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A Melhor Amiga da Barbie

19
Jun17

O meu carrinho é o mais ecológico do mundo!

Ana Gomes

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Muita gente me tem perguntado afinal que carrinho escolhi para a Miss Vi. 

É um facto que lancei um repto nas redes sociais e vi imensas opções mas... não conseguia escolher! As variáveis eram poucas - dentro das grandes marcas - e de repente vi-me completamente embrulhada num mundo de possibilidades. Até que... me cruzei com o GREENTOM. 

Na realidade já me tinha chamado a atenção por uma questão de design quando vi outra blogger com ele mas... estava longe de conhecer o conceito por trás do carrinho. Ou seja : o factor determinante que iria para sempre condicionar a minha escolha : ser o mais ecológico do mundo. 

 

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A marca tem como missão criar produtos 100% ecológicos, todo o carrinho é feito de materiais reciclados e todo ele é reciclável. Isto torna-o super leve, confortável e económico! O carrinho completo ( com alcofa e dois assentos custa cerca de 600€ ). 

 

Existe um detalhe, nas imagens em cima o carro aparece com um ovo de outra marca. Por todas as peças serem extremamente leves não seria possível produzir um ovinho seguro. Assim podem-se comprar adaptadores para várias marcas e escolher uma da nossa preferência. Optámos por este da KIDDY porque estão no top de marcas mais seguras ( e curiosamente menos divulgadas ou pelo menos não estão no nosso "top of mind" quando pensamos em assentos para o carro ) e tem um aspecto mesmo confortável! Nesta fase ainda usamos com o redutor ( a Vitória é bem pequerrucha ) e vai sempre na posição mais inclinada ( creio que é a única marca que permite duas posições o que melhora substancialmente o conforto da coluna do bebé! ). * ( entretanto soube que há outros ovinho que o fazem )

 

Mas devo ser sincera : eu não percebo nada destas coisas! E repito... a escolha do GREENTOM veio pelo factor ecologia! No dia-a-dia acho verdadeiramente prático por ser leve e muito intuitivo. :) E convenhamos... é giro nas horas! 

 

Para mais informações sugiro que visitem o facebook de ambas as marcas : 

GREENTOM e KIDDY

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 Site oficial GREENTOM. 

 

 

As fotos foram tiradas pelo sempre simpático Pau Storch e as minhas dúvidas sobre estas coisas dos carrinhos e do transporte dos bebés foram esclarecidas pelas doces Eduarda e Mafalda da Perfect Fit Services

14
Jun17

Maternidade Real - Ainda não estás despachada?

Ana Gomes

 

 

 

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São 6.45 da manhã.

O despertador, vulgo Miss Vi, dá sinal. 

Que nada te falte pequenina, fralda mudada, leitinho, um bocadinho de brincadeira em cima das pernas da mãe.

São 7.30, daqui a minutos toca o outro despertador. A Vitória está sem sono e ponho música a tocar. Ela brinca, eu vou vendo uns episódios das portas dos fundos que me apareceram como sugestão no youtube. É a primeira vez, num mês, que vejo alguma coisa que se pareça com uma série. 

Vitória não tem sono e não se consegue entreter. Levanto-me para ir tomar o pequeno-almoço. Tomo-o com ela deitada na alcofa do carrinho, as duas de mão dada. 

Vitória chora... nada na fralda...terá frio? Vestimos um casaquinho. Ah... como está melhor e mais confortável! 

Voltamos para o quarto para tentar trabalhar um bocadinho, abro um e-mail: Vitória chora. Terá fome? Tem... 

Bom... se calhar era só mimo. Vitória adormece a mamar. Tento fazer o mínimo movimento e pego no telefone já que não vou conseguir responder ao email no computador. 

5 minutos e acorda. Mama um bocadinho mais. Adormece. Ficamos neste embalo 1 hora. Tento fazer cocegas no pé, falar com ela... não está para isso. Lá vem o biberon. Que maravilha! Bebe a dose normal mas quer mais! É tão fácil beber no biberon. Levanto-me e preparo um pouco mais. Bebe sofregamente. 

Mudo a fralda. São 11 da manhã.

