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A Melhor Amiga da Barbie

28
Dez16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a NY - 2.

Ana Gomes

 

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Vamos voltar um bocadinho atrás no tempo e falar dos últimos dias em Nova York. 

Como vos expliquei neste post a viagem foi um misto de trabalho e lazer já que queria muito aproveitar o timing para uma viagem grande antes do final da gravidez. 

Esteve MUITO - mas mesmo MUITO - frio durante o tempo todo e isso fez com que explorássemos menos a cidade. Isto não foi um problema já que não foi a primeira vez por terras Americanas para nenhum dos dois. 

Depois da viagem pela Ásia tinhamos falado em como seria giro fazer uma road trip pela route 66 e era esse o plano de viagem para 2017. Vamos ter de adiar o sonho por mais um tempinho mas tivemos a confirmação de que a queremos mesmo fazer. 

 

Passo a explicar : 

As diferenças entre bairros e zonas em Nova York é tão significativa que fazer uma viagem que envolva passar por vários estados deve ser de uma riqueza sem fim! 

Depois de Queens - Astoria e Manhattan decidimos ir até Brooklyn. Mas não fizemos a travessia pela Brooklyn Bridge ( a super famosa ). Como estavam 5 graus negativos optámos por usar o serviço Uber Pool e com 14 dólares chegámos ao bairro que queríamos conhecer : Williamsburg. 

 

Ainda que compreenda o "hype" em torno de Brooklyn - por ser de alguma forma uma contra-cultura - não fiquei muito surpreendida com o que encontrei. Entendo que de certa forma seja antagónico quando pensamos na "vizinha" do lado - Manhattan - mas quem conhece bem Londres e a vida dos mercados e da arte urbana sente-se em casa e nunca um estranho. 

 

Por ali proliferam várias lojas de artigos em segunda mão, moda vintage, pequenos cafés ( e não se avista o Starbucks - credo ) e o único Dunkin Donuts que vi tinha a frente de loja em preto e branco e não em cor de rosa! 

Perdi-me com as montras das "lojinhas" com peças de joalharia mesmo bonitas e roupa tão cool que mudava de estilo a cada 10 metros. 

Williamsburg é conhecido pela street art, pelos bons restaurantes e bares. Lembrou-me tanto Londres que até encontrei o ROUGH TRADE! Foi por lá que acabei por passar um bom pedaço da tarde : um chá quente, boa música, uma banda a fazer soudcheck e uma cookie gigante de chocolate e cereja ;) 

 

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Em Brooklyn almoçámos num restaurante mexicano. Uma tortilha de Tofu e uns nachos com queijo ( que desgraça ahah ) . Caminhámos o que conseguimos com o frio que estava e fomos até à margem do rio. O final de tarde estava mesmo incrivelmente bonito e ver Manhattan "deste lado" vale a pena. 

 

Ficámos umas duas horas no Rough Trade a aquecer e entretanto chegou o Nelson para nos levar a ver duas coisas de sonho : 

As decorações de Natal de Dyker Heights um bairro judeu também em Brooklyn em que as ruas acabam por ser cortadas tal é a afluência de gente para ver as iluminações das casas. E entende-se... é mesmo uma loucura! 

Nem saímos do carro! São kms de casas assim decoradas :) Sigam este link para terem uma ideia mais concreta daquilo que vos estou a tentar explicar. 

 

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As fotos estão ligeiramente desfocadas mas queria-vos mesmo que tivessem uma ideia desta magia! 

Tinha comentado com o Nelson que adorava ir a Coney Island - a culpa é dos filmes - e que estavamos quase a meter-nos no comboio para ir espreitar aquilo quando ele diz "então bora lá". 

Fiquei mesmooo contente! Coney Island e o Luna Park são referências frequentes no mundo do cinema e estar perto daquela roda gigante na praia era um sonho que - finalmente - podia concretizar. 

E lá fomos! E perguntam vocês : porque não há então fotos desse "cenário"? Porque com tanto grau negativo o Luna Park estava fechado. Estive lá à porta - confirmo - e os rapazes até quiseram ir comer um cachorro ao famosissimo Nathan's mas ninguém tentou bater nenhum record maluco. 

 

No regresso a casa e parámos num restaurante grego em Astoria para jantar. 

As experiências gastronómicas em Nova York são realmente incriveis. Associa-se muito esta viagem a "junk food" e sim... é muito comum e diria até apelativa, mas a confluência de culturas faz com que deste melting pot resultem óptimos restaurantes conduzidos por pessoas das próprias nacionalidades. 

Comi a melhor salada grega de sempre e umas lulas grelhadas maravilhosas!

 

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Os planos para domingo já estavam mais do que definidos! Passar o dia com o Nelson e com a Luna ( a filha ) e ver o Benfica numa comunidade portuguesa. Felizmente ganhámos ( e ficámos todos contentes naturalmente ) e durante 3 horas estivemos sempre a ouvir falar português. É mesmo engraçado compreender a união e a cumplicidade dos conterrâneos. 

Quando o almoço terminou fomos passear a um centro comercial e vivenciei a loucura das compras de Natal. Se por cá reclamamos das filas lá as coisas triplicam a dimensão : foi meio caminho andado para não cair em tentação. 

Mas sabem porque nos decidimos enfiar num centro comercial? É que quando saímos do restaurante estava a nevar! Ainda andei a dançar na neve mas parei mal começou a ser ridículo andar ao frio. 

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No último dia preparámos as malas para o regresso - ainda bem que decidi levar a minha mala de cabine da American Tourister praticamente vazia... voltou cheia com as compras do menino Tiago e com as coisas que nos tinham pedido - e saímos para um último pequeno-almoço. Andei a namorar uma Bakery que ficava na esquina da nossa rua e fomos tomar um American Coffee e uma grande fatia de bolo. 

Andámos durante umas duas horas pelo bairro e descobrimos lojas bem giras - como esta de discos onde quase comprei o meu gira-discos. 

 

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Regressámos a casa para nos despedirmos do Nelson e para irmos buscar as malas e ele sugeriu que fossemos "grab a bite" antes da viagem. A "bite" acabou por ser essa pizza gigantona! 

Com a promessa de um reencontro em breve lá nos metemos no metro e depois no comboio em direcção ao aeroporto. 

