10 minutos" e arranjamos força para nos restabelecer, para respirar fundo para um colo mais musculado. 

 

Horas de sono em défice, muitos livros por terminar e sessões de cinema adiadas. Uma bebé espectacular! 

13
Nov17

No mundo dos bebés há milhentos acessórios - e este tem sido essencial para nós :

Ana Gomes

O mundo dos bebés e dos acessórios é infinito! 

A generalidade das pessoas admite que as coisas se vão simplificando à medida que o tempo passa ( ou que se tem mais filhos ) mas há várias coisas que considero mesmo essenciais. Pelo menos na nossa dinâmica familiar! 

E falo-vos desta camarazinha incrível que ainda nos vai dando uma espécie de liberdade. 

 

A Vitória ainda dorme no nosso quarto ( e sinceramente parte-me o coração deixar de ter a minha companheira do meu lado ), mas senti necessidade de ter uma câmara de vigilância bem cedo. 

 

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p>A Vi sai da escola cedinho ( pelas 16h já estamos em casa ) e a essa hora o meu dia de trabalho não vai nem a meio. Telefonemas, vídeos, um pequeno chinfrin em casa já que é por aqui que tenho de me organizar. E então gosto de a deitar no quartinho a dormir a sesta. Outra situação é quando damos um jantar em casa e está tudo mega animado e sei que ela não está a conseguir descansar ( é uma curiosa do pior ) e prefiro "recolhe-la".  É uma forma agradável de ter o melhor para todos : ela descansa e nós conseguimos fazer mais alguma coisa. Como não tenho por hábito ver televisão durante a semana acabo por ir cedo com ela para o quarto e fico a trabalhar na cama enquanto ela dorme no Next2Me. Mas nas restantes situações dá mesmooooo muito jeito! Depois claro que o Pai adora que esta câmara de vigilância seja cheia de tecnologias : Dá para tirar fotos, fazer clips de vídeo, dá para comunicarmos com ela... Para além disso tem câmara com infravermelhos e dá para ver a temperatura do quarto, estão a ver o filme? 

 

Eu sim - literalmente. 

 

 

O nosso é este , Top Digital Video da Chicco. 

 

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28
Out17

Maternidade : a Amamentação.

Ana Gomes

 

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Andei vai não vai para escrever este texto... 

Mas quanto mais compreendo que me procuram para desabafar sobre a maternidade... mais vontade tenho de falar de tudo. Mesmo daquilo que não corre como previsto. 

 

Há uma coisa que é lixada e que acontece mesmo... e é a perda de memoria. Não sei porque... mas acontece! Então há coisas que aconteceram quando a Vitoria nasceu que já estão completamente nubladas na minha cabeça. 

 

Mas hoje venho falar da amamentação e de como a maior lição que a maternidade me deu foi: não adiantam os planos... adianta ter confiança para  improvisar. 

Ora eu tinha vários sonhos : dois deles eram bastante óbvios para mim - um parto natural e amamentação exclusiva ate aos 6 meses. E eu bem tentei ter um parto natural... mas como já partilhei convosco no final da tarde fui levada para uma cesariana de urgência. 

 

Quando - no recobro - deitaram a Vi ao meu lado, a enfermeira de serviço disse : este bebe nunca vai mamar. Ainda meio atordoada da explosão de emoção, cansaço e epidural, lembro-me de ter olhado para a minha mãe com uma expressão que dizia : como assim?! 5 Segundos depois apresentam-me um mamilo de silicone e explicam-me que a Vi tem a língua ainda virada para trás o que dificulta - e muito - o movimento de sucção. Convido-vos a enrolar a língua para trás e a tentar sugar alguma coisa... já tentaram? Pois... Mas na minha cabeça apenas e só um pensamento : que todos se lixem. Quero dar de mamar. 

