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A Melhor Amiga da Barbie

18
Jul17

Dos Dias.

Ana Gomes

Nos últimos dias praticamente não tenho pegado no computador daí a ausência de posts. 

As semanas passam mesmo a voar e o sumo de coisas feitas é assustadoramente pouco! Mas bom... o importante é que a principal se cumpra : tomar conta da Vi. 

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Ainda assim os dias têm melhorado! Ela dorme menos durante o dia ( o que seria o principal indicador de menos tempo entre mãos ) mas na realidade começa a entreter-se sozinha ( se não tiver as mal fadadas cólicas ). E já consegue dormir 4 horas seguidas durante a noite ( parecendo que não isso melhora imenso a minha capacidade mental eheheh ). 

 

Ainda dei um pulinho pelos festivais ( Alive e Super Bock Super Rock ) e foi óptimo para me continuar a sentir viva ( sendo que na realidade me senti mais morta viva no dia seguinte ). Já disse que é mesmo incrivel ter uma familia que ajuda, certo? E vejam bem que até comprei uns livros com aquela doce ilusão de que vou ter tempo para ler ( e não é que já li uns capitulos? ). 

 

Tenho tentado aproveitar algum tempo em família ( e já consegui dar uns mergulhos na praia ) e tenho tentando ultimar algumas coisas da obra ( nem quero pensar muito na mudança ). Estou a tentar fazer o máximo de coisas possível remotamente ( inclusive a escolha da mobília... abençoada internet ). Se for do vosso interesse posso depois partilhar algumas dicas sobre este processo! 

 

Entretanto queria criar novos conteúdos e ideias para vocês! No caso da Rimmel acho giro fazer um vídeo sobre unhas ( dicas para cuidar e alimentos bons para as manter fortes e saudáveis ) mas gostava de saber a vossa opinião e que temas gostavam de ver explorados em vídeo!

 

Voltarei em breve ;) 

 

13
Jul17

Passatempo Philips Avent

Ana Gomes

Conjunto de recém nascido Natural Range Philips A

 As recém mamãs têm-me pedido uns passatempos e vamos lá começar com alguns miminhos :) 

 

Quando a Vi nasceu recebi MEGA kit com produtos da Philips Avent. Nunca imaginei que ela precisasse de biberons ( já que os associava ao suplemento e à minha não vontade de ter de lhe dar leite de "fórmula" ) mas rapidamente percebi que também podem ser usados para o leite materno e que ... cá por casa o suplemento seria uma necessidade. Este kit deu um jeitaço ( ainda dá na verdade ) e inclui a chupeta preferida da pequerrucha! :) 

 

Vencedora :

 

Cátia Martins.

 

Captura de ecrã 2017-07-28, às 10.56.59.png

 

12
Jul17

Um Mês de Cada Vez - Powered by Mitosyl.

Ana Gomes

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  ( texto escrito a 18 de Junho 2017 ). 

 

Já perdi a conta à quantidade de vezes que comecei a escrever este texto. 

Fui sempre interrompida por um pensamento, por uma memória ou por uma prioridade chamada Vitória. 

 

Caramba... já passou um mês! A minha pequenita já tem um mês. E não há clichês suficientes para descrever todos os momentos. É uma verdade universal : o tempo passa a correr. Principalmente este primeiro mês que é uma espécie de bolha transparente onde há muito medo, muito amor, muita ansiedade e muito mimo. 

 

Nunca pensei que escrever sobre este período fosse assim tão complicado. De repente toda a noção de tempo, rotina ou urgência se transforma. E a realidade é que, como muita gente me disse, já nem me lembro do tempo que passei internada ou em repouso absoluto : ou seja, lembro-me se usar algum tempo a pensar nisso. O que senti naquela altura é apenas uma memória. Assim sendo:  aproveito para dar força a todas as pessoas que possam estar nessa situação... o famoso "cérebro de grávida" parece que se agrava com o nascimento de uma criança e esquecemo-nos de IMENSA coisa.