Vitória chora. DESESPERADAMENTE. São cólicas mãmã. Ou pelo menos tudo indica que sejam. Ajudo-a a fazer ginástica, embalo-a, dobro as perninhas. Tentativa, erro, tentativa, erro. Acalma. 

É meio dia. Adormeceu no meu colo. 

 

Espera lá... é meio dia! 

Coloco-a de novo na alcofa do berço. Espero 3 minutos para perceber se - efectivamente - adormeceu. 

Vou pé ante pé até à casa de banho. Percebo que o Senhor Vulcão se escapou entre as minhas pernas. Porra - penso mas não digo - não é suposto que ande por este lado da casa. Não posso ralhar, a miúda ainda acorda, e por isso deixo que entre na casa de banho. Bonito cenário : eu enrolada numa toalha, a Vitória no carrinho a dormir e o Vulcão - todos na casa de banho. 

Entro no duche, finalmente um momento de sossego, Vitória chora, Vulcão chora.. abro a porta do poliban, falo com ela, dou-lhe a chucha. Acalmam os dois. Eventualmente acalmamos os três. 

Apresso - ainda mais - o duche. Ponho óleo no corpo para antecipar o tempo que não vou ter para por creme.

Embrulho-me na toalha, empurro de volta o carrinho e vou - agora a correr - a fugir do Vulcão que, ao descobrir o óleo nas minhas pernas, tem como missão lambê-las. 

 

Mensagem no telefone : então ainda não estás despachada? 

 

Respiro fundo. Sabem quem acordou? 

 

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05
Jun17

O Pós-Parto É Diferente Para Todas :

Ana Gomes

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Hoje enquanto folheava umas revistas de "entretém" vi várias fotos da modelo Irinia Shayk com várias "leituras". 

 

Numa mesma foto podia ler-se algo como "Irina Shayk" impecável 2 meses após ter sido mãe" ou "Irina Shayk não esconde a sua nova silhueta ainda não totalmente recuperada depois da maternidade". Deveria ter fotografado para poder citar precisamente o que diziam, mas em todo o caso acreditem em mim, era isto que queriam dizer, e sobre as mesmas fotos! 

 

A pressão que colocamos sobre nós no pós-parto é potenciada também - e muito - por estes títulos. Convenhamos que para sonhar com um pós-parto "à Irina" seria necessário ter tido um pré-parto igualmente "à Irina" se é que me faço entender. 

Por pontos: claro que em situação alguma me veria a desfilar numa passadeira vermelha ( não é o meu perfil, ou tão pouco a minha ambição ) mas precisaria de toda uma máquina incrível para o conseguir fazer neste momento. Estou cansada, tenho olheiras profundas, o meu cabelo passa praticamente 24 horas apanhado num coque mal amanhado mas super prático, as unhas são pintadas numa corridinha antes de precisarem de dar colo, a depilação idem idem aspas aspas e a barriga está só esquisita. Nem me posso queixar muito porque saí da maternidade exactamente igual ao dia em que engravidei. Ok... minto: no dia em que engravidei - que não sei precisar - deveria conseguir andar direita, não tinha a cabeça feita em papa e é quase garantido que não tinha o corpo em retalhos. Mas pesava precisamente o mesmo!

Os dilemas com o corpo existem porque já existiam! Ainda assim sinto-me mais inchada, menos capaz e um tanto ou quanto limitada: antes disto ainda treinava todos os dias e tinha aquela sensação - meio frustrante - de que mesmo que o meu corpo não respondesse eu fazia alguma coisa. 

Para já as actividades físicas estão suspensas, não sinto qualquer efeito "milagroso" à pala da amamentação - mentira.. sinto vontade de comer chocolates e doçarias - e sinto-me sempre tão cansada que tenho a impressão que pouco ou nada posso fazer por mim. E atenção: eu sei que isto passa, eu sei que isto vai melhorar. E se não passar ou melhorar por favor mintam-me e digam-me que sim. Ou não me digam nada! 

E acima de tudo respeitem e acarinhem as recém-mamãs que tenham ao vosso lado: as hormonas são filhas da mãe. E não há nada carinhoso nesta expressão, por muito irónico que seja, atendendo ao contexto.