 

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Adorei a viagem. Foi muito importante para mim - psicologicamente - sentir que a gravidez não me impediu de continuar a fazer tudo como antes. Bom... com um pouco mais de cansaço e outro pouco mais de fome. Mas consegui fazer a viagem de avião na boa, diverti-me, aproveitei e senti que o tempo que passámos juntos foi igualmente enriquecedor.

 

Nova York é muito inspirador. Gosto de ir na rua e no metro e observar as pessoas. Sentar-me num café e perceber os diferentes estilos, as motivações. Costumo dizer que só quem faz esta viagem consegue entender realmente as comédias românticas, os dates nos bares ao final do dia e certos detalhes sociológicos que - apesar de tudo - são diferentes até entre grandes metrópoles.

 

Voltarei a Nova York sempre que puder. E recomendo a viagem!  

 

 

 

 

 

 

*Estes cadernos de viagem são escritos com o apoio da American Tourister.

 

Podem saber mais sobre a marca nas seguintes plataformas : 

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Ou nos hashtags : #AmericanTourister #MyAtStyle 

 

10
Dez16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a NY - 1.

Ana Gomes

Aqui estou eu em mais uma viagem decidida em cima da hora! 

 

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Vim sem planos e sem um motivo particular. 

 

A verdade é que a primeira vez que vim a Nova York vinha completamente indiferente e mal aterrei fiquei apaixonada pela cidade. Sabia que queria voltar e assim que a oportunidade apareceu... agarrei-a! 

 

O Tiago tinha que vir ver um carro e decidimos juntar o útil ao agradável e prolongar a estadia. Encontrámos um voo barato ( 500€ ) e nem pensámos duas vezes. 

Na realidade encontrámos outro voo ainda mais económico : 360€ mas não era um voo directo e confesso que com a gravidez estava um pouco receosa - o cansaço e as várias horas nos dois voos foram determinantes para optar pela opção do voo directo. Nesta altura do ano os voos são mesmo caros ( a proximidade do Natal pesa imenso já que a cidade leva o espírito mesmo a sério ). 

 

O factor gravidez também teve um peso determinante na viagem : Com o passar do tempo fazer uma viagem grande começa a ser complicado, já tinha pensada uma viagem para o Brasil em Janeiro mas a ideia ficou por terra por causa dos vírus que estão a "atacar" as grávidas e os bébés. Então estava a ficar um pouco ansiosa : a realidade é que ADORO viajar e até então trabalhava precisamente por poder viajar e não ter grandes preocupações. Claramente que sendo realista a perspectiva está a ser alterada e o ideal é aproveitar agora para não "stressar" com isso depois :) Este principio do segundo trimestre é mesmo a altura perfeita para viajar, os enjoos já ficaram lá atrás, há mais energia e a barriga ainda não "atrapalha". Claro que me sinto muito mais cansada do que anteriormente, claro que tenho muito menos predisposição para algumas coisas, e sim... tenho bastante fome o que acaba por ser uma despesa acrescida ahaha mas a verdade é que dá para aproveitar! 

 

Trouxe duas malas de viagem - da American Tourister - uma maior e outra tamanho normal de cabine. A pequenina veio praticamente vazia ( para podermos levar alguma coisa que comprássemos ) e a maior vinha cheia com a nossa roupa: camisolonas e meias para além dos básicos de higiene e roupa interior. Como me disse o meu amigo Nelson : Vai estar muito frio! Tragam roupa bem quente e esqueçam lá isso de ser fashion : recado anotado. 

No avião cuidados redobrados: collants de compressão ( usei umas que comprei na loja ELA no Oeiras Parque e que me foram recomendadas para estes casos ) , roupa larga e muito confortável, beber bastante água e levantar-me várias vezes durante o voo para caminhar. Levei também alguns snacks para comer durante o voo já que fome é uma constante: uma banana, fruta desidratada e frutos secos. 

 

Antes de viajar para os Estados Unidos é necessário tratar do ESTA ( um visto especial que é pedido online e fica pronto no máximo em 48 horas ). Fui eu que tratei de tudo o que foi necessário para a viagem e nem reparei que no meu formulário o meu nr de passaporte estava errado ( numa das 5 vezes em que aparece... ) resultado... não consegui fazer o check-in. Fiquei SUPER nervosa, apetecia-me tudo menos ficar em terra, mas os assistentes de terra da United Airlines ajudaram-me a manter a calma e a fazer uma nova requisição online e a autorização por sorte foi dada no mesmo segundo! Muita atenção a esta questão do ESTA : o meu visto foi aprovado mesmo com aquele lapso no formulário, ou seja, eu estava mesmo descansada e achava que tinha tudo o que era necessário para embarcar. Outra coisa : este visto custa 14 dólares. Percebi que tinha sido enganada da primeira vez: paguei 80 dólares.... Por isso ESTE é o site correcto onde devem fazer o pedido .

 

O voo correu bem, estive o tempo todo a ver filmes e séries, e quando aterrámos nem perdemos tempo nenhum no controlo de passaporte ( da última vez demorei mais de duas horas ), quando estávamos à espera da bagagem pousei a minha mala no chão e vi um cãozinho super querido a vir na minha direcção, até que percebi que vinha acompanhado de um policia e que o cão tinha encontrado algo "proibido" na minha mala. Momento de pânico nr 2 : eu não tinha nada ilegal ( que soubesse... ), mas na realidade a minha mala estava no chão e podiam-me ter metido alguma coisa sem eu ver. Afinal era só uma banana.... É proibido entrar no país com fruta! Bastou deixá-la no controlo de fronteira e ver toda a bagagem revistada para entrar finalmente no país. 

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Muito frio, um comboio e um metro depois e estávamos em Astoria para deixar as malas em casa do meu amigo. 

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No primeiro dia nem fomos a Manhattan : demos uma volta pelo bairro e fomos jantar a um restaurante grego maravilhoso! Esta é uma das particularidades deste bairro de Queens : imensa cultura grega. 

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Claro que com os horários todos trocados acabámos por adormecer muito cedo e acordar de madrugada. Mas não perdemos tempo : duche, agasalhar bem, e sair para a cidade. Pelo caminho comprámos um Bagel e um café e fomos a comer no metro. 