 

E dei. Estava radiante porque tudo parecia acontecer. Eu pegava na Vitoria como se toda a vida tivesse andado com ela ao colo, e colava-a ao meu peito... tão satisfeita por ter sido feita para alimentar o meu bebe. As dores horriveis na cicatriz eram nada quando aquele momento de amor acontecia. Mas heis que chegadas ao segundo dia de vida e a Vi tinha perdido mais peso do que seria suposto - agravado pelo facto de já ter nascido muito pequenina. 

"Este bebe vai mamar já suplemento". Não. Não quero. Tragam-me a bomba de leite. Implorei ao Pai da Vitoria para que não lhe desse o biberon... sob pena de ela se habituar e não querer a mama. Mas nada de bomba... a minha obstetra visitou-me e garantiu-me que o leite estava a subir e que tudo iria acontecer. Sem Stress. Ao terceiro dia... o peso diminuía e os fundamentalismos trocaram-se por lágrimas. Primeiro a minha mama... depois o biberon. No qual - sejamos sinceros - ela também não mamava. Fomos para casa com recomendações serias sobre o controlo do peso e sobre o suplemento - totalmente obrigatório. 

A minha mãe foi - como sempre - incansável. Ajudou-me na pega da mama, na posição da Vitoria, cozinhou-me todos os alimentos conhecidos por aumentar a produção de leite, teve a paciência para me guiar em todos os momentos de amor necessários, ajudou-me com a bomba ( que ja tinha em casa ) e tive zero sintomas de subida de leite ou mastites. Nunca tive dores, mau estar, mamas a doer horrores... nada. Todos os dias oferecia o meu peito a Vi, depois o suplemento e depois tirava leite. Penso que só quem passou por isto consegue compreender os níveis de cansaço. Num processo de amamentação que acontecia de 2 em 2 horas... nos entretantos eu ainda tinha de me sentar ligada a preciosa bomba automática da Medela para tentar aumentar a produção de leite e oferecer-lhe - sempre que possível - o meu leite. Creio que nos primeiros tempos dormi 20 minutos seguidos em cada 2 horas de vida ( se tanto ) . 

 

Ate que a irritação dela começou. E não era pêra doce. As cólicas chegaram na segunda semana de vida... e a irritação com a mama era um caso ainda mais serio. A Vitoria berrava tanto, mas tanto... que um dia a Isabel - que nos ajuda em casa dos meus pais - entrou de rompante no meu quarto a achar que alguma coisa tinha acontecido. Não.... era só eu que tentava que a Vi mamasse. Foi - presumo eu - este estado de nervos que fez com que o leite deixasse de aparecer. Cheguei a estar uma hora sentada no sofá, olheiras profundas, com a bomba a magoar-me inexplicavelmente e nada de leite. Ate que - praticamente - 2 meses depois desisti. 

 

Parece fácil. E a esta distancia também me soa a uma historia bastante simples e lógica. Mas não foi tão fácil ou leve assim. Chorei bastante, senti-me menos, senti-me incapaz, senti que numa calamidade eu não poderia alimentar o meu bebe, senti que não tinha propósito na existência dela e que a partir de agora tudo seria diferente ( e indiferente ). Poderei culpar as hormonas... mas também poderei atribuir este sentimento aquela ideia que quis interiorizar de que o melhor que poderia fazer pelo meu bebe seria dar-lhe leite materno exclusivamente. E sim... essa seria a opção. Se isso tivesse acontecido naturalmente. Não sinto que não tentei, não sinto que tenha desistido, sofri um bocado - bastante na realidade - e aceitei finalmente que o melhor para o meu bebe era crescer saudável. Com o leite que houvesse e que a alimentasse. 

 

Por isso - sociedade - menos julgamento e mais Amor :) 

26
Out17

Super - Mulheres.

Ana Gomes

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Desde que a Vi nasceu que é meio ingrato para mim falar da Maternidade. Irónico não é?

Quem tem filhos compreende. 

 

Basicamente estou no meio de varias ( demasiadas ) tarefas e de 10 em 10 segundos tenho de as interromper para controlar a situação "bebe". E isto fez com que uma conversa recente voltasse ao meu pensamento. 