Não basta todo o aporte emocional que existe nesta fase e lá estamos nós a chorar sem saber porquê, a uma hora qualquer do dia : preferencialmente no banho onde ninguém vê. Confesso que no meu caso, regressar a casa depois de ter ido tirar o penso da cicatriz, e olhar-me no espelho, foi dos momentos mais difíceis que tive nos últimos anos no que diz respeito à minha relação com o meu corpo. E sim... já sei: aquela cicatriz é a marca de um amor ENORME. Mas... deixem-me viver mal com isso, ok? 

 

No babyshower ofereceram-me todo um plano pós-parto - que será feito em Lisboa e quando puder fazer outro tipo de tratamentos - que só não faço aqui porque ainda não os posso fazer. Vou reforçar a sorte que tenho: uma mãe terapeuta e com um óptimo colo que pode segurar a Vitória enquanto me entrego às mãos das meninas que trabalham com ela, isto quando consigo chegar a horas ou todos os astros se alinham para tornar isto possível. Hoje iamos saindo de casa as duas de pijama: eu e a Vi... porque parece que as horas me fogem pelas mãos quando me tento organizar. 

A semana passada fiz uma massagem de relaxamento, com a Rita, e hoje a primeira sessão de drenagem linfática manual - que considero mesmo fulcral até para trabalhar a cicatriz, quem me vai acompanhar nestas sessões será a Marisa que tem experiência neste tipo de tratamentos mais delicados. 

 

Quando a Vitória fizer um mês vou então à consulta com a obstetra e irei perceber quais os próximos passos e o que posso ou não fazer. Até lá... é ter paciência e aceitar que até ao fim da minha vida os meus dias serão dela, mas estes primeiros serão um bocadinho mais intensamente. 

 

 

 

*adoro o facto de ter ido ao google ver como se escrevia o nome da giraça. 

* estou a fazer os tratamentos aqui : Fernanda Gomes Estética e Rituais Spa. 

 

 

 

23
Mai17

O Mundo da Maternidade - 1.

Ana Gomes

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Aaaaah o mundo da maternidade. 

Aquele período que tiras para estar em casa a recuperar e a tomar do bebé, aquele momento em que vais ter tempo para organizar uma série de coisas pendentes. 

 

Aaaaaah o mundo da maternidade.

Aquele período que tiras para estar em casa a recuperar e a tomar conta do bebé, e até recuperas muita rápido... mas não tens tempo para coisa nenhuma e achas que se não tivesses pessoas a ajudar não conseguias sair da cama nem mudar o pijama sujo de leite. Coisas organizadas? ZERO! Cabeça? Em modo papa. 

 

A meio da noite lembro-me de coisas que tenho de tratar com urgência - e a urgência fica para outra altura. 

Dou todos os dias graças aos meus pais e ao Tiago pela ajuda e pelo apoio. E lá se vão levando as coisas :) 

A regra numero um tem sido não me por totalmente de parte, aproveitar que esta miúda até dorme bem para tomar uns banhos relaxantes e arranjar-me o suficiente para não dar cabo da auto-estima! Mal tenho ligado o computador e tenho a sensação que tudo fica a meio... e há sempre quem diga "dorme enquanto ela dorme" e lamento informar que isso nem é possível. Duas horas de intervalo parecem 10 minutos na minha "vida anterior". 

 

Para evitar que saia de casa os meus pais têm-se revezado nas idas à farmácia e eu tenho feito as compras não urgentes online. 

 

Depois do parto encomendei uma cinta para me ajudar a suportar as costas por causa da costura, um aspirador nasal para a Vi e mais alguns produtos da Medela para mim. 