 

Escolhemos a saída da 5ª Avenida ( mesmo ao lado do Plaza Hotel e do Central Park ) e fomos descendo. Não vim com o espírito de compras, nem com a ansiedade de ir aos pontos turísticos porque fiz tudo isso da última vez. Adoro inspirar-me a ver montras, observar as pessoas, parar nos cafés, andar pelas ruas, absorver as tendências e o espírito da cidade. Só tinha um objectivo : ver a árvore de Natal do Rockefeller Center. 

Claro que a meio do passeio não resisti e fiz umas comprinhas na Baby GAP mas... como resistir?  

Passámos em Times Square, vimos algumas lojas, fomos até à árvores de Natal e acabámos por interagir com um projecto solidário da Lady Gaga de inclusão social : Share Kindness Experience. 

 

Andámos quase 17 Kms até decidir voltar a casa para deixar os sacos e sair para mais uma voltinha pelo bairro e jantar. 

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Na quinta-feira saímos para Chinatown, Little Italy e Soho. O tempo tem vindo a ficar mais frio a cada dia que passa e é duro andar na rua! A sensação térmica são de 4 graus negativos mas é o vento que complica mesmo. 

O Soho é o meu bairro preferido e ficámos grande parte do tempo a passear por aqui. Mas mal saímos do metro em Canal St ( para caminhar entre Chinatown e Little Italy ) dei de caras com o showroom da Glossier - uma marca de beleza que sigo desde o principio - e que não fazia ideia que ficava ali : tinha aberto há três dias! Pontaria ;) 

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Quando estávamos a pensar voltar a casa o meu amigo Nelson ligou-me e fomos à Happy Hour do Classic Car Club, um espaço restrito em Manhattan para um grupo de "afiliados" que têm o culto dos carros clássicos. Voltámos para Astoria já perto das 22h e fomos a um restaurante Peruano incrível! Felizmente não tinha muita fome porque foi duro resistir aquele ceviche. 

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Tínhamos planeado ir a Brooklyn de carro com o Nelson mas tivemos uma peripécia com o vidro na noite anterior e teve de ir para reparar. Ainda esperámos algumas horas durante a manhã, mas o carro só ficou pronto no periodo critico do trânsito e fomos fazer um Brunch numa cadeia de panquecas super conhecida : IHOP - International House of Pancakes. Comi umas panquecas de red velvet que estavam divinais... e fiquei mal disposta o resto do dia! Nem queria acreditar, como é que uma coisa que me sabia tão bem me tinha deixado tão mal disposta. Já nem sei dizer se valeu pela experiência ahahah. Mas estava com tanta vontade de provar as panquecas dos Diners que ia acontecer de qualquer maneira. ;) 

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Seguimos para a cidade de metro e fomos a um evento de motos no centro de congressos - Javits Center - e caminhámos uns kms até Times Square para aproveitar a energia da cidade durante a noite, claro que ver a árvore de Natal do Rockefeller Center com o espectáculo de luzes na 5ªAvenida é uma experiência totalmente diferente! 

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Para o jantar escolhemos um restaurante de RAMEN: porque Nova York é isto mesmo, uma grande mistura de culturas! ;)

 

E agora temos mais dois dias e meio pela frente que iremos dividir entre trabalho e passeio! Ah... e o jogo do Benfica com a comunidade portuguesa: porque sim.. isto também é conhecer um país!

 

 

 

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18
Ago16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 7

Ana Gomes

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Hoje chego a esta última parte dos Cadernos de Viagem! 

Sim.. como sabem já estou em Portugal e ainda meio confusa ( um mês e meio fora e uma vida tão diferente têm uma recuperação particular ). 

 

Nos últimos dias de férias praticamente não tirámos fotos : a verdade é que choveu copiosamente TODOS os dias. Ainda tentámos alugar um carro mas não devemos ter sido os únicos a ter essa ideia, já que os carros mais "simples" estavam esgotados e só existiam opções caríssimas disponiveis. 

 

Ficámos pelo lobby do hotel ou pelo restaurante em cima do mar a trabalhar. Os dois computadores ligados, a internet a bombar e lá começámos a regressar à vida real. Num dos dias ainda alugámos uma mota e arriscámos ir até Krabi. Apanhámos uma celebração local e por isso 90% do comércio estava encerrado. Ao Nang pareceu-me muito mais giro do que Krabi Town, o que me deixou satisfeita com a escolha que fizemos! Fizemos duas paragens em dois templos diferentes : Tiger Temple ( maravilhoso ) e o Wat Kaew que fica mesmo no topo de Krabi Town. Quando estávamos a regressar percebemos que ia começar a chover muito e decidimos parar num Tesco enorme que há no caminho para nos abastecermos de DVDS ( vimos TANTOS filmes durante a viagem! ) e para não apanharmos uma molha tremenda de mota. 

 

Caso tenham à vontade a conduzir vale mesmo a pena alugar mota para ir de Ao Nang para Krabi Town ou vice-versa. Um táxi custa 500 bahts por trajecto, a mota custa 200 bahts por dia! 

 

No último dia em Ao Nang, e apesar da chuva ininterrupta, decidi ir ao mar. Confesso que estava mesmo desanimadas nos últimos dias. Aqueles mergulhos souberam-me pela vida! Éramos os únicos na praia, apesar das esplanadas dos restaurantes estarem cheios, e eu parecia uma criança feliz aos pulos no mar. Valeu mesmo a pena : o mar é terapêutico! Fui beber a minha última água de coco e fazer a mala que no dia seguinte tínhamos voo às 7 da manhã. 

 

Passámos o último dia da viagem em Banguecoque. Reservámos mais uma noite na guest house onde tínhamos ficado anteriormente ( A&A na Rambuttri ) e onde tínhamos deixado a restante bagagem. Aproveitámos para ir a alguns centros comerciais mais virados para a eletrónica e percebemos que contrariamente ao que achávamos as compras não valem a pena. Há produtos em que os preços são ainda mais caros! Ainda assim decidi arranjar o monitor do meu IPAD que se tinha partido há mais de um ano. 30€ e duas horas depois estava como novo! 

