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A Melhor Amiga da Barbie

17
Abr17

Update da Maternidade - 34 Semanas.

Ana Gomes

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Está praticamente a fazer uma semana que tive alta do hospital. 

Vim para casa com as mesmas recomendações: estar deitada, fazer o mínimo de coisas possível ( basicamente tomar banho e ir à casa de banho ), continuar com a medicação que fazia no hospital e beber muita água. 

 

Ponderei um bocadinho antes de escrever este post ( um bocadinho que demorou quase uma semana ) mas sei que de alguma forma há sempre quem queira ter noticias e quem se acabe por relacionar com esta situação. 

 

Primeiro importa referir que apesar de parecer isso.. isto não é propriamente uma queixa! Apesar de estar altamente condicionada sei que há pessoas em situações bem mais complicadas que a minha... mas enfim... também não posso dizer que isto é fácil porque sejamos francos : não é! 

 

A semana que passei internada foi um balanço de desespero e alivio: estava a desesperar por estar fechada, altamente condicionada, com muitas saudades do meu ritmo, das minhas coisas e basicamente da minha vida. Depois ficava sempre incomodada por estar a dar um trabalho extra aos meus pais que foram sempre incansáveis... kms e kms para me visitar todos os dias e vários mimos que tornaram as coisas mais fáceis. Várias passagens pelo celeiro antes de me ir visitar, um banana bread ainda morno que saiu do forno lá de casa para o hospital, água de coco, uma entrega de refeições macrobióticas, revistas, livros. Enfim! Tudo o que me pudesse ajudar a normalizar. O Tiago que ia dividindo o dia entre o escritório e o hospital e a minha família e amigas que se foram organizando para passar por lá. 

Assumo que a minha cara fosse de desespero em alguns momentos... várias vezes ouvi o Tiago a tentar confortar-me e a dizer que só queria poder levar-me para casa. Já nem sei quantas horas passei a olhar pela janela sem fazer mais nada. E chorei claro... não muito, mas algumas vezes.

Estar internada também foi um alivio porque senti-me muito bem acompanhada. Fazia exames várias vezes por dia, a equipa de enfermagem do hospital da CUF Descobertas foi sempre atenciosa e isso facilita muito as coisas. De certa forma sentimos que se algo tiver de acontecer... aquele é o lugar certo para estar. 

Foi por isso que a alta foi recebida com um misto de receio e de felicidade extrema. Arrumei o quarto sozinha e em 5 minutos e quando me fui despedir da equipa de enfermagem nem me reconheceram. Compreendo : viram-me mais de uma semana de camisa de dormir do hospital é normal que de repente parecesse uma pessoa estranha. 

 

Voltar para casa foi duzentas vezes melhor do que a semana anterior ao internamento. É que de repente tinha vivido uma semana ainda mais condicionada e este cenário parecia mais tolerável. E é! Não faço as refeições no quarto, a minha mãe cozinha divinamente ( e tudo do bom e do melhor ) - para terem uma ideia nos últimos 3 dias que estive internada nem conseguia comer direito a comida do hospital, enjoei o cheiro, o sabor, os horários... - mas garanto-vos que não é pêra doce. Ter o Vulcão por perto o tempo todo ajuda... acreditam que morria de saudades dele no hospital? Sabia que estava a ser super bem tratado mas... achei que se podia sentir abandonado ou confuso. 

Depois há outras dificuldades... pego no computador em esforço - estou fartaaa do computador -, não tenho vontade de ler, não consigo manter uma conversa, já cheguei ao ponto de ficar irritada ao ver uma série porque as personagens saiam para ir jantar e ver um concerto e eu... há 4 semanas que não saia da cama. Pode ser estupido e mimado na vossa óptica mas acreditem : não vale a pena criticar. Só quem está privado é que sabe o que sente. 

Tento encontrar uma metáfora mas o melhor que sei dizer é que a minha vida está em pausa. Depois já sei que entrará num acelaramento sem fim... mas o que se vive é o agora. 

Amanhã há mais exames e novas considerações. A barreira que definimos foram as 36 semanas ( ficam a faltar duas ) e o que me importa neste momento é saber que ela está bem e sem sofrer. O resto... logo se vê. 