 

Mas... vamos lá! Depois de todo o turbilhão que foi o dia do parto os dias atropelaram-se. No hospital fui lutando contra o desconforto do pós-operatório de uma cesariana e aprendendo a tomar conta da minha bebé. Sabe o que dizem do instinto? É em parte muito verdade e acaba por funcionar para quase tudo. Penso que tinha mudado duas fraldas a vida toda e fazê-lo parece a coisa mais inata do mundo, fralda nova pronta, compressas com àgua, creme muda-fraldas e em 2 minutos a rotina está completa. O colo, o carinho, o aconchego... vamos aprendendo as duas o que funciona melhor connosco. O mais engraçado? Olhar para ela e realizar que aquele ser começou por ser um pontinho a piscar numa ecografia e que tinha evoluído desta forma... mais... tinha cabido assim dentro da minha barriga. Tudo isto pode soar ridículo mas a realização deste momento é pura magia.

 

Pelo meio houve a visita do Papa, um Benfica Campeão e o Salvador Sobral a vencer a Eurovisão. Saí do hospital "fresca e fofa" e a Amar pelos Dois eheh. Depois de uma viagem de carro bastante dolorosa ( muitas lombas e ressaltos que em nada combinam com uma cicatriz fresquinha ) cheguei a casa dos meus pais. Na bagagem trazia mais duas coisas : a minha menina e uma catrefada de hormonas prontas para me levarem para um canto e se transformarem em lágrimas de "terror". 

A ajuda nestes primeiros tempos é fulcral! Não ter de me preocupar com as minhas refeições ou com a lida da casa foi meio caminho andado para tentar recuperar parte da minha vida. 

E sublinho: todos os dias uma nova aprendizagem. 

Dizem que o primeiro mês é o mais complicado. Não posso assegurar isso. Penso que entrámos rapidamente num bom entendimento. Os primeiros tempos foram duros : a Vitória não aumentava de peso e as constantes visitas à neonatologia foram muito stressantes e cansativas, cada nova visita representava uma nova estratégia de alimentação e rotinas. E na balança não se registavam aumentos. Até que as coisas acabaram por funcionar. Cada grama era uma batalha ganha e temos ganho boas e deliciosas batalhas nas últimas semanas :) 

 

A gravidez também me ensinou que nem sempre a nossa vontade ou aquilo que temos idealizado se concretiza. Aconteceu isso com o parto e com a amamentação. Neste momento cumpre-se um plano de aleitamento materno e suplemento. Uma pequena derrota para mim... mas que se esquece quando vemos que tudo está bem e que ela está a crescer. Sei que até hoje não desisti de dar maminha muito por culpa da enfermeira Célia que me acompanhou nas aulas de preparação para o parto. Utilizo muitas das coisas que aprendi lá, e uma troca de mensagens na primeira semana ajudou-me muito a não desmotivar. E numa das idas à neonatologia para pesar a pequerrucha acabei por ir pedir ajuda à enfermeira Lurdes ( que foi incansável no meu primeiro internamento ) e que me ajudou também nesta "luta" pela amamentação. O curso pré-parto também me ajudou a lidar com naturalidade com várias coisas que aconteceram na maternidade. 

Sabem a sensação com que fico? O nascimento de uma criança é uma coisa tão normal - especialmente para estes profissionais de saúde que lidam com vários nascimentos por dia - que fica muita coisa por ensinar e por explicar. Foi nesse momento que aprendi a valorizar - ainda mais - o curso que fiz. 

 

Já em casa ainda não se viveram dois dias iguais. Tentamos criar algumas rotinas, sendo que a mais estável é mesmo a do banho. E ela - que detestava o banho nos primeiros dias - passou a adorar este momento desde que começámos a usar a shantala! Águinha bem temperada, o quarto todo pronto, damos o banhinho tentando que ela aproveite o relaxamento e seguimos para uma sessão de massagens com o Creme de Corpo Mitosyl Tri-Active. Depois vem o leitinho :) Optei pelo banho antes de jantar para depois podermos aproveitar esse momento com mais calma ( e com ela já a descansar ) .  