 

Fizémos também a nossa ultima Thai Massage ( maravilhosa ) e estava tão cansada que nem consegui jantar. Em contrapartida bebi o melhor chá de gengibre da minha vida! Picante e reconfortante. No dia seguinte esperava-me mais um voo bem cedo e muiiiiiitas horas de voo. 

 

Amei esta viagem. Venho com uma energia boa, inspirada e feliz com a decisão. Acima de tudo estou grata por ter podido fazer esta viagem!

 

Gastei bastante dinheiro : mas importa entender que foram quase 2 meses, a dormir sempre em hoteis ( e nunca em camaratas ) e a fazer TODAS as refeições fora de casa. Praticamente não fiz compras : trouxe uns souvenirs, umas camisas, uns brincos, alguns produtos de beleza, e dois vestidos. 

Um bom conselho que podem levar é este: não vale a pena levar muita roupa! Há lavandarias em todo o lado e é mesmo muito barato lavar a roupa! Poderia ter levado metade das coisas que levei. Claro que também há a questão de querermos variar a roupa que usamos mas sinceramente uns acessórios podem bem resolver o problema ;) 

Os voos não foram baratos : fomos pela Emirates, fizemos apenas uma escala pequena entre os voos ( tirando os que fizemos para a Indónésia - fomos pela Air Asia e em dias diferentes ). Fizemos várias viagens dentro de ambos os países ( na Indónesia sempre de Táxi, Barco, Mota ou Uber - uma aplicação ainda mais polémica por lá do que por cá acreditem ) e na Tailândia barco ou avião ( novamente pela Air Asia ). 

 

Escolhemos 90% dos alojamentos pela aplicação AGODA. Sempre usei o Booking... mas falaram-me da AGODA e de facto tinha sempre melhores preços e mais opções! Fica a dica. 

 

Houve outras duas aplicações que foram fundamentais : O maps.me - que é um mapa que é descarregado online e funciona sempre offline com uma precisão incrivel : nunca nos falhou ( apesar de consumir IMENSA bateria ). E claro... o Spotify Premium com horas infinitas de música mesmo quando não tinha bateria ). 

 

Quando me perguntam se gostei mais da Tailândia ou de Bali : não consigo responder. ADOREI estar nos dois sitios. Na minha opinião a Tailândia ( e só estive em Bangecoque e em Krabi ) é mais metropole, tem um consumo desenfreado, uma cultura louca e praias paradisiacas. Já Bali tem uma doçura que cola, uma convivência bonita com vários inputs comerciais e está completamente direccionada para o surf! Também existem praias de postal ( as famosas Gilli ou Nusa Lembongan ) e valem sem dúvida a visita. 

 

Se tiverem dúvidas não hesitem! É óptimo poder partilhar a minha viagem convosco! 

 

Não tenho planos de viagens para breve. Mas tenho uma série de destinos debaixo de olho ;) 

E vocês?

 

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11
Ago16

Pad Thai - prato favorito na Tailândia - e uma receita para experimentar.

Ana Gomes

Se comer saudável na Indónesia era uma tarefa muito simples o mesmo não se aplica na Tailândia.

Mãe, tenho imensas saudades das tuas sopas!

 

 

Por aqui tudo tem molho. Peço um chá frio e vem com leite condensado (apesar de pedir sem açúcar) e até uma "simples" omelete vem a nadar em molho agri-doce. Valha-nos a fruta e o marisco - que mesmo assim tenho receio de comer. Opções vegetarianas há muitas (ia escrever aos molhos mas seria redundante). Em caso de dúvida tenho optado por comer Pad Thai. Nunca falha! E sinceramente já comi versões bem saudáveis, em que os legumes se sobrepunham à massa (que é de arroz YEY ) e em que o molho era quase nenhum!

E é SEMPRE isso que como quando não quero pensar muito na refeição: Pad Thai! Começo inclusivamente a perceber que vai ser uma refeição que irá deixar saudades. A pensar nisso, e numa possibilidade de replicar a receita em Lisboa, lembrei-me de uma partilha da Marta - Martilicious - e fui-lhe pedir a receita empresta! 

Como podem perceber pela descrição ela ADORA picante. Eu... não! Mas podemos sempre gerir os condimentos, certo? 

 

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( esta imagem foi retirada do Google e é meramente ilustrativa. )  

 

 

Para os Noodles:
Massa Soba 
Óleo para wok
1 ovo biológico 
Camarões cozidos 
Couve branca (ou chinesa)
Cogumelos brancos 
Courgete 
Cenoura 
Cebolinho 
Pimento vermelho
Coentros frescos 
Cajus torrados e sultanas 
Para temperar: molho Tamari, molho Pad Thai e Sweet Chili 
Cozi a massa segundo as instruções na embalagem. 
No wok deitar 1 colher de sopa de óleo, depois de quente deitar o ovo, mexer bem e deitar todos os legumes finamente picados. Mexer sempre bem e quando começarem a ficar tenros adicionar o tempero, os camarões, os cajus e sultanas, os Noodles e envolver bem. Servir com coentros e molho de Sweet Chili por cima para extra picante (que eu adoro). 
Bom apetite!

 

( Obrigada Marta! ) 

 

 

11
Ago16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 6

Ana Gomes

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Apresento-vos a melhor rua para ficarem hospedados em Banguecoque : Rambuttri

Especialmente se forem jovens, procurarem apenas o essencial e preços económicos. Fica literalmente do outro lado da estrada de Khao San Road e tem uma vibe muito menos "estou de férias pela primeira vez sem os meus pais e quero beber até cair". A rua é bonita, movimentada e com restaurantes bons. Há massagens em todas as esquinas e dois Seven Eleven : está óptimo! 

 

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Os dias que estive em Banguecoque foram óptimos! 

Caso ainda não tenham visitado a cidade pensem num mundo de consumo extremo. Há sempre qualquer coisa para comprar, em qualquer recanto, a todas as horas. Há night markets ( que visitámos ), há mercados durante todo o dia, há Chinatown, há centros comerciais GIGANTES e há aquela que é considerada uma das maiores (senão a maior) feira do mundo : o weekend market Chatuchak.