 

Há pouco tempo falava com outra mãe recente de primeira viagem que me dizia : chega... já percebi que não consigo ser uma super mulher... vou só tomar conta da minha filha. 

 

 

Porra. Como assim? Tomar conta de uma criança - em especial de um recém nascido totalmente dependente - é ser uma super mulher. Não me lixem. Há 5 meses que sei o que é o Amor... mas também descobri o que é não ter vida própria, vontades ou horários para mim. Há coisa mais particular de uma Super Mulher do que abdicar da sua independência para cuidar de outro ser? Há milhentas formas de se ser uma Super Mulher ( que nem passam por ter ou querer filhos ) mas quando eles existem ... cuidar deles é ser uma dessas. 

 

Se há um choro, um suspiro... nos estamos la. Se há silencio há demasiado tempo também la estamos. Acordamos a meio da noite se chamam por nos... e acordamos a meio da noite só para ver se estão a respirar. E quando a casa se cala e finalmente adormecem, há biberons, fraldas, roupa para tratar. Já a minha roupa ficou para outro plano, tem de ser pratica e tenho de aceitar que possivelmente terá nódoas feitas pouco depois de sair de casa. Vivo com um relógio diferente do meu, com uma agenda cortada por horários de entrada e saída da escola, acordo duas ou três vezes por noite, ou passo a noite acordada a acalmar uma tosse ou uma dor que não conheço. Invento letras de musicas, melodias que improviso, ando em biquinhos dos pés para não a acordar. Deixo telefonemas para outra altura, não posso ir ao cinema... e - para já - ainda não conheço o canal dos bonecos. Os programas são caseiros - e são porreiros - mas tudo devagar e com calma não vamos para grandes loucuras. 

 

Aahhh e aqueles dias em que chego de rastos a casa e só me apetece deixar tudo para o dia seguinte. Sabem que mais? Azar o meu. Porque mesmo que deixe parte do trabalho para depois... há um bebe pequenino que precisa que esteja disponível. Mais ou menos cansada para ela é indiferente. Desde que esteja ali. Mas nunca demasiado enervada : é que isso enerva o bebe e depois é um sem fim de complicações. 

 

Desculpem la se as raízes estão por fazer, as pontas secas, o verniz estalado. Se não consigo perder aqueles 5 kilos teimosos, se a carteira não fica muito fixe com os sapatos, ou se o corrector de olheiras nao cumpre o seu papel. Desculpem se como mais vezes de improviso do que pratos incríveis, se chego em cima da hora e sempre com ar de quem já esta de saída. Desculpem la se não consigo decorar uma data, manter todos os compromissos ou se demoro muito tempo a responder a emails. 

 

Desculpem la se estou ocupada a criar o ser mais incrível, simpático e dependente do mundo. 

 

 

 

( e o que seria justo era este post ter sido ilustrado com uma foto da minha mãe... ) 

 

 

 

27
Set17

A primeira sopa. :)

Ana Gomes

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As crianças crescem a uma velocidade assustadora! 

De repente... a minha bebé começou a comer. O pediatra sugeriu sopa e fruta apenas ao almoço e até aos 6 meses e eu fiquei satisfeita com a ideia. Na minha cabeça também preferia que começasse pela sopa não fosse depois habituar-se ao docinho da Papa e não querer outra coisa. 

 

Estava um pouco nervosa com esta nova etapa e preferi adiar uns dias já que fui um fim-de-semana para fora. Mas mal voltei passei no Celeiro para comprar os legumes biológicos e lá me dediquei a esta nova etapa - que a meu ver também começa nas compras - decidi usar para a primeira sopa a seguinte combinação : 

Batata Doce, Abóbora Hokkaido, Cebola e Cenoura. Descasquei os legumes, coloquei água : já se sabe... sem sal e com azeite apenas depois de cozinhado e deixei a Cuisine Companion fazer o resto enquanto lhe dava banho. É uma ajuda preciosa já que me permite cumprir aquele papel de mãe : o multitasking! Não há sopa queimada, não há várias coisas para lavar, fica tudo prontinho no mesmo recipiente : cozinhado e passado. 