 

De resto é impressionante como todos os dias se nota alguma evolução e crescimento! E há um misto de alegria e "pena" quando as roupinhas deixam de servir.

 

E querem saber um segredo? Não sei quem precisa mais de colinho. Se ela do meu ou eu do dela. 

 

 

 

Sobre a Mitosyl®: 

Mitosyl® é uma gama especialmente concebida para dar resposta às necessidades do bebé, passo a passo, e é uma marca de confiança dos pais no momento de proteger a pele dos seus bebés.

10
Jul17

Vai ficar tudo bem.

Ana Gomes

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Quando descobri que estava grávida tive um dos maiores momentos de introspecção e de dúvidas da minha vida.

Tentei explicar, com delicadeza, que cuidando com carinho e com amor da nova vida que crescia em mim, vivia simultaneamente um momento de muita incerteza. Eu... que sempre sonhava ter sido mãe não estava a conseguir lidar com a concretização desse sonho do qual já tinha desistido. 

 

Depois vieram os enjoos, veio um corpo em constante mudança, veio o repouso absoluto. Cada dia que passava tudo se tornava um bocadinho mais real. Mas nunca tão real assim... 

 

No dia em que a Vitória nasceu a sala de partos esteve algum tempo em silêncio. Não sei precisar a fracção de tempo : milésimos de segundos talvez... uma eternidade para mim. O meu novo coração de mãe gelou. 

Mas antes disso senti que seria a Vitória que me ia perder. Não tive medo de nada. Absolutamente nada. Pensei na minha mãe e agonizei o sentimento de uma mãe perder uma filha. Depois pedi ao pai da Vitória que me prometesse que seria bom e paciente com ela. 

Correu tudo bem e rapidamente se confirmou o que toda a gente diz : ser mãe é inato. Na verdade, ser mãe é um momento de aprendizagem constante, enquanto a bebé aprende a viver nós aprendemos a lidar com a nova vida. 

 

Falar da maternidade exige a minha maior sinceridade: não é fácil. É verdade que o nosso Eu se transforma, como se o Ser que vivia até então dentro de nós passasse a ter-nos dentro dele. E precisasse indiscriminadamente do nosso calor, do nosso carinho, da nossa atenção, do nosso alimento e da nossa segurança. Este sentimento é avassalador. Se por um lado a nossa vida tem um sentido e um propósito por outro lado exige que saibamos ser altruístas. Ou por outra, que lidemos bem com isso 24 horas por dia. E posso assegurar que nem sempre é fácil, nem sempre é bonito, nem sempre é simples ou descomplicado. Todos os dias sinto que a minha vida está em suspenso até poder voltar a ser vivida. Acredito que volte a ser uma aprendizagem. Nada será como antes : nunca mais. 

 

Pela primeira vez senti medo de morrer. Porque pela primeira vez senti que a minha existência poderia ser fulcral para o bem estar de outro ser. Quis-lhe explicar uma coisa que ainda não pode entender: vai ficar tudo bem. 

 

Todos os dias preciso de me deitar com a certeza de que a fiz sentir-se amada. Não só quando me devolve o sorriso mais doce do mundo mas também quando chora desesperadamente e não a sei consolar. Peço-lhe desculpa. Muitas vezes por dia. Especialmente nesses momentos em que quase perco o chão por não a saber tranquilizar. 

 

Meu Amor, tudo o que preciso que saibas é que não te poderia ter sonhado mais perfeita. 

19
Jun17

O meu carrinho é o mais ecológico do mundo!

Ana Gomes

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Muita gente me tem perguntado afinal que carrinho escolhi para a Miss Vi. 

É um facto que lancei um repto nas redes sociais e vi imensas opções mas... não conseguia escolher! As variáveis eram poucas - dentro das grandes marcas - e de repente vi-me completamente embrulhada num mundo de possibilidades. Até que... me cruzei com o GREENTOM. 

