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A Melhor Amiga da Barbie

28
Fev16

Mais em mim.

Ana Gomes

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Há sempre um sentimento de pertença. De calma e reencontro. 

Este momento de entendimento entre mim e o mar. Entre o frio de Inverno e a praia cinzenta que significa : recomeço. 

 

E a melancolia não demora nunca a chegar. Como não demoram a chegar as forças necessárias para saber que é possível viver mais uma semana em mim. 

20
Jan16

É demasiado cedo para ser pessimista.

Ana Gomes

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É demasiado cedo para ser pessimista. 

Ainda só passaram 20 dias e Janeiro já resume um ano pouco rentável. 

A todos os níveis : há pouco trabalho, há poucos planos, há poucas perspectivas. 

Mas hey! Um dia de cada vez já se viveram 20!  :) 

 

A receita é simples : todas as manhã tomar um copo de "tudo se resolve" em jejum, a meio da manhã reforçar com um " a vida é boa se a aproveitarmos ", antes do almoço dois copos cheios de "relativiza que custa menos", ao lanche fazer um reforço de "já vivi coisas maravilhosas", antes de deitar uma caneca de chá de "se sobrevivi a coisas que pareceram insuperáveis... ". 

 

 

16
Set15

Gostar de alguém.

Ana Gomes

 

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Existem inúmeras coisas boas quando gostamos muito de alguém. 

Acima de tudo uma : sentimo-nos vivos. 

 

Existem inúmeras coisas más menos boas quando gostamos de alguém. 

Sinto - neste momento - muito uma : saudades. Sentir falta. 

Há rotinas que preferia não deixar de ter. Adormecer com ele - onde quer que fosse - seria sempre uma delas. Há muita paz em adormecer num abraço e acordar a procurar mais uns minutos de sossego. 

 

Assim estar sozinha e longe custa. Só por isso.

Depois adoro camas de hotel. E os pequenos-almoços. 

E sou aquele género de pessoas que adora partilhar as coisas - e não as pessoas - de que gosto. 

 

P.s. - Foi uma péssima ideia ter posto o perfume dele no meu pijama. 

31
Ago15

Não é possível gostar da Segunda-Feira.

Ana Gomes

Captura de ecrã 2015-08-31, às 19.46.57.png

 Não é possível gostar de Segundas-Feiras.* 

Deram-me o Amor com tempo livre, deram-nos a liberdade de fazer tudo em conjunto. 

Acordar devagar, demorar a afastar a almofada, procurar o encaixe perfeito dos corpos num abraço preguiçoso. Partilhar a temperatura morna de quem ainda não quis saber da pressa dos dias.

Os duches mais demorados, dançar em casa com a toalha atada no peito, preparar o pequeno-almoço e deitar-me no sofá com as pés entalados na dobra das tuas pernas. Experimentar vestidos, batons, chapéus, procurar entre muitos risos a tua aprovação. Sair sem plano, ou com os planos todos traçados. 

Ser tua na nossa cidade. Ser vaidosa por me dares a mão. Por me roubares beijos no meio da rua. Sorrir, rir tanto, ter medo e ser feliz. Sair para dançar, adormecer num emaranhado de lençóis ou no sofá da sala. Sem horas, sem tempo, sem planos, ou com os planos todos traçados. 

 

A noite de domingo traz-me um desalento que não consigo descrever. Sinto coisas que não devia sentir.

E quando chega Segunda não há nada que eu possa fazer. Não gosto que a Segunda-Feira me leve o tempo contigo. É isso que são as Segundas-Feiras de que não posso gostar. 

 

O telefone acende-se : tenho saudades. 

 

Se tu soubesses as saudades que eu tenho.  

 

 

25
Jun15

Cozinhar é um acto de Amor.

Ana Gomes

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(na foto com a Andreia do blog Glimmer Le Blonde)

 

 Cozinhar é um acto de Amor. 

Não foi dificil compreender isso. 