 

O que se vende nestes sítios? Bom... basicamente SEMPRE a mesma coisa, na devida escala : quanto maior for o "mercado" mais diversidade, oferta e diferença de preços vão encontrar. Gostava de vos dizer : "Comprem em chinatown que é mais barato"... ou "nos centros comerciais é que é" mas esta lógica não existe. Das duas uma: ou está escrito "fixed price" ou então o preço mais barato vai ser determinado pela vossa capacidade de negociar. Não se preocupem: o ideal é nunca pagar mais do que o preço justo. É super provável que eles rejeitem a oferta ou que, depois de terem realizado o negócio, compreendam que o poderiam ter feito por um valor mais baixo. Então a máxima é mesmo esta : pagar um preço que consideramos justo. Afinal de contas quem vende também tem de ganhar dinheiro, certo? 

 

E podem encontrar TUDO. Então no weekend market atrevo-me a dizer que é literalmente tudo : desde objectos de decoração incríveis, passando por roupa, comida, imitações, peças rejeitadas de fábricas, roupas de jovens designers, peças vintage, animais exóticos, animais de estimação... TUDO! O que é mais complicado encontrar é sem dúvida uma banca pela qual tenham passado. Vi umas t-shirts lindas, fui beber um chá frio na "rua" ao lado e quando voltei... já não consegui encontrar a banquinha. Para terem uma ideia há imensos mapas espalhados pelo mercado, pontos de encontro e banquinhas de comida em todas as secções para evitar que as pessoas tenham de sair para comer. Passámos praticamente 7 horas lá dentro e acho que vale mesmo a pena a visita. 

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Ainda no "mundo" dos mercados decidimos fazer aquela incursão óbvia por um Floating Market. Não tínhamos nada programado para esse dia e decidimos apanhar um táxi para lá ( a viagem são cerca de duas horas ). Desilusão total! Toda a gente me tinha dito que seria imperdível mas se voltasse atrás não iria. Primeiro é caríssimo : conseguimos pagar 1500 bahts para duas pessoas mas super negociado, isto são quase 40 euros o que é um absurdo para os preços praticados por aqui. Depois sentimos claramente que tínhamos sido enganados pelo táxista. Dissemos que queríamos almoçar antes de entrar, fomos a uma espécie de restaurante perto da entrada do mercado e quando estávamos a pedir o taxista entrou, falou com a senhora do restaurante e explicaram-nos que não nos podiam servir porque a cozinha tinha acabado de fechar... rematando com "o melhor é comerem no mercado". 

E foi a única opção que tivemos... mesmo quando já estávamos a ponderar nem entrar. Talvez por ser domingo  a nossa viagem de barco mais parecia uma passeio por uma atracção abandonada da eurodisney. Em mau. 

Foi a primeira desilusão por estes lados e deixou-me de pé atrás com todas as atracções turísticas.

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Querem saber o que achei MESMO lindo? O Wat Pho ou Templo do Buda Deitado. Mesmo que não se identifiquem com a filosofia budista vale a visita. O bilhete custa apenas 100 bahts e para além de uma "pequena aldeia" budista podem ver artesãos a trabalhar em estátuas de Buda e uma figura impressionante em tamanho e beleza ( para terem uma ideia é maior que o Cristo Redentor no Brasil ) : um Buda Deitado! image.jpeg

  Para todos os passeios em Banguecoque é preciso muita paciência. O trânsito é caótico, as filas são demoradas e tudo parece longe! Mas acreditem : vale muito a pena. 

 

Como vos tinha contado tinha imensa vontade de conhecer as praias e ilhas paradisiacas da Tailândia. E é uma viagem que quero fazer com mais tempo e com novo orçamento! Como ainda tínhamos algum tempo por aqui ( tivemos de antecipar o regresso à Tailândia porque o visto da Indonésia terminou ) decidimos apanhar o avião para Krabi. Voltamos a Banguecoque no dia 14 ( e apanhamos o voo para Lisboa dia 15 ) assim deixámos toda a bagagem numa sala do hotel ( aqui todos têm essa opção ). Pagamos 20 bahts por dia mas pelo menos viemos esta semana apenas com um saquinho e com a mochila da American Tourister que por ter rodinhas torna o transporte super prático. 

Não temos tido sorte nenhuma com o tempo: é a pior época de chuvas na Tailândia. Mesmo assim tentámos não desistir: no primeiro dia fizemos uma grande caminhada a pé, no segundo dia apanhámos sol na praia e na piscina do hotel ( estamos em ao Nang ) e ontem arriscámos uma tour de barco por quatro ilhas com direito a snorkling e algumas horas em Railay Beach - considerada uma das mais bonitas do mundo. O tour passou por : Koh Poda, Koh Gai (Chicken Island), Koh Tub e Koh Mor; parando então em Railay para uma visita a Phra Nang Cave Beach : um local de culto e devoção muito ligado à sexualidade e fertilidade. 

 

Tudo ok nas duas primeiras paragens... tudo corria bem até começar a cair uma tempestade tão grande que não se via NADA no mar. Na realidade tudo correu bem. Foi um susto fácil de gerir, chegámos a casa tranquilos e encharcados e desde então ainda não parou de chover. Hoje queríamos ter ido até às ilhas Phi Phi mas decidimos não arriscar (e ainda bem). 

Um detalhe engraçado? Numa das ilhas em que parámos estavam a filmar um filme Indiano! Claro que fiquei fascinada com a coincidência! Lembrei-me logo da Diana e da nossa ida ao cinema em Mumbai.  

 

Factos : acho que é preciso uma intervenção urgente no que diz respeito à consciência ambiental. Há muita poluição e muito descuido no que diz respeito ao lixo. 

 

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04
Ago16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 5

Ana Gomes

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p class="sapomedia images" style="text-align: left;">Olá da Tailândia! 

É verdade: acordei em Bali e adormeço em Banguecoque. 

A viagem fez-se bem e sem atrasos ( mais curta quase uma hora do que a viagem no sentido contrário ) mas depois estivemos HORAS para passar o controlo de passaporte. Foi a segunda vez que entrei na Tailândia e da ultima vez o processo foi mesmo rápido. 

Acho que isso acabou por nos fazer quebrar a energia.. apanhámos um táxi e lá viemos para a nossa nova morada : bem perto da Khao San Road mas com a distância certa ( da última vez sofremos com a barulheira infernal ). 