Na realidade já me tinha chamado a atenção por uma questão de design quando vi outra blogger com ele mas... estava longe de conhecer o conceito por trás do carrinho. Ou seja : o factor determinante que iria para sempre condicionar a minha escolha : ser o mais ecológico do mundo. 

 

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A marca tem como missão criar produtos 100% ecológicos, todo o carrinho é feito de materiais reciclados e todo ele é reciclável. Isto torna-o super leve, confortável e económico! O carrinho completo ( com alcofa e dois assentos custa cerca de 600€ ). 

 

Existe um detalhe, nas imagens em cima o carro aparece com um ovo de outra marca. Por todas as peças serem extremamente leves não seria possível produzir um ovinho seguro. Assim podem-se comprar adaptadores para várias marcas e escolher uma da nossa preferência. Optámos por este da KIDDY porque estão no top de marcas mais seguras ( e curiosamente menos divulgadas ou pelo menos não estão no nosso "top of mind" quando pensamos em assentos para o carro ) e tem um aspecto mesmo confortável! Nesta fase ainda usamos com o redutor ( a Vitória é bem pequerrucha ) e vai sempre na posição mais inclinada ( creio que é a única marca que permite duas posições o que melhora substancialmente o conforto da coluna do bebé! ). * ( entretanto soube que há outros ovinho que o fazem )

 

Mas devo ser sincera : eu não percebo nada destas coisas! E repito... a escolha do GREENTOM veio pelo factor ecologia! No dia-a-dia acho verdadeiramente prático por ser leve e muito intuitivo. :) E convenhamos... é giro nas horas! 

 

Para mais informações sugiro que visitem o facebook de ambas as marcas : 

GREENTOM e KIDDY

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 Site oficial GREENTOM. 

 

 

As fotos foram tiradas pelo sempre simpático Pau Storch e as minhas dúvidas sobre estas coisas dos carrinhos e do transporte dos bebés foram esclarecidas pelas doces Eduarda e Mafalda da Perfect Fit Services

14
Jun17

Maternidade Real - Ainda não estás despachada?

Ana Gomes

 

 

 

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São 6.45 da manhã.

O despertador, vulgo Miss Vi, dá sinal. 

Que nada te falte pequenina, fralda mudada, leitinho, um bocadinho de brincadeira em cima das pernas da mãe.

São 7.30, daqui a minutos toca o outro despertador. A Vitória está sem sono e ponho música a tocar. Ela brinca, eu vou vendo uns episódios das portas dos fundos que me apareceram como sugestão no youtube. É a primeira vez, num mês, que vejo alguma coisa que se pareça com uma série. 

Vitória não tem sono e não se consegue entreter. Levanto-me para ir tomar o pequeno-almoço. Tomo-o com ela deitada na alcofa do carrinho, as duas de mão dada. 

Vitória chora... nada na fralda...terá frio? Vestimos um casaquinho. Ah... como está melhor e mais confortável! 

Voltamos para o quarto para tentar trabalhar um bocadinho, abro um e-mail: Vitória chora. Terá fome? Tem... 

Bom... se calhar era só mimo. Vitória adormece a mamar. Tento fazer o mínimo movimento e pego no telefone já que não vou conseguir responder ao email no computador. 

5 minutos e acorda. Mama um bocadinho mais. Adormece. Ficamos neste embalo 1 hora. Tento fazer cocegas no pé, falar com ela... não está para isso. Lá vem o biberon. Que maravilha! Bebe a dose normal mas quer mais! É tão fácil beber no biberon. Levanto-me e preparo um pouco mais. Bebe sofregamente. 

Mudo a fralda. São 11 da manhã.

Vitória chora. DESESPERADAMENTE. São cólicas mãmã. Ou pelo menos tudo indica que sejam. Ajudo-a a fazer ginástica, embalo-a, dobro as perninhas. Tentativa, erro, tentativa, erro. Acalma. 

É meio dia. Adormeceu no meu colo. 

 

Espera lá... é meio dia! 

