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A Melhor Amiga da Barbie

13
Set16

Ler.

Ana Gomes

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O que vou escrever a seguir é quase criminoso. Mas tenho a certeza que todas as pessoas que trabalham com redes sociais ou sem um horário de trabalho definido compreenderão : ler um livro ( em papel, não no formato digital ) tornou-se um prazer difícil de gerir. 

É demasiado doloroso ter de escrever que, na realidade, o acto de nos entregarmos a um livro é quase escandaloso quando há : e-mails em atraso, instagrams para actualizar, mensagens de facebook, outros artigos para ler, fotografias para editar, e por aí fora... Ler um livro - partindo do principio que as ferramentas digitais ficam em pausa - é um luxo. 

Um luxo nem sempre possível. 

 

A minha viagem - pelos vários momentos em que o acesso à internet era inexistente - permitiu-me voltar a esse tempo. Ao tempo em que ler é um prazer possível, em que procuramos a posição mais confortável para ler um livro, em que tentamos decidir se dobramos a página, sublinhamos o texto ou guardamos só aquela referência para nós. 

 

Há momento da minha vida em que acho que vivo demais o que se passa à minha volta e de menos aquilo que me poderia fazer crescer. Estudei Teatro : e a base do meu curso foram os grandes clássicos da literatura. Vi e revi a vida em páginas imensas. Descobri o fundo das pessoas, de que são feitas as personalidade e como o que é certo e justo nem sempre é o que devemos esperar. Não sei quando é que era uma pessoa mais realista : se quando lia se quando vivia a realidade. 

 

Cada vez mais acho que os valores básicos são postos de parte. Não interessa crescer em conjunto, lutar por uma estabilidade emocional ou por uma relação (amorosa, de amizade ou de trabalho ) : vivemos do ego, numa sociedade que nos ensina que só nós importamos. Os livros também nos ajudam a crescer em comunidade : em última análise estamos a viver a história de outra pessoa, saímos do nosso mundo para embarcar noutro! E a verdade é que isto tanto se aplica a romances ficcionados como a livros mais "práticos". 

Somos "forçados" a sair de nós, enquanto temos tempo de qualidade sozinhos. 

 

Tenho procurado regressar a uma certa rotina de leitura. Rapidamente percebi que são mais as vezes que adormeço a ver o feed do Instagram do que perdida numa história inspiradora. Mas ... não desisto! 

No fim-de-semana passado li um livro inteirinho! Uma tarde de sonho e um livro que comprei na Tailândia : Bossy Pants da Tina Fey. 

Agora quero "resolver" uns tantos. Ah... e não voltarei a emprestar livros. Adorava esse momento de partilha... até perceber que NUNCA me devolvem os livros. Mesmo quando eu acho que mais cedo ou mais tarde o vão fazer : passam-se anos! Empresto e dou referências, aconselho e partilho ideias. Partilhar livros? Nunca mais. 

Em contra-partida sou cuidadosa ( por isso Mafalda... empresta-me lá o livro da Man Repeller!!!) .

 

Livros para acabar de ler : 

 

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 Lidos agora : 

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Adoro estes livros de mulheres. Ajudam-nos a olhar para vida com sentido de humor e uma leveza necessárias. Ensinam-nos a não nos levarmos tão a sério! Para além destes li o "Not That Kind Of Girl", o "Yes Please" da Amy Poehler ficou a meio ( porque não sei dele!!! ) e há outro de referência para mim que se chama "Amor, Curiosidade, Prozac e Duvidas" - dentro deste género há algum que recomendem? 

 

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 As fotos são da minha doce Mafalda, enquanto estava no sofá dela a ler o livro da Man Repeller que continuo a insistir que me empreste. 

05
Jan14

Ler por Puro Prazer.

Ana Gomes

 

Entrei para a escola primária com cinco anos porque já não havia mais papel lá em casa para escrever. 

Rabiscava com tamanha convicção que lá entenderam que aquilo era vontade de aprender. 

 

Não sei se era. 

Quando entreguei o último trabalho da minha licenciatura e senti que as minhas obrigações académicas tinham terminado... lembro-me perfeitamente de ter tido consciência de que agora podia ler outras coisas sem culpa. Sim... sentia-me sempre um bocadinho mais pecadora quando lia qualquer coisa fora do programa. E foi um alivio tremendo poder ler sem esse sentimento. 

 

Verdade é que desde que comecei a ler e a escrever não consegui parar. 

 

E não considero que a dependência crescente da Internet tire às pessoas essa vontade ou necessidade. Pelo contrário... acho que desperta o interesse.

Não sei como é que fui parar a esta página no facebook, desconheço o autor e na realidade gosto mais das citações de outros autores do que das feitas em "nome próprio "mas o que é certo é que já comprei uma quantidade de livros simpática porque este "lugar" me devolveu essa particularidade...

 

Ler por puro prazer. 

 

 

Acontece também ficar ligeiramente frustrada em situações como as de hoje...  fui à procura de mais um livro do Pedro Paixão e na Fnac do Chiaco existirem... zero!

 

 

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