E já sei : tenho que ter paciencia. Mas nem acho que esteja a ser muito impaciente. 

 

Apesar de desejar profundamente a pior coisa que se pode querer : que o tempo passe muito rápido. O mais rápido possível. 

05
Abr17

Apetece-me...

Ana Gomes

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Eu sei que o fim compensa o sacrifico. Eu sei que tudo vale a pena. E até tento não pensa nesta pausa gigante em que a minha vida se tornou. Mas agora... 

 

Apetece-me Comer : 

 

Ovos mexidos, estrelados ou escalfados;

Panquecas;

Sumos Verdes;

Fruta Tropical;

Banana Bread;

Arroz Integral;

Tostas com Abacate;

Abacate de Qualquer Forma;

Uma Salada 

 

Apetece-me : 

Abraçar o meu cão;

Apanhar Sol;

Ver o Rio ou o Mar;

Ficar sentada numa esplanada com os meus amigos;

Conseguir escrever;

Curtir os últimos dias da gravidez;

Namorar. 

 

 

 

 

 

 

04
Abr17

A segunda bomba a cair e estamos... internadas!

Ana Gomes

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E ontem caiu a segunda "bomba". 

 

Fui à consulta de rotina, cheia de energia e feliz por sair de casa. 

Mal cheguei à clínica puseram-me a fazer um CTG e estava animada e feliz por ter o Tiago comigo e todo bem disposto. Estávamos inclusivamente a "dançar" porque ele dizia que o barulho da máquina lhe lembrava uma rave. E riamos : felizes.  

Até que ele me disse que o ritmo ficava diferente numa passada constante. E eu pensei imediatamente : merda. Vou ser internada. 

 

5 minutos depois a obstetra entra e diz " Ana... lamento... sabe o que vai acontecer? Não quero que esta bebé nasça já e vamos ter de lhe dar medicação e hidratar... vou mandá-la para o internamento." Esperei que ela saísse e comecei a chorar. 

Passaram-me mil coisas pela cabeça. Não tenho medo que a Vitória nasça, não tenho medo do parto, mas não sei bem explicar o que senti : impotência, frustração, desconforto, aquela coisa egoísta de ficar presa num hospital por tempo indeterminado... não pensar que isto me pudesse acontecer... enfim! Não podia ser mais sincera. Foi um misto de impotência, frustração e desconforto. 

 

Tinha uma janela de hora e meia para passar de um hospital para outro e decidi nem ir a casa. Precisei de ir dizer um até já ao Vulcão. Chorei um bom bocado, ele confuso a lamber-me as lágrimas da cara e eu abraçada a ele - drama! ahaha Agora tenho vontade de rir de todo este cenário mas fiquei mesmo descompensada. 

Entretanto temos uns amigos mesmo maravilhosos que se prontificaram para - mais uma vez - ficar com o nosso Vulcão para não estarmos preocupados com a logística :) Tenho a certeza que ficou optimamente e hoje deve ir para casa dos meus pais. 

 

Por falar neles... já se sabe... são do caraças. Apesar de ter dito que não valia a pena fazer a viagem, porque estava a ser internada de noite e ia passar por uma série de logísticas que me iam impedir de lhes dar atenção e etc, puseram-se cá ainda eu não estava de bata. Com uma mala com tudo o que podia precisar ( e que nem tinha pedido porque o Tiago ia buscar a casa ). Mãe é mãe e não faltava NADA das minhas rotinas de beleza ( desconfio que viu o meu live no facebook da semana passada e trouxe tudo o que faria sentido num hospital ). 

 

O Tiago tem passado aqui bastante tempo, o que sempre ajuda, e a família tem-se desdobrado. A minha cunhada até me fez o favor de passar na RFM para trazer algumas coisas para que possa tentar trabalhar já que estava meia ansiosa com isso também. 