Coloco-a de novo na alcofa do berço. Espero 3 minutos para perceber se - efectivamente - adormeceu. 

Vou pé ante pé até à casa de banho. Percebo que o Senhor Vulcão se escapou entre as minhas pernas. Porra - penso mas não digo - não é suposto que ande por este lado da casa. Não posso ralhar, a miúda ainda acorda, e por isso deixo que entre na casa de banho. Bonito cenário : eu enrolada numa toalha, a Vitória no carrinho a dormir e o Vulcão - todos na casa de banho. 

Entro no duche, finalmente um momento de sossego, Vitória chora, Vulcão chora.. abro a porta do poliban, falo com ela, dou-lhe a chucha. Acalmam os dois. Eventualmente acalmamos os três. 

Apresso - ainda mais - o duche. Ponho óleo no corpo para antecipar o tempo que não vou ter para por creme.

Embrulho-me na toalha, empurro de volta o carrinho e vou - agora a correr - a fugir do Vulcão que, ao descobrir o óleo nas minhas pernas, tem como missão lambê-las. 

 

Mensagem no telefone : então ainda não estás despachada? 

 

Respiro fundo. Sabem quem acordou? 

 

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05
Jun17

O Pós-Parto É Diferente Para Todas :

Ana Gomes

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Hoje enquanto folheava umas revistas de "entretém" vi várias fotos da modelo Irinia Shayk com várias "leituras". 

 

Numa mesma foto podia ler-se algo como "Irina Shayk" impecável 2 meses após ter sido mãe" ou "Irina Shayk não esconde a sua nova silhueta ainda não totalmente recuperada depois da maternidade". Deveria ter fotografado para poder citar precisamente o que diziam, mas em todo o caso acreditem em mim, era isto que queriam dizer, e sobre as mesmas fotos! 

 

A pressão que colocamos sobre nós no pós-parto é potenciada também - e muito - por estes títulos. Convenhamos que para sonhar com um pós-parto "à Irina" seria necessário ter tido um pré-parto igualmente "à Irina" se é que me faço entender. 

Por pontos: claro que em situação alguma me veria a desfilar numa passadeira vermelha ( não é o meu perfil, ou tão pouco a minha ambição ) mas precisaria de toda uma máquina incrível para o conseguir fazer neste momento. Estou cansada, tenho olheiras profundas, o meu cabelo passa praticamente 24 horas apanhado num coque mal amanhado mas super prático, as unhas são pintadas numa corridinha antes de precisarem de dar colo, a depilação idem idem aspas aspas e a barriga está só esquisita. Nem me posso queixar muito porque saí da maternidade exactamente igual ao dia em que engravidei. Ok... minto: no dia em que engravidei - que não sei precisar - deveria conseguir andar direita, não tinha a cabeça feita em papa e é quase garantido que não tinha o corpo em retalhos. Mas pesava precisamente o mesmo!

Os dilemas com o corpo existem porque já existiam! Ainda assim sinto-me mais inchada, menos capaz e um tanto ou quanto limitada: antes disto ainda treinava todos os dias e tinha aquela sensação - meio frustrante - de que mesmo que o meu corpo não respondesse eu fazia alguma coisa. 

Para já as actividades físicas estão suspensas, não sinto qualquer efeito "milagroso" à pala da amamentação - mentira.. sinto vontade de comer chocolates e doçarias - e sinto-me sempre tão cansada que tenho a impressão que pouco ou nada posso fazer por mim. E atenção: eu sei que isto passa, eu sei que isto vai melhorar. E se não passar ou melhorar por favor mintam-me e digam-me que sim. Ou não me digam nada! 

E acima de tudo respeitem e acarinhem as recém-mamãs que tenham ao vosso lado: as hormonas são filhas da mãe. E não há nada carinhoso nesta expressão, por muito irónico que seja, atendendo ao contexto.