 

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Esta última semana em Bali foi um pouco diferente das habituais. Escolhemos ficar em Kuta apenas pelo posicionamento estratégico e por termos encontrado um hotel com um preço bom ( 17€ por noite - no centro de Kuta e a 5 minutos a pé da praia ) . Honestamente - e apesar da maioria das pessoas ser “despejada” em Kuta - não considero que seja o melhor sitio para ficar. Foi para nós durante esta semana porque já tínhamos experimentado vários lugares ao longo do mês e quisemos esgotar os créditos por ali : regressámos a UBUD, fomos dois dias até canggu e passeámos MUITO por Seminyak que tem as lojas mais bonitas que vi na vida. A sério: o design dos restaurantes e lojas é sublime! Muitos dos espaços fizeram-me lembrar aos lojas do SOHO em Manhattan. 

Entretanto tivemos duas experiências MUITO turísticas : fomos beber um copo ao Hard Rock ( onde acabámos por ter uma noite mesmo divertida com um bom concerto ) e fomos comer camarão ao Bubba Gump ( tinha de ter esta experiência uma vez na vida e acabou por ser mesmo em Bali - é um restaurante referência para quem gosta do filme Forest Gump ). 

 

 

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Adivinhem o que também fizemos? CINEMA! Não tinha a mínima esperança de encontrar umas salas de cinema como as que encontrei em Ubud ou em Nusa Lembongan, mas num dos restaurantes vegetarianos que descobri vi uma indicação de outro espaço com cinema… e no dia seguinte lá estavamos: o princípio era o mesmo… consumir alguma coisa do menu e acesso gratuito à sala de cinema! Perfeito:) Desta vez no Divine Earth

Também em Seminyak descobri um café/bar super giro : Sea Circus. Comi a minha última Dragon Bowl ( uma taça de fruta e granola cuja base era Pitaia ou Dragon Fruit ) e o Tiago escolheu um hamburger vegetariano de Tempeh e Feijão que foi o melhor que já provei na vida. 

Fizemos praia todos os dias e algumas massagens ( a sério… vou sentir tanta falta destas massagens nas pernas por 5 euros/hora ). 

 

 

 

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A hora de fazer as malas é dramática. Faz mochila, desfaz mochila: tenta que tudo caiba miraculosamente. A pior ideia que tive foi trazer a mochila no limite das suas capacidades. Toda a gente me disse para não trazer nada porque cá podia comprar tudo barato: de acordo. É verdade. Mas pensei : para quê comprar… se não preciso de nada?! De facto não tenho feito grandes compras ( estou orgulhosa por me conseguir conter ). Mas efectivamente poderia ter trazido menos coisas já que as lavandarias são muito baratas, rápidas e existem quatro por esquina!! E claro que trouxe a mochila da American Tourister cheia de livros, computador e acessórios das máquinas fotográficas mas com espaço para alguns extras (vulgo compras por aqui). 

 

Depois da missão cumprida com sucesso ( e ter praticado o desapego ao deixar meia dúzia de coisas pelo caminho ) embarcámos para a Tailândia. Chegámos a meio da tarde e depois de instalados fomos jantar. Demos um passeio a pé e decidimos que o ideal seria ir espreitar um dos vários night markets. Melhor transporte por estes lados: Tuc-Tuc. 

E o táxista que nos trouxe do aeroporto? Não só não falava Inglês… como berrava connosco em tailandês. Quase me bateu quando lhe tentei mostrar a morada do nosso hotel ( ok… eu tentei umas dez vezes.. mas era uma preocupação legitima ) e só conseguimos começar a comunicar quando deixámos de lhe dar importância e lhe começámos a “responder” em português! Hilariante. Foi um diálogo completamente sem sentido mas a verdade é que ficámos na rua certa ( longe do hotel porque a rua não tem trânsito ). 

 

Agora importa descansar e aproveitar esta cidade louca ao máximo! Sobre a internet : continuo com a pontaria louca... no hotel onde estou há 10 redes de internet ( literalmente ) no meu quarto não nos conseguimos conectar a nenhuma!

 

Nem acredito que já passou um mês. 

 

 

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02
Ago16

<3

Ana Gomes

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Continuo com o impedimento da Internet. 

Fazer posts no blog é extremamente complicado e downloads então : para esquecer! 

Dia 4 viajo de volta para a Tailândia ( o nosso visto termina dia 5 ) e vamos aproveitar para tentar conhecer qualquer coisa por lá :) A verdade é que esse era o meu destino de sonho mas nesta altura são as monções por isso... vai ser apenas para ter uma ideia de como são as coisas por lá. Praias de areia branca? FINALMENTE!! ahaha 

 

Na Quinta-Feira deixo-vos o post que conta como têm sido estes dias por aqui. Mas claro que podem acompanhar tudo pelo Instagram ;) 

21
Jul16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 3

Ana Gomes

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Como vos contei no último Caderno de Viagem seguimos viagem para Ubud. 

Objectivo : aula de culinária e fazer yoga. Tudo cumprido! 

 

Como previsto deixámos grande parte da bagagem no hotel em Canggu e levámos a mochila da American Tourister com os super básicos para três dias. No caminho passámos numa das mil lavandarias que existem em cada esquina e deixámos alguma roupa a lavar. Apesar de serem poucos kms - cerca de 30km - a viagem é MUITO cansativa. O trânsito é indescritível, as estradas más estão longe das que consideramos más em Portugal e isso torna os caminhos um pouco mais duros. 

Optámos por não marcar nenhum hotel: procurei duas ou três referências no Agoda e no Booking e foi essa a morada que pusemos no GPS. Acabámos por desistir da primeira opção ( ficava bastante mais cara do que o que tínhamos previsto gastar ) e seguimos para uma outra morada que acabou por se revelar um pequeno paraíso. 

Mas voltámos ao principio: quando cheguei a Ubud pensei... "oh não... quero voltar para canggu". Estou a ter alguma dificuldade em adaptar-me positivamente aos novos lugares. Mas lá está... a estranheza tem durado pouco mais de umas horas. 

Devidamente instalados começámos a explorar Ubud a caminhar... primeira curva, primeiro encanto : um mercado ao ar livre. As lojas dedicadas ao yoga multiplicavam-se em cada esquina, o ambiente era de facto diferente e um pouco mais zen. Não chegámos a visitar o templo dos macacos: choveu bastante durante a nossa estadia. Mas passámos lá à porta e deu para perceber que quem manda naquele quarteirão são efectivamente os bichos! Marquei uma aula de culinária local para a manhã seguinte e nessa noite ainda jantámos num restaurante encantador em cima de uma plantação de arroz! 