A boa noticia é que aparentemente as contracções desapareceram e já levei a última injecção para a maturação dos pulmões : ou seja... se por acaso as contracções se mantiverem assim durante o dia de hoje posso ter alta nos próximos dias. Uma alta do hospital... volto para casa mas sempre estou no meu espaço :) 

 

Miúda apressada esta! :) Sim... todos te queremos conhecer e saber como és. Mas fazemos todos o esforço de esperar um pouquinho mais... podes aguentar firme bonequinha? :) 

 

 

 

 

28
Mar17

A Alimentação e a Maternidade - 2 - Dra. Iara Rodrigues

Ana Gomes

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A minha segunda consulta com a Dra. Iara Rodrigues correu mesmo muito bem. 

Como vos expliquei neste post senti muita empatia e senti-me mesmo compreendida na primeira consulta e creio que isso foi meio caminho andado para o "sucesso" deste processo. Depois há outra coisa que acho fundamental , falamos a mesma linguagem alimentar, não há criticas pelo facto de não comer carne : há alternativas. 

 

Ate à consulta estava a correr tudo lindamente com a gravidez e com o ganho de peso : no total - e em 29 semanas - tinha ganho apenas 3 kg e aumentado uns cms na zona abdominal e inclusive reduzido na zona da anca. Para além disso a retenção de líquidos - que vive em mim.. - estava equilibrada : ou seja, para quem tem um historial como o meu estava tudo sob controle : nada de tornozelos inchados, ou edemas mais chatos. 

 

Digo "até à consulta" porque tenho perfeita noção que o paradigma mudará significativamente agora que estou deitada mais de 23h por dia! Mas tudo se resolverá :) 

 

Vamos ao que interessa. Com o avançar da gravidez comecei a sentir mais fome, tinha inclusivamente de me levantar depois de jantar para comer mais qualquer coisinha. Tenho dito, por brincadeira, que achava que sabia o que era ter fome ( ou apetite, como quiserem ), mas que na realidade só descobri o que isso era com a gravidez. Então a pessoa acaba de comer e nem meia hora depois sente todo um vazio? E nem é um vazio existencial... é mesmo um vazio no estômago! A solução foi fácil de encontrar, fazer mais um lanche e fazê-lo com alimentos mais substanciais! Comer - por exemplo - uma tosta de salmão, ou uma tosta de atum! Dessa forma iria com menos fome para o jantar e comendo a mesma dose de sempre... tinha menos fome depois! 

E funcionou! 

 

O melhor de tudo é que saí da consulta munida de receitas! Almôndegas de Tofu, pizza saudável, oopsies, brownies de batata doce, chips de couve, imensos smoothies e sumos verdes e o banana bread - que fez imenso sucesso por aqui.  Tenho imensas receitas para testar o que fazem com que a alimentação não tenha de ser nada aborrecida! 

 

É claro que desde que estou deitada e em repouso que alterei um pouco os hábitos alimentares. Estranhamente tenho muito mais fome - talvez por andar menos ocupada - mas tento fazer refeições muito pensadas e com boas doses de proteína para não ficar - ainda mais - molinha :) 

 

Hoje fiz as seguintes refeições : 

 

Pequeno-Almoço : 

 

Banana Bread - 2 fatias

Taça de "café" solúvel com leite de aveia ( batido até fazer espuma )

 

Almoço :

 

Arroz integral, lentilhas, abacate, couve e cenoura salteadas. Temperado com molho de soja e sementes tostadas

 

1 laranja pequena e 3 nozes

 

Lanche : 

 

Batido de Manga com Leite de Arroz Linhaça e Sementes de Cânhamo ( inteiras para mastigar )

4 Galetes de Milho 

 

Ainda não sei ao certo o que vou jantar mas será certamente uma sopa e eventualmente alguma proteína :) 

Tenho bebido sempre uma infusão de Camomila, Funcho e Valeriana para dormir melhor e fazer bem a digestão.

 

Atenção! Se estivesse com a minha vida "normal" e super activa faria outra refeição a meio da manhã e pelo menos 3 lanches :) Como estou deitada tenho-me tentado controlar!  