Já conhecia a marca e já me tinham oferecido alguns produtos mas considero mesmo ULTRA importante para optimizar a maternidade. Mamilos de silicone, os absorventes para o soutien, o próprio soutien já para não falar da bomba ( tenho a super poderosa Swing Maxi Duo ) que tem sido determinante para conseguir levar avante o plano da amamentação ( falo-vos disso noutro post ). Fiz estas encomendas na Sweet Care que é uma loja online portuguesa de produtos de cosmética e bem-estar. As encomendas chegam num prazo de 24h depois de serem validadas o que dá imenso jeito! :) 

 

Num universo completamente diferente descobri a Rebento, uma loja online que tem imensos produtos de ecopuericultura, ou seja, dentro da filosofia com que mais me identifico. Já a tinha mencionado no Instagram e no Facebook e de lá comprámos para a Vi uma toalha de banho de bambu ( que é um avental que vestimos e que nos permite maior segurança ), uma chucha sem pega e o swadlle da Ergobaby. Já tínhamos comprado a banheira Shantala noutro sitio mas também se vende lá e o mesmo com o nosso carrinho : o GreenTom. 

Todas as dicas e partilhas são bem-vindas:) 

É que isto é literalmente sempre a aprender! 

 

 

 

19
Mai17

Vamos falar do parto?

Ana Gomes

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Sou mãe há exactamente uma semana. 

E passei praticamente 9 meses a pensar e a ter certezas absolutas sobre o parto e certas coisas da maternidade. 

Bom... na verdade eu não tinha a certeza do que iria acontecer ( claro ) mas tinha a certeza da minha vontade e de como a queria levar a bom porto. 

 

Antes de continuarem a ler o texto... gostava de deixar o meu conselho a mães grávidas e que estejam próximas da data do parto: não continuem a ler. A nossa história acaba bem ( estamos aqui as duas para a contar ) mas confesso que um dos meus maiores factores de ansiedade perante o dia "D" se prendeu com a partilha de experiências espontâneas que várias pessoas tiveram comigo : a cabeça começa a entrar em loop, pensamos: "eu não sei se aguento passar por isto" e por aí fora. Mais vale não ler, não ouvir, não saber e ser guiado pela equipa médica e pelo nosso instinto. E acreditem : o que na altura vos parecer horrível depois... esquece-se mesmo! 

 

Mas voltando a nós! A Vi estava encaixadinha para sair há bastante tempo, aliás, isso valeu-nos um internamento e várias semanas de repouso absoluto. Mas a última ecografia mostrava um bebé pequenino e que teimava em não engordar na barriguinha. Decidimos que, se a menina não nascesse até dia 11 de Maio, o parto seria provocado no dia 12. 

 

E assim foi. Fomos cedinho para a maternidade, malas no carro, coração aos pulos e umas lágrimas nos olhos. Fiz o caminho do Bairro Alto para a Expo junto ao rio e fui toda melodramática a imaginar que aquela seria a última vez que veria o mundo assim... sozinha. 

 

O parto foi induzido por uma enfermeira que durante TODO o processo me explicou tudo o que ia acontecer. Foi mesmo super atenciosa e detalhada ao longo do dia, explicou-me tudo o que iria sentir, o que se estava a passar e como me podia "defender". Foi também esta enfermeira que percebeu que a menina Vitória tinha recuado em relação ao dia anterior quando fui observada, conclusão: um trabalho de parto que se previa relativamente rápido...não iria ser. 

 

Abreviando a história e as várias horas que passei entre toques e CTG houve dois momentos em que as coisas se complicaram. E sim.. a meio da tarde já tinha pedido a deliciosa epidural, depois de ter rebolado muito na bola de pilates e de me ter contorcido um bocadinho na cama. Lembro-me de dizer ao Tiago que - no que a mim me dizia respeito - a Vitória seria filha única. Mas também sou obrigada a dizer que não me lembro em absoluto da dor que senti. A minha Mãe também já estava connosco quando as coisas se começaram a complicar : o primeiro desaceleramento cardíaco. Puseram-me a oxigénio e ajudaram-me a controlar a situação.

 

Sabem o que senti neste momento? Zero medo. Senti uma tristeza e um peso no coração por saber que a minha Mãe estava a assistir a tudo isto. Fiz-lhe sinal para sair do quarto e só pensava que nenhuma Mãe merecia assistir a isto. Foi neste momento que fiquei realmente nervosa e assustada.

Passado uma hora o cenário repetiu-se e a minha Obstetra - Dra. Ana Cristina Marques - explicou-me que não podíamos correr riscos e que teríamos de avançar para uma cesariana. 