Não basta todo o aporte emocional que existe nesta fase e lá estamos nós a chorar sem saber porquê, a uma hora qualquer do dia : preferencialmente no banho onde ninguém vê. Confesso que no meu caso, regressar a casa depois de ter ido tirar o penso da cicatriz, e olhar-me no espelho, foi dos momentos mais difíceis que tive nos últimos anos no que diz respeito à minha relação com o meu corpo. E sim... já sei: aquela cicatriz é a marca de um amor ENORME. Mas... deixem-me viver mal com isso, ok? 

 

No babyshower ofereceram-me todo um plano pós-parto - que será feito em Lisboa e quando puder fazer outro tipo de tratamentos - que só não faço aqui porque ainda não os posso fazer. Vou reforçar a sorte que tenho: uma mãe terapeuta e com um óptimo colo que pode segurar a Vitória enquanto me entrego às mãos das meninas que trabalham com ela, isto quando consigo chegar a horas ou todos os astros se alinham para tornar isto possível. Hoje iamos saindo de casa as duas de pijama: eu e a Vi... porque parece que as horas me fogem pelas mãos quando me tento organizar. 

A semana passada fiz uma massagem de relaxamento, com a Rita, e hoje a primeira sessão de drenagem linfática manual - que considero mesmo fulcral até para trabalhar a cicatriz, quem me vai acompanhar nestas sessões será a Marisa que tem experiência neste tipo de tratamentos mais delicados. 

 

Quando a Vitória fizer um mês vou então à consulta com a obstetra e irei perceber quais os próximos passos e o que posso ou não fazer. Até lá... é ter paciência e aceitar que até ao fim da minha vida os meus dias serão dela, mas estes primeiros serão um bocadinho mais intensamente. 

 

 

 

*adoro o facto de ter ido ao google ver como se escrevia o nome da giraça. 

* estou a fazer os tratamentos aqui : Fernanda Gomes Estética e Rituais Spa. 

 

 

 

23
Mai17

O Mundo da Maternidade - 1.

Ana Gomes

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Aaaaah o mundo da maternidade. 

Aquele período que tiras para estar em casa a recuperar e a tomar do bebé, aquele momento em que vais ter tempo para organizar uma série de coisas pendentes. 

 

Aaaaaah o mundo da maternidade.

Aquele período que tiras para estar em casa a recuperar e a tomar conta do bebé, e até recuperas muita rápido... mas não tens tempo para coisa nenhuma e achas que se não tivesses pessoas a ajudar não conseguias sair da cama nem mudar o pijama sujo de leite. Coisas organizadas? ZERO! Cabeça? Em modo papa. 

 

A meio da noite lembro-me de coisas que tenho de tratar com urgência - e a urgência fica para outra altura. 

Dou todos os dias graças aos meus pais e ao Tiago pela ajuda e pelo apoio. E lá se vão levando as coisas :) 

A regra numero um tem sido não me por totalmente de parte, aproveitar que esta miúda até dorme bem para tomar uns banhos relaxantes e arranjar-me o suficiente para não dar cabo da auto-estima! Mal tenho ligado o computador e tenho a sensação que tudo fica a meio... e há sempre quem diga "dorme enquanto ela dorme" e lamento informar que isso nem é possível. Duas horas de intervalo parecem 10 minutos na minha "vida anterior". 

 

Para evitar que saia de casa os meus pais têm-se revezado nas idas à farmácia e eu tenho feito as compras não urgentes online. 

 

Depois do parto encomendei uma cinta para me ajudar a suportar as costas por causa da costura, um aspirador nasal para a Vi e mais alguns produtos da Medela para mim. 