 

Ah! E caso tenham ficado a babar para a pizza e até tenha sido a imagem que vos trouxe até aqui... deixo-vos uma adaptação da Receita de Pizza Saudável de Couve-Flor da Dra. Iara : 

 

Ingredientes : 

1 Couve Flor

1 Dente de Alho 

1 Colher de Sopa de queijo parmesão light ou 2 colheres de sopa de Aveia em Farinha

1 ovo inteiro batido

1/2 Chávena de Chá de Mozzarela Light

3 Colheres de Sopa de Molho de Tomate ( de preferência Bio ) 

Sal, Oregão e Mangericão a gosto

Na adaptação junto alguns extras como : Beringela Laminada e Cebola Roxa Fatiada Grosseiramente 

 

Como fazer :

Pré-aquecer o forno a 180º

Triturar a Couve-Flor num processador e transferir para um pano para retirar o excesso de àgua. 

De seguida colocar uma taça e juntar o alho, sal, oregãos, queijo parmesão e o ovo batido e misturar muito bem - esta será a massa de pizza. 

Colocar a massa numa forma de pizza e levar ao forno por 20 minutos. 

Retirar do forno e colocar o molho de tomate, a mozzarella e caso queiram colocar alguns extras este é o momento! Levar de novo ao forno para gratinar o queijo e cozinhar os restantes ingredientes. 

 

Retirar do forno, colocar o mangericão e servir imediatamente! :) 

 

 

 

Para informações sobre consultas podem enviar e-mail para info@iararodrigues.com, caso queiram marcar basta ligarem para o 21 011 6410 ou 93 474 8192 

 

Facebook Dra. Iara Rodrigues. 

 

 

27
Mar17

E se ficamos em casa? Que cuidados de beleza dispensamos?

Ana Gomes

 

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Este post pode parecer ridículo mas tenho a certeza que haverá muita gente por aí a identificar-se. 

Podem fazê-lo só secretamente... ninguém julga ninguém por isso ahahah. 

 

Desde que estou "de cama" que tenho pensado um bocado sobre cuidados de beleza. 

Não estou a falar de cuidados de higiene - quem me tira o meu banho tira-me tudo... e nem que seja pela sanidade mental de trocar de pijama faço por me levantar da cama e por me arranjar minimamente - falo sim de hidratação, depilação, cremes de olhos, cremes de firmeza... maquilhagem... enfim! O que quiserem imaginar! 

 

A verdade é que uma pessoa sai da cama para a cama e vale a pena a rotina de beleza? Eu acho que sim! Podemos transportar a situação para um domingo em que não saem de casa, dois dias de férias que tiraram para organizar coisas... enfim... não preciso que transportem a vossa imaginação para uma baixa chata em que não se podem levantar da cama. 

 

Quando me pus a pensar nisto, lembrei-me daquela velha história do "tenho um date.. lá vou ter de tratar da depilação". Qual é a margem que separa o estarmos "bem" para nós mesmas... de estarmos "bem" para os outros? Porque é que temos de ser desleixadas ou menos cuidadosas só porque vamos passar o dia connosco mesmas?

 

Ok... em primeira análise até admito que não seja o momento para usar um smokey eye, ou carregar a pele com base ou produtos desnecessários : dou de barato.. não acho que seja necessário ou vantajoso. Mas porque não colocar o óleo drenante? Porque não correr todos os pontos do corpo com creme hidratante? E no rosto? Porque é vamos deixar de passar o tónico ou o contorno de olhos e saltamos logo para um cremezinho que nos deixe a pele confortável? 

 

Nah... até ver não me quero deixar levar por cantigas. A pele é um orgão e não deve ser mal tratada! Por isso, mesmo saltando debaixo do edredon para cima do edredon não vou dispensar tudo aquilo a que tenho direito. E sim... no final ainda ponho um BB Cream e uma máscara de pestanas que posso ter que passar pelo espelho durante o dia. ahaha E perfume? sim! Uma colónia fresquinha e leve que isto não tem muito como evaporar e os lábios cheios de hidratante. 

 

A verdade é que as rotinas de beleza que se mantêm evitam que tenhamos de fazer tratamentos de choque à priori. Uma pele que começa a ser desleixada  - a nível de hidratação - terá de ser muito mais trabalhada a todos os níveis - desde o aspecto à firmeza - depois. 

 

O meu conselho é que façam esse esforço extra! Por vocês mesmas :) Afinal de contas nestas alturas tempo é o que não nos falta... até nos pode faltar paciência - estou solidária, mas não nos pode faltar amor próprio nem vontade de estarmos bonitas. 