A minha cabeça dizia Não! Já chegámos até aqui, fizemos tudo o que tinha de ser feito, eu não quero uma cesariana. Mas não precisei de verbalizar nada, durante vários meses eu manifestei a minha vontade de ter um parto normal, a Dra. sempre disse que esse era o caminho que iríamos levar, ajudou-me e esteve ao meu lado durante toda a tarde. Eu tinha de acreditar que aquela decisão era fundamentada ( como se dois momentos de susto não fossem o suficiente ). 

 

Seguimos para o bloco, eu desolada, a minha mãe a dar-me força, toda a equipa a motivar-me. Depois de tudo preparado deixaram o Tiago entrar no bloco e em pouco tempo a Vitória estava connosco. O meu mini bebé perfeitinho. 

Achei - não sei bem porquê - que não iria sair daquela sala de parto. A minha menina nasceu sufocada pelo cordão, a cesariana foi - sei-o agora - a decisão mais acertada. 

É obrigatório agradecer às pessoas que lutaram pelo direito do Pai estar presente na sala de partos durante a cesariana. Poder ter o Tiago ao meu lado, poder desabafar com ele, explicar o que sentia, termos o privilégio de agarrar na nossa menina mal nasceu... é um direito de ambos. Apesar da epidural consegui sentir tudo o que aconteceu e lembro-me de lhe dizer que estava a sentir que a nossa menina ia nascer e uns segundos depois do meu coração ter parado de bater fora do meu corpo ( os segundos das manobras que tiveram de ser feitas por causa do cordão ) a Vi estava entre nós os dois. 

 

A minha mini bebé nasceu no dia 12 de Maio, às 18.20 com 2,600kg e 46 cm. Para infelicidade de 90% da equipa médica não decidi mudar o nome para Francisca - em homenagem ao Papa que tinha acabado de chegar a Fátima. 

 

 

Obrigada Mamã por teres estado sempre do meu lado. Obrigada Ti por uma menina tão perfeitinha - e por não teres desmaiado na sala de parto. 

16
Mai17

A minha ausência está mais do que justificada não é ?

Ana Gomes

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Esta minha ausência está mais do que justificada não é? 

 

Nos minutos que vão "sobrando" tento ver umas mensagens, devolver chamadas, ver uns emails e não perder o fio à meada. Mas claro que tenho noção que vai ficar muita coisa pelo caminho : não importa! É que não importa mesmo nada. 

 

Para já o que vos posso dizer é que a maternidade é tudo aquilo que vos disseram. Isso mesmo... tudo! Maravilhoso, terrível, delicioso, aterrador, apaixonante, complexo. 

 

Nem sei bem o que nos acontece, ou que me aconteceu, que ainda ontem estava a olhar para ela e só pensava: é minha filha... minha... filha. Num misto de espanto e de certeza. 

 

Não há como mentir. Apesar de ser mágico - se pensarmos que vimos esta bebé pela primeira vez como um ponto de luz que piscava num ecrã e que agora é uma pessoa pequenina - é também uma dor constante, uma preocupação e um medo sem fim. E parece que não melhora... só se altera. 

 

Ainda é cedo para poder dar conselhos, dicas ou recomendações. Mas o pouco que aprendi nestes dias é que o mais saudável é não criar expectativas. Aceitar as coisas como elas são e tentar fazer delas o melhor que podem ser. Todos os dias são uma Vitória e no nosso caso é mesmo isso... literalmente! 

 

Obrigada pelo carinho, pelas mensagens, pelo apoio e por toda a energia positiva! 

Obrigada a todos os tios "virtuais", a todas as marcas e a todos os que nos têm enviado as coisas mais giras que fazem desta miúda uma verdadeira princesa! Imaginam a quantidade de fotos que enchem o meu telefone? Ela um dia vai ver isto tudo ;) 

 

 

17
Abr17

Update da Maternidade - 34 Semanas.

Ana Gomes

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Está praticamente a fazer uma semana que tive alta do hospital. 