Já conhecia a marca e já me tinham oferecido alguns produtos mas considero mesmo ULTRA importante para optimizar a maternidade. Mamilos de silicone, os absorventes para o soutien, o próprio soutien já para não falar da bomba ( tenho a super poderosa Swing Maxi Duo ) que tem sido determinante para conseguir levar avante o plano da amamentação ( falo-vos disso noutro post ). Fiz estas encomendas na Sweet Care que é uma loja online portuguesa de produtos de cosmética e bem-estar. As encomendas chegam num prazo de 24h depois de serem validadas o que dá imenso jeito! :) 

 

Num universo completamente diferente descobri a Rebento, uma loja online que tem imensos produtos de ecopuericultura, ou seja, dentro da filosofia com que mais me identifico. Já a tinha mencionado no Instagram e no Facebook e de lá comprámos para a Vi uma toalha de banho de bambu ( que é um avental que vestimos e que nos permite maior segurança ), uma chucha sem pega e o swadlle da Ergobaby. Já tínhamos comprado a banheira Shantala noutro sitio mas também se vende lá e o mesmo com o nosso carrinho : o GreenTom. 

Todas as dicas e partilhas são bem-vindas:) 

É que isto é literalmente sempre a aprender! 

 

 

 

19
Mai17

Vamos falar do parto?

Ana Gomes

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Sou mãe há exactamente uma semana. 

E passei praticamente 9 meses a pensar e a ter certezas absolutas sobre o parto e certas coisas da maternidade. 

Bom... na verdade eu não tinha a certeza do que iria acontecer ( claro ) mas tinha a certeza da minha vontade e de como a queria levar a bom porto. 

 

Antes de continuarem a ler o texto... gostava de deixar o meu conselho a mães grávidas e que estejam próximas da data do parto: não continuem a ler. A nossa história acaba bem ( estamos aqui as duas para a contar ) mas confesso que um dos meus maiores factores de ansiedade perante o dia "D" se prendeu com a partilha de experiências espontâneas que várias pessoas tiveram comigo : a cabeça começa a entrar em loop, pensamos: "eu não sei se aguento passar por isto" e por aí fora. Mais vale não ler, não ouvir, não saber e ser guiado pela equipa médica e pelo nosso instinto. E acreditem : o que na altura vos parecer horrível depois... esquece-se mesmo! 

 

Mas voltando a nós! A Vi estava encaixadinha para sair há bastante tempo, aliás, isso valeu-nos um internamento e várias semanas de repouso absoluto. Mas a última ecografia mostrava um bebé pequenino e que teimava em não engordar na barriguinha. Decidimos que, se a menina não nascesse até dia 11 de Maio, o parto seria provocado no dia 12. 

 

E assim foi. Fomos cedinho para a maternidade, malas no carro, coração aos pulos e umas lágrimas nos olhos. Fiz o caminho do Bairro Alto para a Expo junto ao rio e fui toda melodramática a imaginar que aquela seria a última vez que veria o mundo assim... sozinha. 

 

O parto foi induzido por uma enfermeira que durante TODO o processo me explicou tudo o que ia acontecer. Foi mesmo super atenciosa e detalhada ao longo do dia, explicou-me tudo o que iria sentir, o que se estava a passar e como me podia "defender". Foi também esta enfermeira que percebeu que a menina Vitória tinha recuado em relação ao dia anterior quando fui observada, conclusão: um trabalho de parto que se previa relativamente rápido...não iria ser. 

 

Abreviando a história e as várias horas que passei entre toques e CTG houve dois momentos em que as coisas se complicaram. E sim.. a meio da tarde já tinha pedido a deliciosa epidural, depois de ter rebolado muito na bola de pilates e de me ter contorcido um bocadinho na cama. Lembro-me de dizer ao Tiago que - no que a mim me dizia respeito - a Vitória seria filha única. Mas também sou obrigada a dizer que não me lembro em absoluto da dor que senti. A minha Mãe também já estava connosco quando as coisas se começaram a complicar : o primeiro desaceleramento cardíaco. Puseram-me a oxigénio e ajudaram-me a controlar a situação.

 

Sabem o que senti neste momento? Zero medo. Senti uma tristeza e um peso no coração por saber que a minha Mãe estava a assistir a tudo isto. Fiz-lhe sinal para sair do quarto e só pensava que nenhuma Mãe merecia assistir a isto. Foi neste momento que fiquei realmente nervosa e assustada.