 

Sábado o despertador tocou às 7 da manhã e o dia começou com um pequeno-almoço em contra-relógio em cima da piscina do nosso "hotel". Passado uma hora estávamos a mergulhar no impressionante mercado de Ubud. O principio da aula de culinária pressupunha um primeiro contacto com os ingredientes. O meu estômago começou-se a contrair à medida que avançava pelo meio da confusão do mercado... penso que a chuva não ajudou mas a quantidade de bichos que se passeava entre as leguminosas e a fruta era mesmo impressionante. 

Apelei ao meu bom-senso e tentei-me abstrair disso durante a aula. Claro que cozinhámos numa casa particular, num páteo sem a confusão ou a misturada do mercado. Logo a abstracção foi a melhor arma para não desistir. Adorei aprender a preparar alguns pratos típicos, preparar os alimentos, apurar os temperos e no final almoçar o que cozinhámos! Foi uma manhã longa mas muito enriquecedora ( e que já me valeu vários desafios culinários ). Como expliquei que não comia carne adaptaram receitas para mim e fizeram questão que não preparasse nenhum dos pratos com galinha. Prometo que depois partilho algumas receitas convosco ;) 

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Domingo também foi dia de madrugar! Aula de Yoga no sitio mais incrível para a prática! Uma sala completamente integrada na natureza onde pudemos ouvir o rio a correr o tempo todo. No final? Um sumo verde de cortesia! A aula custou 120 mil rupias ( cerca de 10€ ) e valeu o investimento :) Escolhemos o Taksu Yoga por ficar perto do nosso alojamento e por ter bons feedbacks. 

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Passeámos o resto da tarde. Kms e kms a contornar a chuva e a caminhar por Ubud. Até que... uma placa na rua me chamou a atenção! Estava escrito Paradiso e por baixo "cinema / organic and raw food". Pedi ao Tiago para entrar comigo naquela rua e tentar encontrar o tal Paradiso... e encontrámos. O espaço é super simples mas senti que valeria a pena passar ali algum tempo. O filme das 19h era o Danish Girl que nenhum de nós tinha visto e acabámos por comprar bilhetes... 50 mil rupias cada que se podiam reverter em comida no bar. Corremos para casa para um duche e em 20 minutos estávamos de volta para uma das melhores refeições que comi por cá ( e olhem que tenho comido maravilhosamente ). Quando entrei na sala de cinema nem queria acreditar... as cadeiras eram uma espécie de espreguiçadeiras/sofás enormes... Experiência MARAVILHOSA. 

 

Em Ubud também visitámos o Rice Terrace, o Holy Spring Water Temple ( onde me atrevi a fazer o ritual de purificação ) e uma plantação de café. No nosso último dia em Ubud acordámos para mais um temporal e decidimos pedir ao senhor que nos levou a fazer esta pequena tour ( e que tinha sido o motorista para a aula de culinária ) e pedir-lhe para nos levar aos famosos armazéns e a uma parte mais "local" e menos turística. A verdade é que fazer a viagem de volta para Canggu de mota com aquele tempo seria impensável. 

Almoçámos com ele em mais um dos "spots" locais que não aparecem nos gps e no final do dia fizemo-nos à estrada. Foram duas horas longas de caminho... já em Canggu apanhámos as nossas malas, a roupa que tinha ficado na lavandaria, comemos uns fresh spring rolls no restaurante vietnamita da rua do hotel e apanhámos um táxi para o Uluwatu. É por aqui que temos andando nos últimos dias. E sim... o tempo só voltou a melhorar hoje. 

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Reencontrámos o Tiago e a Nadine ( com quem temos partilhado momentos óptimos ) e fomos explorar esta zona. Chegar no primeiro dia de lua cheia valeu-nos uma full moon party na praia de Padang! Dançar com o pé na areia, há maior sensação de liberdade?

Infelizmente a viagem deles está a terminar... ontem fomos juntos até Kuta ( a parte mais "cidade" de Bali ) onde vão ficar até se irem embora e andámos a explorar aquelas ruas labirínticas. 

Hoje acordámos com sol ( finalmente ) e fomos até Bingin. A praia é paradisíaca e requer um óptimo trabalho de pernas para subir e descer uma escadaria que termina numa areia branca e num mar apetecível. Seis horas de praia ( nem me lembro da última vez que fiquei tanto tempo no areal ) e um jantar mágico com o por do sol. Quinta-Feira é noite de música ao vivo no Cashew Tree e foi lá que terminámos a noite. 

 

Para já o plano é explorar as praias desta zona. Há muitoooo para ver! Estou mesmo feliz por estar a viver esta experiência. Curiosamente não penso nesta viagem como umas férias gigantes... mas antes como um momento de aprendizagem e de descoberta. 

 

 

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PS - A Internet que tenho não me está a deixar fazer upload de mais fotos... prometo que amanhã procuro outro lugar para conseguir fazer upload de todas as fotos!  

 

 

20
Jul16

Pequeno-almoço :

Ana Gomes

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Come-se absurdamente bem por estes lados. Convenhamos : não é comida típica ( isso temos deixado para os jantares ) mas a quantidade de lugares com comida saudável é tanta que há motivo para nos inspirarmos. Por aqui as refeições locais são as 3 iguais ( quando pensamos numa família típica de trabalhadores ) : arroz cozido com legumes tofu ou galinha. Sim : pequeno-almoço, almoço e jantar. Isso faz-me acreditar que os "nasi goreng" ( arroz com legumes frito e servido com ovo por cima ) não é propriamente uma comida típica mas antes uma espécie de fast food gulosa que até os locais comem. Este pequeno almoço de hoje ( na foto ) nada tem de típico. Mas tem tudo de bom ( e que delicia que estava )!

14
Jul16

Cadernos de Viagem By American Tourister. Viagem a Oriente - 2

Ana Gomes

 

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 Já passou uma semana desde o último caderno de viagem e sinto-me bem diferente!