 

Estava com muito receio desta nova fase e como em tudo com esta bebé deliciosa correu às mil maravilhas. Adora a sopinha :) Mas também... modéstia à parte... estava mesmo boa! <3 

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20
Set17

Um Mês de cada vez - Powered by Mitosyl - 3.

Ana Gomes

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Há alturas em que escrever sobre a maternidade é um desafio. Falta-me a inspiração - apesar de não me faltarem coisas para dizer - e porquê? Porque de repente parece que caí num poço de clichês. 

Na realidade tudo o que nos dizem acaba por se confirmar. E aquilo que sentimos é visto de uma forma muito peculiar por quem nos rodeia : ou lhes é indiferente - porque não experienciaram nada do género e por isso não se conseguem relacionar, ou então desvalorizam porque "já sei". 

 

Ainda que cada bebé seja um bebé isto da maternidade é um processo evolutivo que acontece na mulher. E que de facto pode ter as maiores variáveis de acordo com as possibilidades de cada um. Ups... fui longe demais? Talvez. Mas acho mesmo que as possibilidade que temos ou a forma como as conseguimos gerir influencia um pouco a experiência. Não falo de Amor ou de sentimento - nunca entraria por aí. Mas o apoio familiar, a possibilidade de ter alguém a tratar das coisas ou ficarmos completamente ocupados com as tarefas domésticas e maternais influenciam o nosso nível de cansaço e a possibilidade que temos - ou não - de viver para além do pequenino ser. Eu acho que vivo num meio termo : não tenho ninguém a tomar conta dela e tenho uma pessoa que me ajuda em casa duas vezes por semana. Ainda assim sinto-me muito cansada, principalmente no espectro emocional. Já consegui compreender que é também uma questão de hábito. 

 

A Vi é uma doçura. Com a chegada dos 3 meses as cólicas deixaram de dar sinal de vida o que facilitou IMENSO todo o processo. Ela dorme bem - acorda no máximo duas vezes por noite - e acorda muito bem disposta. Entretém-se bem sozinha e adora estar na cama dela e no muda-fraldas ( go figure... ) . Tenho sido um pouco rigorosa na forma como trato dela : claro que já entrou num centro comercial... e já perdi a conta à quantidade de vezes que entrou no IKEA mas evito ao máximo que seja muito estimulada : televisão nem vê-la - literalmente. E sempre que apanho o Pai a tentar distrai-la com a caixinha mágica mudo-a de posição. Sendo uma bebé calma e bem disposta - que adora a ouvir música e ficar a olhar para a roupa a baloiçar na corda do estendal, nem sempre é fácil trabalhar com ela em casa. É natural : se não lhe estou a dar leite, mudar a fralda ou um miminho... estou a lavar biberons, separar a roupa, orientar almoço ou jantar e a tentar arrumar alguma caixa. A hora do banho é sagrada : tento que entre as 19h e as 21h esteja despachadinha, depois adormece cedo e lá fico eu a lutar contra o sono e a tentar responder a emails. 

As teorias que temos sobre os filhos e a forma de os educar transforma-se depois de nascerem. Lá se vão por terra as verdades absolutas e as certezas. Tenho sentido isso tanto com coisas simples do dia-a-dia como com coisa mais complexas : eu não me medico... e tive de perder as minhas manias e medicá-la antes das vacinas por não suportar o desconforto que senti na primeira toma.

 

Estou completamente apaixonada pela minha gordinha. Emociono-me muitas vezes ao perceber como está a crescer rápido, como de um momento para o outro começou a interagir connosco, nos dá sorrisos largos e gargalhadas toscas. Como quer absorver tudo e engolir o mundo com os seus olhinhos de azeitona. Fico tempos perdida a olhar para ela a dormir serena ou a tentar agarrar o seu elefante num malabarismo entre mãos, boca e pés. E não gosto de lhe negar colinho... porque continuo a ser eu que me derreto com a minha bolinha quente a respirar nos meus braços. 