Vim para casa com as mesmas recomendações: estar deitada, fazer o mínimo de coisas possível ( basicamente tomar banho e ir à casa de banho ), continuar com a medicação que fazia no hospital e beber muita água. 

 

Ponderei um bocadinho antes de escrever este post ( um bocadinho que demorou quase uma semana ) mas sei que de alguma forma há sempre quem queira ter noticias e quem se acabe por relacionar com esta situação. 

 

Primeiro importa referir que apesar de parecer isso.. isto não é propriamente uma queixa! Apesar de estar altamente condicionada sei que há pessoas em situações bem mais complicadas que a minha... mas enfim... também não posso dizer que isto é fácil porque sejamos francos : não é! 

 

A semana que passei internada foi um balanço de desespero e alivio: estava a desesperar por estar fechada, altamente condicionada, com muitas saudades do meu ritmo, das minhas coisas e basicamente da minha vida. Depois ficava sempre incomodada por estar a dar um trabalho extra aos meus pais que foram sempre incansáveis... kms e kms para me visitar todos os dias e vários mimos que tornaram as coisas mais fáceis. Várias passagens pelo celeiro antes de me ir visitar, um banana bread ainda morno que saiu do forno lá de casa para o hospital, água de coco, uma entrega de refeições macrobióticas, revistas, livros. Enfim! Tudo o que me pudesse ajudar a normalizar. O Tiago que ia dividindo o dia entre o escritório e o hospital e a minha família e amigas que se foram organizando para passar por lá. 

Assumo que a minha cara fosse de desespero em alguns momentos... várias vezes ouvi o Tiago a tentar confortar-me e a dizer que só queria poder levar-me para casa. Já nem sei quantas horas passei a olhar pela janela sem fazer mais nada. E chorei claro... não muito, mas algumas vezes.

Estar internada também foi um alivio porque senti-me muito bem acompanhada. Fazia exames várias vezes por dia, a equipa de enfermagem do hospital da CUF Descobertas foi sempre atenciosa e isso facilita muito as coisas. De certa forma sentimos que se algo tiver de acontecer... aquele é o lugar certo para estar. 

Foi por isso que a alta foi recebida com um misto de receio e de felicidade extrema. Arrumei o quarto sozinha e em 5 minutos e quando me fui despedir da equipa de enfermagem nem me reconheceram. Compreendo : viram-me mais de uma semana de camisa de dormir do hospital é normal que de repente parecesse uma pessoa estranha. 

 

Voltar para casa foi duzentas vezes melhor do que a semana anterior ao internamento. É que de repente tinha vivido uma semana ainda mais condicionada e este cenário parecia mais tolerável. E é! Não faço as refeições no quarto, a minha mãe cozinha divinamente ( e tudo do bom e do melhor ) - para terem uma ideia nos últimos 3 dias que estive internada nem conseguia comer direito a comida do hospital, enjoei o cheiro, o sabor, os horários... - mas garanto-vos que não é pêra doce. Ter o Vulcão por perto o tempo todo ajuda... acreditam que morria de saudades dele no hospital? Sabia que estava a ser super bem tratado mas... achei que se podia sentir abandonado ou confuso. 

Depois há outras dificuldades... pego no computador em esforço - estou fartaaa do computador -, não tenho vontade de ler, não consigo manter uma conversa, já cheguei ao ponto de ficar irritada ao ver uma série porque as personagens saiam para ir jantar e ver um concerto e eu... há 4 semanas que não saia da cama. Pode ser estupido e mimado na vossa óptica mas acreditem : não vale a pena criticar. Só quem está privado é que sabe o que sente. 

Tento encontrar uma metáfora mas o melhor que sei dizer é que a minha vida está em pausa. Depois já sei que entrará num acelaramento sem fim... mas o que se vive é o agora. 

Amanhã há mais exames e novas considerações. A barreira que definimos foram as 36 semanas ( ficam a faltar duas ) e o que me importa neste momento é saber que ela está bem e sem sofrer. O resto... logo se vê. 

E já sei : tenho que ter paciencia. Mas nem acho que esteja a ser muito impaciente. 

 

Apesar de desejar profundamente a pior coisa que se pode querer : que o tempo passe muito rápido. O mais rápido possível. 