Passado uma hora o cenário repetiu-se e a minha Obstetra - Dra. Ana Cristina Marques - explicou-me que não podíamos correr riscos e que teríamos de avançar para uma cesariana. 

A minha cabeça dizia Não! Já chegámos até aqui, fizemos tudo o que tinha de ser feito, eu não quero uma cesariana. Mas não precisei de verbalizar nada, durante vários meses eu manifestei a minha vontade de ter um parto normal, a Dra. sempre disse que esse era o caminho que iríamos levar, ajudou-me e esteve ao meu lado durante toda a tarde. Eu tinha de acreditar que aquela decisão era fundamentada ( como se dois momentos de susto não fossem o suficiente ). 

 

Seguimos para o bloco, eu desolada, a minha mãe a dar-me força, toda a equipa a motivar-me. Depois de tudo preparado deixaram o Tiago entrar no bloco e em pouco tempo a Vitória estava connosco. O meu mini bebé perfeitinho. 

Achei - não sei bem porquê - que não iria sair daquela sala de parto. A minha menina nasceu sufocada pelo cordão, a cesariana foi - sei-o agora - a decisão mais acertada. 

É obrigatório agradecer às pessoas que lutaram pelo direito do Pai estar presente na sala de partos durante a cesariana. Poder ter o Tiago ao meu lado, poder desabafar com ele, explicar o que sentia, termos o privilégio de agarrar na nossa menina mal nasceu... é um direito de ambos. Apesar da epidural consegui sentir tudo o que aconteceu e lembro-me de lhe dizer que estava a sentir que a nossa menina ia nascer e uns segundos depois do meu coração ter parado de bater fora do meu corpo ( os segundos das manobras que tiveram de ser feitas por causa do cordão ) a Vi estava entre nós os dois. 

 

A minha mini bebé nasceu no dia 12 de Maio, às 18.20 com 2,600kg e 46 cm. Para infelicidade de 90% da equipa médica não decidi mudar o nome para Francisca - em homenagem ao Papa que tinha acabado de chegar a Fátima. 

 

 

Obrigada Mamã por teres estado sempre do meu lado. Obrigada Ti por uma menina tão perfeitinha - e por não teres desmaiado na sala de parto. 

16
Mai17

A minha ausência está mais do que justificada não é ?

Ana Gomes

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Esta minha ausência está mais do que justificada não é? 

 

Nos minutos que vão "sobrando" tento ver umas mensagens, devolver chamadas, ver uns emails e não perder o fio à meada. Mas claro que tenho noção que vai ficar muita coisa pelo caminho : não importa! É que não importa mesmo nada. 

 

Para já o que vos posso dizer é que a maternidade é tudo aquilo que vos disseram. Isso mesmo... tudo! Maravilhoso, terrível, delicioso, aterrador, apaixonante, complexo. 

 

Nem sei bem o que nos acontece, ou que me aconteceu, que ainda ontem estava a olhar para ela e só pensava: é minha filha... minha... filha. Num misto de espanto e de certeza. 

 

Não há como mentir. Apesar de ser mágico - se pensarmos que vimos esta bebé pela primeira vez como um ponto de luz que piscava num ecrã e que agora é uma pessoa pequenina - é também uma dor constante, uma preocupação e um medo sem fim. E parece que não melhora... só se altera. 

 

Ainda é cedo para poder dar conselhos, dicas ou recomendações. Mas o pouco que aprendi nestes dias é que o mais saudável é não criar expectativas. Aceitar as coisas como elas são e tentar fazer delas o melhor que podem ser. Todos os dias são uma Vitória e no nosso caso é mesmo isso... literalmente! 

 

Obrigada pelo carinho, pelas mensagens, pelo apoio e por toda a energia positiva! 

Obrigada a todos os tios "virtuais", a todas as marcas e a todos os que nos têm enviado as coisas mais giras que fazem desta miúda uma verdadeira princesa! Imaginam a quantidade de fotos que enchem o meu telefone? Ela um dia vai ver isto tudo ;) 

 

 

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