 

 

 

 

14
Set17

A primeira Sopa - partilhem os vossos truques!

Ana Gomes

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Acabadinha de chegar a casa da consulta dos 4 meses da pequena Vi -  agora vou ter de respirar fundo para não desatar a debitar clichés sobre a forma como o tempo voa - e tenho uma bebé super saudável e querida :) 

 

A grande novidade já era mais ou menos expectável : vamos começar a diversificação alimentar. Por indicação do pediatra teremos dois meses de sopa ao almoço seguida de fruta : uma base de sopa e a lista dos legumes proibidos. 

Creio que esta será uma etapa especial e complexa - reparem como não disse complicada. :)

 

Prometo que depois partilharei tudo : como correu, quais os truques que melhor resultaram, quais as estratégias.... mas para já queria que partilhassem tudo comigo! 

 

Qual a melhor colher, que fórmula utilizam para a sopa? Fazem uma base grande, congelam e vão adicionando os legumes novos? Ou fazem uma sopa de cada vez de 3 em 3 dias? Existem pratos que fazem a diferença? Seguiram algum site/blog ou livro para vos ajudar com novas receitas? Enfim... todo um mundo novo. 

 

Por aqui... já estamos munidas de babetes e mudas de roupa extra: para ela... e para mim :) 

 

 

04
Set17

Não deixar cair a bola.

Ana Gomes

Hoje escrevo o meu primeiro post na minha casa nova. 

 

A Vitória dorme na espreguiçadeira, agarradinha à fralda de pano e encostada a um elefante de quem é muito amiga. 

 

É Setembro, está calor em Lisboa e entra uma brisa fresca pela janela. Ainda cheira tudo a novo : a madeira, a velas com cheirinhos doces, a móveis acabados de montar. Ainda estamos no meio do caos organizado. 

 

Há muitos anos atrás a minha mãe estava provavelmente neste lugar onde estou hoje. Eu dormiria algures. Com toda a certeza ela não estava sentada neste espaço exacto e muito menos escrevia um primeiro post num computador. Presumo que antes de existirmos - eu e o meu irmão - ela pensaria e viveria de uma forma bem diferente. Talvez tenha sentido a vertigem, as duvidas, os medos, as questões infinitas que se colocam e aqueles momentos em que voltamos a viver - na nossa cabeça - a vida antes de termos o coração a bater fora do nosso corpo. 

 

Há um ano atrás eu estava muito longe de imaginar que teria uma bebe deliciosa comigo. Ou que voltaria para a casa onde nasci. Ninguém me iria conseguir convencer que seria capaz de largar os meus metros quadrados no coração da cidade. Ninguém me iria fazer crer que poderia sentir paz com este silêncio, com esta brisa, com a respiração profunda da minha pequenina que dorme tranquila - agarrada à fralda, encostada a um elefante de quem é muito amiga. 

 

Ela também trocou os seus metros quadrados no coração da cidade por uma nova morada. Eles - Mãe e Pai - também começaram outra vida - bem diferente - desde que nós aparecemos por cá. E conseguiram - e conseguem - ser os melhores do mundo. Sempre disponiveis, educadores, complexos e completos. Sem nunca deixar cair a bola. Eu ainda ando nos treinos, há muitos dias em que deixo a bola cair. E quando ela cai - espero - que a Vitória ainda não dê por isso. 

 

A vida é a mesma e ao mesmo tempo a vida é outra. Troquei o coração da cidade pelo coração doce da minha menina. E sei que vou ser feliz. Porque tenho de ser : por ela e por mim - que sou dela. 

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25
Ago17

Um mês de cada vez - Powered by Mitosyl - 2.

Ana Gomes

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A quantidade de emoções que a maternidade nos traz são inqualificáveis.