A minha mãe sempre tão cuidadosa, persistente e apurada nas receitas que preparava para nós. Depois as minhas tias e as mesas cheias de cor e aromas resultado de tantas horas de volta dos ingredientes e dos tachos. Nos almoços de familia nunca falta opção para ninguém... seja o petisco preferido ou a sobremesa de eleição. E ai de quem diga que gostava mesmo era "daquilo" ... é que o que quer que "aquilo" seja estará na mesa no próximo encontro. 

Aprendi tanto sobre a vida enquanto amassava pão, mexia bolos ou espreitava a massa a levedar. 

Cada vez menos usamos o nosso tempo para cozinhar. E sendo assim é necessário que o Amor passe para a escolha do menu. Parece tonto? Mas não é! Todas sabemos que a comida são sentimentos - o que é errado do ponto de vista nutricional - mas tão certo emocionalmente. E nada é melhor do que chegar a casa e saber que alguém se lembrou de nós quando comprou o jantar. Somos um bocadinho de cada coisa. Somos um pedacinho de cada gosto ou preferência. 

Eu adoro sujar as mãos e cozinhar. Não gosto particularmente de cozinhar para mim... mas adoro preparar refeições. Abrir a dispensa, o frigorifico e as gavetas cheias de frasquinhos e inventar o suficiente para que no final o sabor seja o certo, ou o mais agradável possível. 

Depois há aquela minha crença de que os alimentos nos podem curar e é aí que aprender sobre cada um deles se torna magia pura. 

Ontem pude meter as mãos na massa ( assim mesmo literalmente ) e partilhar com pessoas que pensam como eu receitas que nos fazem felizes. 

 

Obrigada Mafalda Pinto Leite. Pela aprendizagem, pelas partilhas e por esta foto tonta! 

 

(Workshop realizado a convite da Elleta Watches do qual falarei em detalhe num post cheio de fotos bonitas ). 

27
Mai15

O que se treina no ginásio... até podem ser as emoções!

Ana Gomes

Captura de ecrã 2015-05-27, às 19.49.22.png

 

 

Acho que estou a criar uma ligação demasiado emotiva com o meu ginásio. 

Isto só me dá para rir mas acreditem... a vida de "free lancer" pode ser muito solitária e já aqui disse que tenho feito do "Bliss" - o bar do Holmes Place das Amoreiras - o meu mini escritório. Fico por lá a escrever entre treinos e sempre estou acompanhada pelas pessoas que vão passando, o que é muito agradável para combater o silêncio que é trabalhar em casa. 

E é mesmo bom perceber as empatias que se vão criando, os hábitos, a simpatia das pessoas com quem acabamos por estar todos os dias.  

E há um "grupinho" especial! Três amigos bem mais velhos que eu e que por ali se juntam todos os dias... e como eu ADORO ouvi-los falar. As conversas dividem-se entre tontices e o Benfica ( e as tontices do Benfica ) mas há sempre, sempre, sempre coisas para aprender. 

 

Na aula da manhã o Tiago ( treinador ) disse-me : "Acorda! Hoje estás cheia de sono."  Disse-lhe que não tinha sono mas que estava triste. Acontecia-me. Disse mesmo assim " Hoje não me piques... estou triste.. acontece-me" e ele respondeu : "O que vale é que tens sempre um sorriso."

Horas depois ouvi uma pessoa dizer - sobre um assunto muito pouco dramático - que para sermos felizes temos de por a razão de lado. Não estava a falar comigo ou sobre mim. 

 

Mas caraças como aquelas palavras ficaram a ecoar na minha cabeça. E é tão verdade... Há dias em que estou numa tristeza e num sofrimento absurdos porque quero mostrar a minha "verdade" , a minha "razão" ou o meu "motivo" e seria tão imensamente feliz se deixasse isso de lado. 

 

No ginásio não se treina só o corpo. Trabalham-se também as emoções. Verdade? 

 

08
Abr15

O casaco da estação.

Ana Gomes

Captura de ecrã 2015-03-25, às 22.13.31.png

 

Há peças que fazem uma estação.

Eu gostava de dizer que esta foi única peça que entrou cá em casa esta estação.  Mas mentiria. Gostava pelo simples facto de que isso significava que sou uma pessoa tão organizada que aprendi a viver com o que tenho : e que sei que é suficiente racionalmente. Sei até que é em excesso. 