05
Abr17

Apetece-me...

Ana Gomes

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Eu sei que o fim compensa o sacrifico. Eu sei que tudo vale a pena. E até tento não pensa nesta pausa gigante em que a minha vida se tornou. Mas agora... 

 

Apetece-me Comer : 

 

Ovos mexidos, estrelados ou escalfados;

Panquecas;

Sumos Verdes;

Fruta Tropical;

Banana Bread;

Arroz Integral;

Tostas com Abacate;

Abacate de Qualquer Forma;

Uma Salada 

 

Apetece-me : 

Abraçar o meu cão;

Apanhar Sol;

Ver o Rio ou o Mar;

Ficar sentada numa esplanada com os meus amigos;

Conseguir escrever;

Curtir os últimos dias da gravidez;

Namorar. 

 

 

 

 

 

 

04
Abr17

A segunda bomba a cair e estamos... internadas!

Ana Gomes

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E ontem caiu a segunda "bomba". 

 

Fui à consulta de rotina, cheia de energia e feliz por sair de casa. 

Mal cheguei à clínica puseram-me a fazer um CTG e estava animada e feliz por ter o Tiago comigo e todo bem disposto. Estávamos inclusivamente a "dançar" porque ele dizia que o barulho da máquina lhe lembrava uma rave. E riamos : felizes.  

Até que ele me disse que o ritmo ficava diferente numa passada constante. E eu pensei imediatamente : merda. Vou ser internada. 

 

5 minutos depois a obstetra entra e diz " Ana... lamento... sabe o que vai acontecer? Não quero que esta bebé nasça já e vamos ter de lhe dar medicação e hidratar... vou mandá-la para o internamento." Esperei que ela saísse e comecei a chorar. 

Passaram-me mil coisas pela cabeça. Não tenho medo que a Vitória nasça, não tenho medo do parto, mas não sei bem explicar o que senti : impotência, frustração, desconforto, aquela coisa egoísta de ficar presa num hospital por tempo indeterminado... não pensar que isto me pudesse acontecer... enfim! Não podia ser mais sincera. Foi um misto de impotência, frustração e desconforto. 

 

Tinha uma janela de hora e meia para passar de um hospital para outro e decidi nem ir a casa. Precisei de ir dizer um até já ao Vulcão. Chorei um bom bocado, ele confuso a lamber-me as lágrimas da cara e eu abraçada a ele - drama! ahaha Agora tenho vontade de rir de todo este cenário mas fiquei mesmo descompensada. 

Entretanto temos uns amigos mesmo maravilhosos que se prontificaram para - mais uma vez - ficar com o nosso Vulcão para não estarmos preocupados com a logística :) Tenho a certeza que ficou optimamente e hoje deve ir para casa dos meus pais. 

 

Por falar neles... já se sabe... são do caraças. Apesar de ter dito que não valia a pena fazer a viagem, porque estava a ser internada de noite e ia passar por uma série de logísticas que me iam impedir de lhes dar atenção e etc, puseram-se cá ainda eu não estava de bata. Com uma mala com tudo o que podia precisar ( e que nem tinha pedido porque o Tiago ia buscar a casa ). Mãe é mãe e não faltava NADA das minhas rotinas de beleza ( desconfio que viu o meu live no facebook da semana passada e trouxe tudo o que faria sentido num hospital ). 

 

O Tiago tem passado aqui bastante tempo, o que sempre ajuda, e a família tem-se desdobrado. A minha cunhada até me fez o favor de passar na RFM para trazer algumas coisas para que possa tentar trabalhar já que estava meia ansiosa com isso também. 

A boa noticia é que aparentemente as contracções desapareceram e já levei a última injecção para a maturação dos pulmões : ou seja... se por acaso as contracções se mantiverem assim durante o dia de hoje posso ter alta nos próximos dias. Uma alta do hospital... volto para casa mas sempre estou no meu espaço :) 

 

Miúda apressada esta! :) Sim... todos te queremos conhecer e saber como és. Mas fazemos todos o esforço de esperar um pouquinho mais... podes aguentar firme bonequinha? :) 

 

 

 

 

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