E acho que é importante esclarecer que é normal nem tudo ser um mar de rosas. Decidi começar esta crónica precisamente por este sentimento porque começo a entender que é o que mais se fala. Senti isso desde o início - no momento em que soube que estava grávida - e em que dizer que para mim era um facto complicadíssimo encaixar na minha vida foi recebido com muitos "vais-te arrepender do que estás a dizer".

A sensação de ter um bebé, de ter uma vida nos braços é indescritível. A vida a acontecer, os momentos de paixão, a ternura e aquela aura de amor são em tudo maravilhosos e incomparáveis. Mas nos últimos tempos já dei por mim a ter verdadeiros momentos de desespero em que penso: em que é que se transformou a minha vida?

Para já a minha vida é este ser pequenino que sorri na mesma proporção em que chora - o que lá vai equilibrando a balança. A sério... um sorriso de um bebé é o melhor antidepressivo desta vida. Sempre achei estranho as mulheres que se anulavam com a maternidade, mas hoje sei que isso é mais uma consequência do que uma escolha ou um desleixo.

Houve dias - e estou certa de que muito mais estarão por vir - em que me perguntam o que se passa comigo e respondo: nada. Sendo que este nada é o pior que me podia estar a acontecer naquele momento. São dias em que não acontece absolutamente nada. Fico nos mesmos m2 durante horas a fio, muitas vezes de pijama, a sentir a vida a acontecer lá fora. Acabou a liberdade de sair de casa a qualquer momento, de ir ao ginásio a qualquer hora, de decidir por mim, já para não falar em cinema, férias ou viagens. Eu sabia - desde o inicio - que esse iria ser o meu maior obstáculo e confesso que está a ser uma parede difícil de escalar. Por outro lado, dou saltos muito altos quando, por exemplo, vamos as duas no carro e consigo sorrir e sentir uma felicidade tremenda quando percebo que nunca mais estarei sozinha. Um filho é - indiscutivelmente - um ótimo propósito para quem precisa de uma motivação.

 

E convenhamos: a Vitória é uma bebé incrível. Tem-me dado noites maravilhosas (primeiro com um relógio de precisão suíço que acordava de 2h em 2h horas e ultimamente com períodos bem longos que podem ir da meia noite às seis da manhã). Se começou com sorrisos tímidos o evoluir dos dois meses brindou-nos com sorrisos rasgados e uma interacção inacreditável. Gosta de ouvir música - e tenho ouvido mais música clássica do que nunca - mas também temos os nossos momentos de Girl Power com Beyoncé e afins! Continua a amar os seus banhos na Shantala (a banheira que parece um baldinho e imita o ambiente do útero) e os nossos momentos de massagem - uso a gama Tri-Active da Mitosyl no corpo e no rosto. Derrete-se com as longas conversas que o meu pai tem com ela e estica o corpo quando vê a minha mãe (sabe bem quem a acalma sempre com um colinho delicioso). Acho que os avós são a melhor coisa que uma criança pode ter. Para além da paciência que parece infinita são uma ótima forma de dar alguma liberdade aos pais. Aproveitem bem esses avós!!! 

 

Amo vê-la a crescer mas não deixo de ficar de coração apertadito quando vejo a roupa que lhe deixa de servir: é mesmo verdade - é tudo um instante! Repito demasiadas vezes por dia “a Mãe está aqui" sabendo que só a conforta quando realmente apareço e me vê ou sente e caramba... beijo infinitamente aquela cabecinha sempre morninha e as bochechas frescas. Toda a gente garante que estes primeiros meses são os mais complicados ... mas não dá para negar que o amor que se recebe destes seres pequeninos compensa cada momento de desespero. Afinal de contas a maternidade é uma montanha russa, isso ninguém nos escondeu!  

 

 

Sobre a Mitosyl®: 

Mitosyl® é uma gama especialmente concebida para dar resposta às necessidades do bebé, passo a passo, e é uma marca de confiança dos pais no momento de proteger a pele dos seus bebés.

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