Mas sou razoável e muito pouco racional : Bom. Não vou ser assim tão exigente comigo até porque algumas coisas mudaram : Sou razoável ( na auto-análise ) e um pouco menos racional do que deveria no que diz respeito a gerir o meu guarda-roupa. 

 

Na verdade esta estação já comprei : 

 

1 par de calções de ganga

1 par de leggins em polipele

1 t-shirt branca 

1 top cinzento largo

1 tunica 

1 casaco preto tipo camurça com franjas 

 

Vou fechar a loja ( ou abrir uma loja... ) . 

 

Ah... e comprei o casaco da foto. É lindo. Que se lixe. 

 

Captura de ecrã 2015-04-8, às 21.22.05.png

 

 

 

 

03
Mar15

É raro saber o meu lugar.

Ana Gomes

Captura de ecrã 2015-03-3, às 17.31.23.png

 É raro saber o meu lugar. 

Dizem que é onde nos sentimos confortáveis. Mas conheço melhor a sensação contrária. 

É importante que nos sintamos bem na nossa pele. Mesmo que nos sobre pele por fora das calças. 

E é mais importante ainda que o tempo não seja uma condicionante. É-o de uma ou de outra maneira. 

Nunca sei se prefiro estar à frente ou atrás das luzes. Convenhamos : cresci nos bastidores e adoro montar o espectáculo, mas é absurdo descurar que na frente das luzes somos mais mimados, mais protegidos, mais cuidados. Principalmente se nos esquecermos do mais importante : a luz deixa-nos expostos - e isso tem tanto de bom como de mau. 

Há muitos dias em que não tenho paciência, muitos momentos em que quero estar noutro lugar. Por isso mesmo fico num stress desajustado, tenho dores de cabeça sem motivo e fico nervosa ou ansiosa só porque me quero pôr fora dali. 

Posso culpar querer fugir para o teu colo - por ser um dos melhores sítios do mundo - mas o meu desconforto é muito anterior á tua presença. 

Mas se for razoável concluo que a maior parte das vezes é só porque me sinto desajustada e insegura. 

Ser humano é mesmo assim : acordar a querer dormir e ir para a cama sem sono. Dar valor quando se perde, perder tempo a lamentar. 

Não sou de ferro. Nem sei de que matéria sou feita se tivesse de usar uma metáfora. 

Mas sei que ser Mulher é viver num corpo em que as hormonas falam mais alto do que a razão e em que fazer sorrir consegue ser mil vezes melhor do que rir às gargalhadas.

 

 

(foto bastidores Tiago Costa - obrigada por me saberes captar quando só me baixei para espreitar a luz... ) 

 

03
Fev15

A Ironia Do Fim Do Amor.

Ana Gomes

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Ontem estive até às tantas a conversar com uma pessoa querida sobre a ironia do "fim" do Amor. 

 

A verdade é que mesmo que as histórias sejam completamente diferentes há sempre pontos muito comuns na base dos argumentos. Como se as vidas fossem livros ou filmes e os males e as dores se encontrassem. 

 

Aquele momento horrível em que nos tiram o chão. Estávamos tão tranquilamente ( e geralmente é mesmo esse o problema ) a viver uma relação e afinal... não sabem se gostam de nós, não têm a certeza do que sentem, quiseram ir ali ver se com outra pessoa era melhor. E a outra parte ( nós ) fica super confusa, baralhada e sem perceber muito bem em que momento é que aquilo aconteceu ou o que poderia ter feito para evitar isso. 

 

A culpabilização pode ser silenciosa, mas acontece quase sempre. É naquele momento em que voltar para trás não é opção que descobrimos exactamente o que devíamos ter feito de diferente. Ou que concluímos - na hipótese que me é mais familiar - que fizemos tudo o que podíamos e que nos contrariámos tantas vezes em vão. 

 

Abreviando um processo de desgaste muito sofrido : choramos até fazer ferida, perdemos a esperança, a vontade, perdemos o norte, as certezas e em ultima análise : perdemos o que queríamos para a vida.