 

Mesmo que um cão seja a nossa única companhia! 

 

 

24
Mar17

E aconteceu aquilo que mais temia na gravidez...

Ana Gomes

... e não era o Parto. 

Era mesmo ir a uma consulta e mandarem-me para casa descansar. 

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Eu não gosto de estar em casa. Ou melhor : eu não gosto que me obriguem a estar em casa. Aprecio imenso a minha liberdade e a minha possibilidade de decidir o que quero ou não fazer. 

Por momentos ainda pensei : "Ah... boa! Vou organizar o caos todo que tenho para organizar e preparar tudo direitinho para a mudança e para a maternidade. " mas foi no mesmo momento em que ouvi " é para estar deitada, sem pegar em pesos, sem fazer esforços, acabou o ginásio, acabaram-se viagens e grandes passeios... aliás... o ideal é mesmo ficar entre a cama e o sofá." 

 

Eu até entendo a estratégia... a minha vida é tão fixe que a miúda queria nascer. Se me obrigam a ficar fechada em casa num mega aborrecimento ela vai reconsiderar... vai pensar "epá... se é isto que se passa lá fora deixa-me ficar aqui sossegada". 

 

E sim... eu sei que é por um bom motivo. Que é cedo para ela nascer - estamos a entrar nas 31 semanas - que é tudo por um bem maior. 

 

Até lá sopas e descanso. 

 

E sim... SOPAS... que uma pessoa ficar semanas deitada na cama não pode resultar em coisa boa. 

 

 

 

 

17
Mar17

Como funciona a cabeça de quem pensa - demais - em tudo? Exemplo prático:

Ana Gomes

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Como funcionam as cabeças das pessoas que em tudo pensam? 

 

Assim : 

 

Há duas semanas comprei umas calças de algodão - tipo fato de treino - mas com alguns pormenores que faziam delas umas calças giras e super práticas para a gravidez. Como em 90% dos casos não as experimentei! Lembro-me que nesse dia até estava de collants e por isso não dava mesmo jeito experimentar as calças. 

 

No dia em que as ia estrear percebi que não gostava de me ver com elas. A esta distância de tempo até percebo que sentir-me "enorme" com as calças seria algo normal já que enfim... estou grávida! Mas decidi que as iria devolver porque não queria uma peça de roupa que não fosse "estou muita confortável" no meu armário. 

 

Optei por trocá-la por um vestido, em Vichy ( mega tendência ), com folhinhos nas mangas ( não acabei de falar de mega tendências? ) e que achei que seria uma óptima opção tanto para os dias de Primavera - que já se vão fazendo sentir - como para os dias mais frescos : com umas collants opacas pretas e um biker jacket. Cereja no topo do bolo? Estava nas midseason sales e custou 16€. 

 

Vim o caminho todo a sentir alguma angustia. Acabei de comprar uma peça de roupa que vai dar para usar 2 meses ( se tanto ) e na qual só voltarei a pegar daqui a um ano. E porquê? Porque é impossível dar de mamar com este vestido. 

 

Nota mental : comprar apenas peças largas ou com decote que seja possível "expandir" para alimentar bebés. 

 

Ainda estou a pensar se fico ou não com o vestido. Mas creio que sim... afinal de contas posso sempre olhar para ele e lembrar-me desta história. 

28
Fev17

Massagem na Gravidez - a - sempre épica - experiência no SAYANNA WELLNESS.

Ana Gomes

Acho as massagens na gravidez uma das melhores coisas que se pode fazer. 

Isso... e conversar com mães desenrascadas e super capazes. É um alivio necessário e muito prazeiroso. 

 

Deixo-vos até a dica : se tiverem uma amiga/mulher grávida... ofereçam-lhe uma massagem apropriada para a gravidez. Nem sabem o quanto vos vai ficar agradecida. 

 

A minha profissão durante estes 9 meses podia ser esta : testar e comentar massagens. ( Fica a ideia ).

