Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Melhor Amiga da Barbie

28
Out17

Maternidade : a Amamentação.

Ana Gomes

 

ba82f7185c5adc291d740c3decbff5ff.jpg

 

 

 

Andei vai não vai para escrever este texto... 

Mas quanto mais compreendo que me procuram para desabafar sobre a maternidade... mais vontade tenho de falar de tudo. Mesmo daquilo que não corre como previsto. 

 

Há uma coisa que é lixada e que acontece mesmo... e é a perda de memoria. Não sei porque... mas acontece! Então há coisas que aconteceram quando a Vitoria nasceu que já estão completamente nubladas na minha cabeça. 

 

Mas hoje venho falar da amamentação e de como a maior lição que a maternidade me deu foi: não adiantam os planos... adianta ter confiança para  improvisar. 

Ora eu tinha vários sonhos : dois deles eram bastante óbvios para mim - um parto natural e amamentação exclusiva ate aos 6 meses. E eu bem tentei ter um parto natural... mas como já partilhei convosco no final da tarde fui levada para uma cesariana de urgência. 

 

Quando - no recobro - deitaram a Vi ao meu lado, a enfermeira de serviço disse : este bebe nunca vai mamar. Ainda meio atordoada da explosão de emoção, cansaço e epidural, lembro-me de ter olhado para a minha mãe com uma expressão que dizia : como assim?! 5 Segundos depois apresentam-me um mamilo de silicone e explicam-me que a Vi tem a língua ainda virada para trás o que dificulta - e muito - o movimento de sucção. Convido-vos a enrolar a língua para trás e a tentar sugar alguma coisa... já tentaram? Pois... Mas na minha cabeça apenas e só um pensamento : que todos se lixem. Quero dar de mamar. 

 

E dei. Estava radiante porque tudo parecia acontecer. Eu pegava na Vitoria como se toda a vida tivesse andado com ela ao colo, e colava-a ao meu peito... tão satisfeita por ter sido feita para alimentar o meu bebe. As dores horriveis na cicatriz eram nada quando aquele momento de amor acontecia. Mas heis que chegadas ao segundo dia de vida e a Vi tinha perdido mais peso do que seria suposto - agravado pelo facto de já ter nascido muito pequenina. 

"Este bebe vai mamar já suplemento". Não. Não quero. Tragam-me a bomba de leite. Implorei ao Pai da Vitoria para que não lhe desse o biberon... sob pena de ela se habituar e não querer a mama. Mas nada de bomba... a minha obstetra visitou-me e garantiu-me que o leite estava a subir e que tudo iria acontecer. Sem Stress. Ao terceiro dia... o peso diminuía e os fundamentalismos trocaram-se por lágrimas. Primeiro a minha mama... depois o biberon. No qual - sejamos sinceros - ela também não mamava. Fomos para casa com recomendações serias sobre o controlo do peso e sobre o suplemento - totalmente obrigatório. 

A minha mãe foi - como sempre - incansável. Ajudou-me na pega da mama, na posição da Vitoria, cozinhou-me todos os alimentos conhecidos por aumentar a produção de leite, teve a paciência para me guiar em todos os momentos de amor necessários, ajudou-me com a bomba ( que ja tinha em casa ) e tive zero sintomas de subida de leite ou mastites. Nunca tive dores, mau estar, mamas a doer horrores... nada. Todos os dias oferecia o meu peito a Vi, depois o suplemento e depois tirava leite. Penso que só quem passou por isto consegue compreender os níveis de cansaço. Num processo de amamentação que acontecia de 2 em 2 horas... nos entretantos eu ainda tinha de me sentar ligada a preciosa bomba automática da Medela para tentar aumentar a produção de leite e oferecer-lhe - sempre que possível - o meu leite. Creio que nos primeiros tempos dormi 20 minutos seguidos em cada 2 horas de vida ( se tanto ) . 

 

Ate que a irritação dela começou. E não era pêra doce. As cólicas chegaram na segunda semana de vida... e a irritação com a mama era um caso ainda mais serio. A Vitoria berrava tanto, mas tanto... que um dia a Isabel - que nos ajuda em casa dos meus pais - entrou de rompante no meu quarto a achar que alguma coisa tinha acontecido. Não.... era só eu que tentava que a Vi mamasse. Foi - presumo eu - este estado de nervos que fez com que o leite deixasse de aparecer. Cheguei a estar uma hora sentada no sofá, olheiras profundas, com a bomba a magoar-me inexplicavelmente e nada de leite. Ate que - praticamente - 2 meses depois desisti. 

 

Parece fácil. E a esta distancia também me soa a uma historia bastante simples e lógica. Mas não foi tão fácil ou leve assim. Chorei bastante, senti-me menos, senti-me incapaz, senti que numa calamidade eu não poderia alimentar o meu bebe, senti que não tinha propósito na existência dela e que a partir de agora tudo seria diferente ( e indiferente ). Poderei culpar as hormonas... mas também poderei atribuir este sentimento aquela ideia que quis interiorizar de que o melhor que poderia fazer pelo meu bebe seria dar-lhe leite materno exclusivamente. E sim... essa seria a opção. Se isso tivesse acontecido naturalmente. Não sinto que não tentei, não sinto que tenha desistido, sofri um bocado - bastante na realidade - e aceitei finalmente que o melhor para o meu bebe era crescer saudável. Com o leite que houvesse e que a alimentasse. 

 

Por isso - sociedade - menos julgamento e mais Amor :) 

17
Mar17

Como funciona a cabeça de quem pensa - demais - em tudo? Exemplo prático:

Ana Gomes

Captura de ecrã 2017-03-17, às 20.19.59.png

 

Como funcionam as cabeças das pessoas que em tudo pensam? 

 

Assim : 

 

Há duas semanas comprei umas calças de algodão - tipo fato de treino - mas com alguns pormenores que faziam delas umas calças giras e super práticas para a gravidez. Como em 90% dos casos não as experimentei! Lembro-me que nesse dia até estava de collants e por isso não dava mesmo jeito experimentar as calças. 

 

No dia em que as ia estrear percebi que não gostava de me ver com elas. A esta distância de tempo até percebo que sentir-me "enorme" com as calças seria algo normal já que enfim... estou grávida! Mas decidi que as iria devolver porque não queria uma peça de roupa que não fosse "estou muita confortável" no meu armário. 

 

Optei por trocá-la por um vestido, em Vichy ( mega tendência ), com folhinhos nas mangas ( não acabei de falar de mega tendências? ) e que achei que seria uma óptima opção tanto para os dias de Primavera - que já se vão fazendo sentir - como para os dias mais frescos : com umas collants opacas pretas e um biker jacket. Cereja no topo do bolo? Estava nas midseason sales e custou 16€. 

 

Vim o caminho todo a sentir alguma angustia. Acabei de comprar uma peça de roupa que vai dar para usar 2 meses ( se tanto ) e na qual só voltarei a pegar daqui a um ano. E porquê? Porque é impossível dar de mamar com este vestido. 

 

Nota mental : comprar apenas peças largas ou com decote que seja possível "expandir" para alimentar bebés. 

 

Ainda estou a pensar se fico ou não com o vestido. Mas creio que sim... afinal de contas posso sempre olhar para ele e lembrar-me desta história. 

PUB

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Playlist Spotify

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D