(Este resumo é muito gentil. Geralmente a angustia e a dor são inenarráveis e é por isso que mais vale contá-la assim... numa frase. )

E depois há um dia - situação que acontece em 90% dos casos e cujo intervalo de tempo pode demorar dias, meses ou anos caso "nós" não tenhamos feito nada de errado - que a outra parte descobre que afinal o que sente por nós é Amor. Todas as duvidas, experiências ou incursões noutras vidas foram confirmações absolutas de como éramos o melhor que poderiam ter. Ou o que queriam mesmo. 

 

É no dia em que o que mais queríamos acontece que tudo deixa de acontecer em nós. E a ironia que há aqui? 

Abdicámos e cedemos tantas vezes quando tudo estava bem, sofremos quando tudo ficou errado, e quando o universo nos decide compensar com a confirmação que nunca queríamos que tivesse sido dúvida.... deixamos de sentir.

 

Quando a conclusão é essa vive-se depois de uma de várias formas : ou com uma culpa sem sentido, ou com uma angustia estranhíssima, ou encolhe-se os ombros e continua-se a viver e pensamos : azar. 

Não o nosso, claro. Nem da outra parte.

É que continuar a tentar vivendo com essa certeza é pura e simplesmente : adiar a conclusão e prolongar o sofrimento. 

 

Reparem : é a vida. 

 

E é óbvio que só a distância emocional me deixa abordar o assunto com a leveza a que me permito. 

Mas a alternativa é vivermos bloqueados por uma culpa que não me/nos pertence. 

21
Jul14

Trabalhar sozinha.

Ana Gomes

Foi assim tudo muito repentino. 

 

Acordei para uma segunda-feira igual a tantas outras, mas bebi o café - o segundo do dia - num centro onde existem vários escritórios. Os 5 minutos que esperei pela companhia foram o suficiente. 

Várias pessoas que se falavam, acenavam, sorriam, comentavam, partilhavam qualquer coisa. 

 

Foram aqueles 5 minutos - e um resto de dia particularmente introspectivo - que me trouxeram as saudades terríveis de trabalhar com alguém.

 

 

 

 

Ser um pássaro livre, ser freelancer por opção é óptimo! Poder dizer que sim a desafios de ultima hora, poder escolher o que fazer e quando fazer, receber uma proposta e ter de fazer poucas contas aos dias... nem me chateia nada trabalhar aos fins-de-semana, noites, feriados... nem encarar cada momento de lazer com seriedade ( sim aqueles sítios maravilhosos, aqueles jantares bonitos, os eventos com imensa pinta ) tudo tudo se reflecte - de uma forma ou de outra - em trabalho. E eu adoro! Ser dona do meu despertador e das minhas madrugadas. Dos filmes de manhã, dos almoços às quatro da tarde. Está tudo certo! 

 

Só é estranho não ter ninguém com quem comentar uma noticia, passar horas num silêncio pessoal, não ter ninguém com quem desabafar ou que nos diga "vou buscar um café, queres?!". É esquisita a ausência da pessoa que não suporta a segunda-feira, que "ainda é quarta e já estou de rastos", que planeia um fim-de-semana. Falta o rapaz que se cruza connosco e um dia nos diz "olá". Falta a pessoa que nos chama porque precisa de falar. 

 

Faz-me falta o meu João que me resgatava pelo chat do facebook até outra sala, que me abraçava nos corredores e me roubava para chás ao final do dia. O João que me dava o ombro e me deixava dizer disparates, em diálogos infinitos com frases de vídeos do youtube.  A Mafalda, os conselhos e as histórias da escola e da Mariana. A Rafa e as nossas playlists partilhadas e os desabafos de coração aberto. A Medina e a Rita e os almoços que nunca eram a horas. A Tia Gloria e os cigarros no fundo das escadas logo às 9 da manhã... os "força miúda, tens de levantar a cabeça." O Joaquim e os mapas de viagens ao som de óperas em repetições infinitas. A Fátinha e as nossas conversas tão pessoais seguidas de silêncios de respeito e o Ricardo e o conhecimento infinito de cinema e música. 

 

Ser freelancer é do caraças. Mas ter colegas de trabalho é das melhores coisas da vida. 

 

E eu tenho muitas saudades dos meus.

 

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