 

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E há umas semanas tive um desses momentos maravilhosos que todas nós devíamos ter uma vez por semana ( no mínimo ) . Fui ao SPA do EPIC SANA ( um dos meus spas preferidos no mundo... onde fiz a melhor massagem de casal da vida )  e entreguei-me às mãos de uma terapeuta super entendida no assunto desta vez no campo das pré-mamãs.

Digo-o cheia de certezas porque antes mesmo de começarmos a massagem trocámos algumas impressões sobre a gravidez e fiquei satisfeita por me sentir compreendida e aconselhada. 

 

Os minutos seguintes - da terapia propriamente dita - foram aproveitados entre um estado super alerta e vários minutos de uma sonolência profunda de quem se deixa embalar por aquele carinho. Eu sei que há quem não aprecie massagens e também reconheço que há momentos ou situações em que fico bastante tensa...  mas quando sentimos confiança na pessoa que nos está a tratar sentimos ( ou eu sinto ) mesmo que alguém está a cuidar de mim e essa sensação é maravilhosa! 

 

No caso da massagem de maternidade do Sana as zonas trabalhadas são : as costas ( lateralmente ), pernas e rosto e o óleo usado é de rosas. 

 

Aconselho que no dia em que façam a vossa marcação possam ter algum tempinho extra. Idealmente usufruam do circuito de águas ANTES da massagem : desta forma o óleo que vos é aplicado no tratamento continua a hidratar a pele no resto do dia já que não vão para dentro de água! No final da massagem aproveitem para relaxar um bocadinho mais na zona reservada. Bebam um chá - ou uma água aromatizada - comam os snacks que vos são servidos e tentem não ter de ir a correr para lado nenhum : deixem que a terapia possa actuar no vosso corpo e aproveitem o estado de espírito :) 

 

Contactos SPA EPIC SANA - SAYANNA WELLNESS : 

site : http://www.lisboa.epic.sanahotels.com/pt/sayanna-wellness/wellness-spa . 

 +351 211 597 390 ou e-mail lisboa@sayannawellness.com

 

 

20
Fev17

O primeiro conflito.

Ana Gomes

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Hoje de manhã fui tentar encontrar a creche/berçário que fica perto da nova casa.

 

O meu sonho é que a Vitória ande numa escola com pedagogia Waldorf mas em nada me chocava que frequentasse uma escola "normal" nos primeiros tempo de vida. 

 

É óbvio que o preço das mensalidade é algo a ter em conta... mas para mim a proximidade da comunidade e poder brincar e crescer com os meninos que vivem perto também pesava na balança. 

 

Posto isto hoje de manhã, depois de ter ido à obra, decidi ir à escola. E tive o meu primeiro grande conflito... de onde saí triste, sem ter sequer tentado argumentar e com receio de represálias. 

 

Enquanto esperava olhei para o menu da semana. E quando fui recebida perguntei se seria possível levar as refeições da menina para a escola. Responderam-me : Não... come o que há para comer. 

Insisti : Mas se eu optar por uma alimentação alternativa? Posso trazer a comidinha dela? Se não quiser que ela coma carne por exemplo. 

Resposta : Não. As crianças comem todas o mesmo. E precisam de proteína. 

Eu disse : Precisamente, precisam de proteína... eu só não queria que ela comesse carne. 

Levei com um olhar fulminante, um atestado de estupidez e a nota de que o problema das crianças eram este tipo de pais. 

 

Vim embora mesmo triste. Eu não acho errado que as crianças comam carne. Eu não disse isso em momento algum. Eu preferia que a minha filha bebesse leitinho vegetal, comesse cereais sem açúcar e pudesse ter uma alimentação preparada por mim - e sim, sem carne - mas que pudesse brincar com os outros meninos e fazer parte do mesmo sistema. 

Eu sempre soube que a alimentação poderia ser uma filosofia de vida mas... nunca pensei que pudesse ser tão "exclusiva" no real sentido da exclusão. 

 

Eu nunca me senti diferente por ter uma alimentação diferente. 

Também sei que daqui até que a menina coma falta quase 1 ano... mas fiquei verdadeiramente desolada com a posição de quem está do lado da escola. Eu não exigi que preparassem nada. Pedi se podia levar as refeições quando fosse caso disso. 

Sou uma mal formada. 

 

E assim vai o mundo. 

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