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A chegada à Villa onde passámos os primeiros dias não foi super confortável. O quarto era simpático e tínhamos uma piscina mesmo bonita mas ( e tinha que haver um mas ) a casa de banho não tinha porta e as janelas não tinham vidros! Ou seja... a entrada a animais era super convidativa. Dormir com repelente ? Obrigatório!

Depois rapidamente percebemos que o "pequeno-almoço" incluído nunca iria acontecer porque ... "a cozinheira não veio hoje" . Pois... Não foi nunca! Para além disso ficava numa zona um pouco afastada: impossível ir a pé para a praia ou qualquer centro de animação. Sabem que mais ? No segundo dia já nada disto me incomodava!

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Ainda assim decidimos mudar para algo um pouco mais confortável e perto da "civilização" e no domingo arrancámos para um hotel mesmo simpático e com um preço razoável. É daqui que vos escrevo! Koa D Surfer Hotel, dá para ir a pé para a praia, fica junto de uma rua com uns restaurantes e bares engraçados e tem um piscina super gira no topo do hotel. O pequeno-almoço não é nada de especial : mas tem uma zona onde cozinham ovos ( estrelados, mexidos ou omeletes ) que sempre permite uma refeição saudável para começar o dia.

Falando em refeições saudáveis! A zona onde estamos - Canggu - parece uma espécie de Meca da alimentação saudável. Tem cafés e restaurantes com decorações fenomenais e menus de babar. As famosas "bowls" são uma perdição - uma espécie de "papa" de fruta congelada com granola e fruta fresca por cima - e servem como uma refeição substancial para um bom dia de praia com muitos mergulhos : ou muito surf! Esta zona é o paraíso dos surfistas.

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Mas não são só as "bowls" que são maravilhosas : tostas de abacate com ovo escalfado, saladas com tofu, spring rolls vietnamitas, imensas opções de comida "raw". Estou muito inspirada e feliz com as alternativas alimentares que por aqui se encontram. Quantos aos preços... pintaram-me uma versão diferente da história! "Lá comes barato em todo o lado". Convenhamos que não pago um balurdio como em muitos países da europa para onde viajei... mas pago quase o mesmo que em Portugal! Tirando aquelas refeições que fazemos à beira da estrada com os locais. Ovo e arroz com vegetais 2/3€.

Hoje descobri um restaurante interessante! Na porta podia-se ler " healthy food with local prices " e foi mesmo! Funciona numa espécie de buffet em que cada ingrediente tem um preço e no final é tudo somado : o meu prato composto por arroz selvagem, milho, brócolos, tofu panado, um ovo com molho de chilli e feijão verde com cenoura ficou por 2€ também! Acho que o segredo é mesmo esse : ir procurando.IMG_0023.JPG

Ontem fiz também a minha primeira massagem em Bali. Paguei uma ninharia! 6€ por uma hora de massagem. Mas não gostei :( Mentalizei-me que seria bom fazer uma massagem por semana. Com estes preços é óbvio que temos que aproveitar mas... desta vez não correu bem! Mas sabem porque decidi fazer a massagem ontem? Porque tive a minha primeira aula de surf por estas bandas e levei uma valente tareia deste mar puxado ahhaah. Soube-me SUPER bem acreditem... apesar de confirmar que não tenho talento nenhum para interagir com pranchas de surf.

 

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Até aqui tem tudo corrido super bem. As pessoas são simpáticas, prestáveis e falam muito menos inglês do que seria de esperar. Mas lá nos desenrascamos. Um destes dias ao final da tarde ( que aqui já é noite cerrada ) ficámos sem gasolina e tivemos de caminhar pela berma durante algum tempo. Quando os locais se começaram a aperceber do que nos tinha acontecido não paravam de rir. É que aqui NINGUÉM anda a pé. E não comecem a achar ( mãe e pai ) que ficámos sem gasolina por distracção... o leitor da mota estava avariado, ok?!

 

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Os templos ou as referências "divinas" multiplicam-se. É normal que as entradas de qualquer edifício mas simples pareçam a entrada de um templo!

Visitámos esta semana um lugar muito especial - Tanah Lot - mas como a maré estava cheia não pudemos entrar dentro do templo.

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Temos saídos TODOS os dias à noite. Há quem chame a Bali " Balifórnia" pela cultura do surf e skate que se vive aqui. O nosso roteiro não sai dos mesmos locais - Old Man's, DEUS e Pretty Poison. Se o primeiro é super popular - tem inclusive um dia dedicado a uma série de jogos tontos tipo Beer Pong - o segundo vive da cultura das motas ( e é mundialmente conhecido ) , já a Pretty Poison tem um encanto especial! Parece um barracão abandonado, com muita vibração punk, e uma piscina sem água que serve de bowl para skatar. Foi lá que acabámos por ir mais vezes : concerto, sessão de cinema e open mic.IMG_9628.JPGIMG_9626.JPG

Mas sabem qual foi a noite mais divertida que tivémos? A noite em que Portugal fez aquele jogo incrível contra França. Saímos do hotel ainda não eram 8 horas ( aqui os eventos começam entre as 19 e as 20 ) e fomos para a DEUS - era noite de música ao vivo. Vimos dois concertos e acabei por encontra um casal conhecido de Lisboa ( Olá Nadine e Tiago ), ficámos a conversar e a dançar e à meia noite a festa acabou... faltavam 3 horas para o jogo começar... decidimos seguir todas as motas que saiam dali e fomos parar a uma festa na praia! Dançámos, rimos, fomos tentando aliviar os nervos mas às duas da manhã já estávamos a caminho do Old Man's para ver o jogo : Imaginem : 10 portugueses e uns 100 franceses. Fomos gozados, enxovalhados, enfim... nunca parámos de cantar, gritar e "manter o orgulho". Quando Portugal marcou nem imaginam como nos sentimos! É que uma coisa é ver o jogo rodeado de portugueses... outra coisa foi o alivio e o contentamento depois de termos sido gozados durante HORAS!

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Amanhã partimos para UBUD. O objectivo é ter umas aulas de culinária e voltar ao Yoga. Vamos fazer o caminho de mota ( cerca de uma hora ) e levamos apenas a mochila que trouxe da American Tourister. O resto da bagagem fica aqui guardada no hotel até regressarmos!

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